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A Turma do Balao Magico: Por onde andam?

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  • Mario Jacobs
    Isto É Gente em abril de 2000 Por onde andam O peso de um passado super-fantástico Simony, Tob, Mike e Jairzinho, a Turma do Balão Mágico que vendeu 10
    Message 1 of 1 , Dec 1, 2001
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      Isto É Gente em abril de 2000



      Por onde andam

      O peso de um passado super-fantástico
      Simony, Tob, Mike e Jairzinho, a Turma do Balão Mágico que vendeu 10
      milhões de discos, são artistas com o desafio de ter o sucesso da
      infância

      Quatro jovens artistas têm um sonho: voltar a fazer o sucesso que
      tiveram na infância. Dezoito anos depois do auge, em 1982, o mais
      difícil para eles é a certeza de que o brilho de suas carreiras foi
      entre 7 e 12 anos. Simony, Tob, Mike e Jairzinho, ex-integrantes do
      grupo Turma do Balão Mágico, invadiram os corações de milhões de
      crianças no Brasil no início dos anos 80. Venderam mais de 10 milhões
      de discos, número alcançado antes só pelo rei Roberto Carlos. Por
      cinco anos, os garotos apresentaram um programa diário na Rede Globo,
      o Balão Mágico. Hoje, cada um dos ex-meninos prodígio corre atrás do
      antigo sucesso de diferentes formas. Simony, aos 23 anos, termina de
      gravar seu novo disco com influências da música negra e fechou um
      contrato para posar nua, pela segunda vez. Jairzinho, 25 anos, filho
      do cantor Jair Rodrigues, é sócio de uma produtora musical e prepara
      o lançamento de seu disco solo em junho deste ano. Mike, 25 anos, é o
      único casado e pai de uma filha de dois meses. Divide seu tempo entre
      a internet, administrando o site do pai, o inglês Ronald Biggs,
      famoso assaltante do trem pagador em 1963, e os shows da sua banda
      Gruviola. Estudante da escola de artes cênicas Macunaíma, Tob é o
      mais velho. Chegou a trabalhar com o irmão numa metalúrgica no ABC
      Paulista e foi assistente de edição numa produtora de vídeos. Aos 29
      anos, está com casamento marcado para o próximo ano e tenta iniciar
      uma carreira de ator, depois de redescobrir o próprio talento na
      faculdade de Rádio e Tevê. Embora tenham o objetivo comum de resgatar
      a fama do passado, os amigos dessa infância superfantástica nunca
      mais se encontraram.

      Tob trabalhou numa metalúrgica e hoje quer ser ator


      Mais velho entre os integrantes da Turma do Balão Mágico, Tob -
      apelido que Vimerson Canavilla Benedicto ganhou da gravadora CBS -,
      foi obrigado a deixar o grupo quando fez 15 anos. "Não queria sair,
      fiquei chateado." Ele tentou ser jogador de futebol - chegou a atuar
      como centroavante na equipe juvenil do Palmeiras - mas desistiu.
      Trabalhou com um irmão numa metalúrgica no ABC paulista e foi
      assistente de edição numa produtora de vídeos. Na faculdade de Rádio
      e Tevê, descobriu o talento para representar. "Meus amigos me achavam
      engraçado", lembra ele. Decidiu matricular-se num curso de
      interpretação, fazer um book e correr atrás de trabalho. Ainda
      menino, Vimerson cantava ao lado do irmão mais velho, Valdir, hoje
      com 39 anos. Os dois viajavam pelo interior paulista num carro de som
      e imitavam Elvis Presley. Filiou-se a uma agência de modelos infantis
      e virou garoto-propaganda. Além de comerciais, Vimerson cantava em
      programas de calouros. Foi num deles que foi descoberto e convidado
      pela gravadora CBS. Ganhou fama como Tob e não demorou muito foi
      apresentar o programa infantil na Globo. "No colégio, a madre tinha
      que pedir aos alunos para dar um tempo nos pedidos de autógrafo. O
      assédio me assustou", lembra. Além da fama, Vimerson ganhou dinheiro,
      o suficiente para comprar dois bons apartamentos. Hoje, aos 29 anos,
      é um dos alunos no curso de teatro da escola Macunaíma. "Estou me
      dedicando. Meu sonho é fazer cinema." Com o futuro profissional ainda
      incerto, o único projeto certo de Vimerson é casar-se com a
      jornalista Juliana Maris, que namora há dez anos.

      Simony lança disco e vence síndrome do pânico

      Enquanto Maricleusa Benelli tocava contrabaixo com sua banda num
      animado casamento judaico no Buffet França, em São Paulo, seu bebê,
      já no nono mês de gestação, se mexia dentro da barriga quase no
      ritmo. Terminada a festa, lá pelas 5 da manhã, a bolsa estourou e a
      menina que teimava em participar do show nasceu. Foi batizada Simony
      Benelli Galasso e, apenas cinco anos mais tarde, seria uma das
      maiores febres da indústria cultural infantil que o Brasil já teve
      até hoje. Simony foi a primeira integrante do Balão Mágico. "Convivo
      com o sucesso e os palcos desde sempre. Minha vida é isso, fico feliz
      quando estou cantando", diz Simony. Descendente de família circense,
      Simony morou numa jardineira (espécie de ônibus-caminhão) até os 5
      anos. O sucesso do Balão trouxe fama, dinheiro e ajuda para a família
      toda. Em 1989, já em carreira solo, começou a apresentar Do-Ré-Mi-Fá-
      Sol-Lá-Simony no SBT. O programa, cujo nome foi mudado para Show da
      Simony, seguia o tradicional formato auditório-criança-brincadeiras-e-
      desenho-animado. Nessa época, ela começou a ser chamada
      de "gordinha". Depressão, baixa auto-estima e muito choro. Simony
      saiu de cena e começou a malhar. Emagreceu. Em 1995, a doce menina do
      Balão mostrou que cresceu e, aos 18 anos, apareceu nua pela primeira
      vez na Playboy. "Eu era muito menina, fiquei três dias chorando,
      trancada no quarto com a equipe me esperando. Quase desisti", conta.
      No quarto dia, limpou as lágrimas, tirou a roupa e matou a
      curiosidade de muito marmanjo. O cachê foi bom, investido em imóveis.
      Melhor ainda foi a exposição na mídia, que juntou Simony com o cantor
      de pagode Alexandre Pires. "Eu que corri atrás dele. Sabia que era o
      homem da minha vida e fiz de tudo para tê-lo", diz. O namoro durou
      três anos e Simony foi trocada por Carla Perez. Depois namorou Vavá,
      vocalista do Karametade, por três meses. Sua carreira musical, assim
      como a vida amorosa, vive altos e baixos. Simony começou a sofrer de
      síndrome do pânico em março de 1998 e se afastou dos palcos por 15
      meses. Tornou-se evangélica e hoje reza muito. "Antes de ser
      evangélica testei de tudo: espiritismo, cristais e até Santo Daime."
      Agora, recuperada e prestes a lançar seu quarto disco solo ainda sem
      gravadora, Simony quer reavivar a curiosidade dos fãs. Vai ser a capa
      da revista Sexy em junho.

      Único do grupo com filho, Mike cuida do site do pai, o assaltante
      Ronald Biggs

      Aos 13 anos, Michael Biggs já tinha se apresentado para 70 mil
      pessoas. Mas a emoção mais forte que sentiu foi quando entrou sozinho
      num ônibus. O que seria normal para um garoto de sua idade, para
      Mike, que acabava de deixar a vida de popstar mirim, foi uma
      novidade. "Andávamos sempre com segurança", conta Mike, que esteve no
      grupo dos 6 aos 12 anos. Hoje, aos 25 anos, ele se divide entre a
      produção do site sobre o pai, Ronald Biggs, o lendário inglês que
      participou do assalto ao trem pagador em Londres, os ensaios de sua
      banda, Gruviola, e os cuidados com a filha Ingrid, de dois meses,
      fruto do casamento de um ano e meio com a psicóloga Verônica de
      Carvalho. Com o dinheiro que ganhou no Balão Mágico, Mike viajou o
      mundo. "Não tive infância. Mas desfrutei de uma adolescência como
      poucos", conta. Atravessou o Atlântico num veleiro, percorreu a
      Europa de mochila e ficava na porta dos bares de Nova Orleans,
      barrado pela idade, ouvindo jazz. De volta ao Brasil, aprimorou-se na
      música. "As mulheres ficavam com quem tocava violão", diz. Hoje,
      também toca percussão e pistom. Da época do Balão, tem saudade das
      viagens, tanto que não hesitou em ser carregador de instrumentos do
      grupo Forróçacana, há dois anos. "Fui o único holder que vendeu 10
      milhões de discos", brinca. Do programa, Mike é nostálgico: "Foi a
      última atração inocente para crianças". Só não gostava das brigas na
      escola. "Implicavam porque era o menino do Balão e o filho do
      ladrão." Aí era confusão na certa.

      Jairzinho é sócio de uma produtora musical e ainda é reconhecido nas
      ruas

      Jairzinho Oliveira, a última criança a integrar o Balão Mágico,
      continua trilhando seu próprio caminho como produtor, cantor,
      violonista e arranjador. É sócio da produtora musical Daja Artistas
      Reunidos, que produziu os discos de seu pai, Jair Rodrigues, trilhas
      sonoras para comerciais de tevê como Arremate.com e do filme Por Trás
      do Pano, de Luís Villaça. Faz parte também da banda Artistas
      Reunidos, uma espécie de pedigree da MPB, onde todos os integrantes
      são filhos de grandes nomes da música brasileira como Elis Regina,
      Wilson Simonal e do próprio Jair Rodrigues. Todo o conhecimento
      musical de Jairzinho tem lastro acadêmico. Ele se formou em música
      pela Berklee College of Music, em Boston, considerada a melhor escola
      de jazz e música popular do mundo. Especializou-se em produção
      musical e music business. Mas foi bebendo da fonte da mais pura MPB
      que Jairzinho despertou seu interesse musical. Aos 5 anos, brincando
      no estúdio, acabou decorando a canção "Deus Salvador" antes mesmo do
      pai. "Quando eu errei no meio da música, ele continuou cantando como
      se fosse brincadeira", relembra Jair. Ele gostou tanto que acabou
      gravando a faixa ao lado do filho. No mesmo ano, 1981, Jair foi
      convidado para cantar ao lado de Pelé no Festival de San Remo, na
      Itália. Pelé cancelou o show no último minuto e Jairzinho acabou
      substituindo o rei do futebol. A galera delirou. Principalmente
      quando o Fantástico, da Rede Globo, fez um clipe da canção "Io e Te",
      em italiano, com a dupla familiar. Na mesma época a CBS (atual Sony)
      procurava outra criança para integrar a Turma do Balão e se encantou
      com o menino. "Eu gostava muito do Balão, fiquei lá dos 7 aos 12
      anos", relembra Jairzinho, que ainda é reconhecido pelos antigos fãs.
      Apesar da fama, Jairzinho conseguia conciliar seus deveres
      escolares. "Sempre gostei de estudar, nunca tive problemas na
      escola", diz o aluno que por sete anos consecutivos ganhou o prêmio
      Rotary, concedido aos alunos do Colégio Rio Branco por aproveitamento
      exemplar. Das descobertas sexuais, Jairzinho diz que a correria de
      gravações, shows e viagens o aproximou de Simony. "A gente se trocava
      junto, cantava junto, até que acabou rolando uma troca de saliva",
      relembra. Sem namorada, Jairzinho curte hoje seu recém-comprado
      apartamento nos Jardins, região nobre de São Paulo. Seu foco agora é
      o lançamento dos CDs da irmã, Luciana Mello, 21 anos, da banda
      Artistas Reunidos e do seu disco solo que estará nas lojas em junho.



      [grupo aa80s]
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