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Comunidades Ciganas: a saúde e doença uma perspectiva multi(inter)cultural

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  • cajos34
    El cuerpo del hombre es el único objeto del Universo del cual tenemos un doble conocimiento (…) Lo conocemos, en efecto, por fuera, como al árbore, al
    Message 1 of 1 , Apr 9, 2006
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      El cuerpo del hombre es el único objeto del
      Universo del cual tenemos un doble conocimiento
      (…) Lo conocemos, en efecto, por fuera, como al
      árbore, al cisne y la estrellas, pero, además, cada
      cual percibe su cuerpo desde dentro, tiene de él
      um aspecto o vista interior.

      Ortega Y Gasset (1957)



      Discussão em torno do conceito de saúde


      A complexidade do tema que me proponho discutir implica, antes mais,
      que se clarifique algumas concepções de saúde. Nas diferentes
      concepções de saúde que discutirei estão inclusos comportamentos
      facilitadores ou não das interacções que se estabelecem entre
      médicos, técnicos e outras entidades competentes e os utentes dos
      respectivos serviços médicos. O meu entendimento de saúde será
      discutido no sentido de possibilitar a compreensão das propostas que
      farei para o desenvolvimento de estratégias facilitadoras da
      melhoria dos níveis de saúde das comunidades ciganas.

      O modelo biomédico de "saúde é concebida como sendo a ausência de
      doença e esta é conceptutalizada considerando exclusivamente as
      perturbações que se processam na dimensão física ou biológica da
      pessoa," (Reis, 1998, p. 40) O que significa que, de acordo com esta
      concepção, ter saúde é não estar doente. De facto, para a
      Organização Mundial de Saúde (OMS) está é uma concepção de saúde
      redutora porque criar saúde tem implicações que "apreende a
      complexidade e globalidade do ser humano na sua relação com o meio
      ambiente" (Dubos, 1959 citado por Reis, 1998, p. 41)

      A conferência internacional sobre a Atenção Primária de Saúde
      realizada em 1978 em Alma-Ata[1] (Kazakistão,) na antiga URSS,
      despoletou avanços significativos nos direitos da saúde. Nesta
      conferência, apadrinhada pela O.M.S. e UNICEF, participaram ministro
      da saúde de aproximadamente 100 países. As nações representadas
      comprometeram-se com o objectivo de estender a "Saúde para Todos no
      Ano de 2000". Assim como, rectificaram e ampliaram a definição da
      O.M.S. como "o estado completo de bem-estar físico, mental e social".

      Reis refere que "apesar da sua concepção multidimensional, a
      definição de saúde da OMS tem sido criticada pelo seu sentido
      utópico e por não enfatizar os aspectos adaptativos da pessoa face
      às suas perturbações"(Reis, ibidem). Para Reis as definições da
      saúde "beneficiarão se forem enquadradas no âmbito de uma visão
      holística da pessoa no contexto de uma determinada cultura." (Reis,
      ibidem) De facto, continua Reis: "os conceitos normal (saúde) e
      patológico (doença) estão dependentes de significações pessoais e de
      normas sociais e culturais." (Reis, ibidem)



      Implicações Sociais e Politicas

      Na conferência de Alma-Ata o conceito de atenção primária de saúde
      passa a ter fortes implicações sociopolíticas, i.e. aponta
      explicitamente a necessidade de uma estratégia de saúde integrada
      que não só envolve os serviços de saúde, como também, afronta as
      suas causas fundamentais: sociais, económicas e politicas.

      cont.

      http://karjos.blogspot.com/
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