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Futuro do ensino português em Macau

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  • Vitório Rosário Cardoso
    Caríssimos Amigos, Na qualidade de jovem macaense interessado, junto envio em anexo as últimas notícias sobre o futuro do ensino português em Macau. É de
    Message 1 of 2 , Mar 29, 2005
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      Car�ssimos Amigos,

      Na qualidade de jovem macaense interessado, junto envio em anexo as
      �ltimas not�cias sobre o futuro do ensino portugu�s em Macau.
      � de grande bravura e valentia a entrevista dada pelo Arq. Carlos
      Marreiros, Presidente da Funda��o Escola Portuguesa de Macau ao Jornal
      Tribuna de Macau. Um bom macaense, um bom portugu�s!

      Abra�o Amigo do Vit�rio Cardoso
      (enquanto atravesso o per�odo menos bom, das frequ�ncias e exames)
      "O mundo todo abarco e nada aperto" - Lu�z Vaz de Cam�es

      P.S.- Passo a transcrever um trecho interessante que li, de uma
      confer�ncia dada pelo Emb. Ant�nio Martins da Cruz, publicada na Revista Oriente Ocidente.

      �O outro erro que Portugal fez em Macau, deixem-me tamb�m que o diga com recuo e com muitra serenidade, foi a cria��o da Funda��o Oriente, que durante muitos anos foi um espinho nas nossas rela��es com a China, a ponto de os chineses terem dito, como referido na altura em jornais portugueses, que a Funda��o Oriente era um saco azul para alguns pol�ticos em Portugal. Teria portventura sido mais acertado que as verbas encaminhadas para esta Funda��o tivessem sido aplicadas em objectivos sociais em Macau�- Emb. Ant�nio Martins da Cruz (ex-Min. dos Neg�cios Estrangeiros e ex-Assessor Diplom�tico do Primeiro-Ministro Cavaco Silva). In Revista Oriente/Ocidente 13 Maio de 2004

      In JTM, Hoje.

      CARLOS MARREIROS SOBRE O PROJECTO DA ESCOLA PORTUGUESA
      �Se � um concurso, vamos a isso�
      �Se � um concurso que a Funda��o Oriente quer, vamos a isso�, disse ao
      JTM Carlos Marreiros, face � exig�ncia da FO em lan�ar um concurso
      p�blico para o projecto da nova EPM. Uma �decis�o pol�tica� que
      prejudicar� a forma��o da nossa juventude e que atribui �s �cr�ticas
      construtivas� que lan�ou a �uma institui��o com eminente voca��o colonialista�

      LUIS PEREIRA

      - De quem �, afinal, a responsabilidade pela adjudica��o do projecto para a nova Escola Portuguesa?

      - A Funda��o Escola Portuguesa tem a decis�o assente num trip� composto pelo representante do Minist�rio da Educa��o da Rep�blica Portuguesa, eng. Roberto Carneiro, pela Funda��o Oriente e pela APIM.

      - Mas a Funda��o Oriente veio agora a p�blico dizer que s� acatar� uma
      solu��o baseada num concurso p�blico, ao inv�s de uma alegada �decis�o
      pol�tica� que teria passado por ter-lhe sido atribu�do o projecto...

      - Como � �bvio, a �decis�o pol�tica� como � referida n�o tinha acontecido anteriormente, s� agora est� a acontecer, por proposta intransigente da Funda��o Oriente no Conselho de Administra��o da Funda��o Escola Portuguesa. A decis�o, agora tornada p�blica, pela Funda��o Oriente, essa sim � que � pol�tica, e n�o a anterior que apostava na continuidade de um arquitecto que a contento, em condi��es adversas, sem tempo nem or�amento, em 1998, concebeu e coordenou a constru��o da actual Escola Portuguesa.

      - Que argumentos para a continuidade?

      - Ora se o arquitecto que vinha trabalhando com a Escola Portuguesa
      correspondeu com as expectativas, com compet�ncia, seriedade e
      celeridade, porque � que havia de mudar? Na vida, como no futebol, quando a equipa funciona n�o se lhe deve mexer. Quando o nosso m�dico, advogado ou arquitecto funciona bem, n�o o mudamos, nem abrimos concurso para escolher outros, ou n�o � assim?

      - Surpreende-lhe esta posi��o da Funda��o?

      - O facto de n�o me ser atribu�do o projecto da nova Escola Portuguesa de Macau, n�o me espanta, porque corresponde ao facto de eu estar a pagar as facturas por ser um homem livre e de bons costumes, e de ter vindo, por diversas vezes e h� mais de dez anos, a apontar os defeitos de uma gest�o mercantilista da Funda��o Oriente em rela��o aos assuntos de Macau.

      - Uma repres�lia...

      - A decis�o pol�tica da Funda��o Oriente de n�o me atribuir o projecto
      tem a ver com o facto de eu ter sido cr�tico em rela��o � sua atitude
      face ao desinvestimento que a Funda��o Oriente tem vindo a fazer em Macau e para Macau, logo quatro meses ap�s a transfer�ncia de soberania. E de termos previsto os planos que a Funda��o Oriente tinha para a Escola Portuguesa e o IPOR, quando �ramos comentadores residentes da TDM, no programa semanal de actualidade pol�tica �Macau em Debate�. Ora, sem qualquer combina��o pr�via, tanto eu como os outros comentadores residentes, dr. Jorge Neto Valente, dr. Frederico Rato e o dr. Jo�o Louren�o, nunca poup�mos cr�ticas construtivas � Funda��o Oriente, que de resto mais n�o eram que o reflexo do sentir das comunidades portuguesa e chinesa de Macau. � claro, agora pago a factura por ser livre e por ser um ind�gena que tem consci�ncia c�vica para criticar uma institui��o com eminente voca��o colonialista.

      - Como classificaria a gest�o da Funda��o?

      - � espantoso ver-se como a Funda��o Oriente n�o gosta de trabalhar com ind�genas, n�o tem quadros locais, nem em Macau nem em Lisboa. Tem horror a trabalhar com quem tem conhecimento da realidade local, importa tudo. E claro, o resultado est� � vista, a bela sede da Funda��o Oriente no Largo Cam�es est� �s moscas, o IPOR n�o tem implanta��o nenhuma - est�, igualmente, esvaziado de locais a tempo inteiro ou em regime de colabora��o - o Teatro D. Pedro V e a Galeria do Tap Seac ficaram anos de portas fechadas - e a salva��o agora � do Governo da RAEM - enfim um rol infind�vel de fracassos, que � o reflexo de uma gest�o de chicote na m�o, � dist�ncia, desde o centro do imp�rio e sem qualquer respeito pela realidade aut�ctone. � triste, mas � assim. Por isso, n�o vale a pena perder muito tempo nessa quest�o, at� porque da Funda��o Oriente n�o espero nada.

      Agora, a pensar no futuro da nossa juventude e no prest�gio de Portugal em Macau, tudo isso � triste e confrangedor.

      - E agora, vai submeter-se ao concurso?

      - Se � um concurso que a Funda��o Oriente quer, vamos a isso. Eu n�o
      tenho por h�bito participar em concursos, mas a esse vou participar
      porque, como dizia o dr. Carlos Assump��o, �� precisamente quando quem
      n�o gosta de n�s n�o nos quer presentes, devemos dizer firmemente
      presente�. E direi presente.

      - Na pr�tica, em que � que se vai traduzir esta exig�ncia da Funda��o?

      - O concurso e outras trapalhadas que se seguir�o, atrasar� todo o
      processo da nova Escola Portuguesa e prejudicar� a forma��o da nossa
      juventude. N�o � muito relevante eu vir a ser ou n�o o arquitecto da nova Escola Portuguesa, por�m, seguramente, n�o serei o respons�vel por todo o previs�vel atraso desse processo e as nefastas consequ�ncias que da� decorrem. Eu olimpicamente, me confesso. Eu olimpicamente, participarei, nessa arena de le�es, como gladiador ind�gena � procura da liberdade.

      -----------------------

      Car�ssimos,

      Queria s� dizer que me enganei ao dizer que o Arq. Carlos Marreiros era o
      Presidente da Funda��o Escola Portuguesa, foi reconduzido ao cargo de
      Presidente da FEPM pela anterior Miinistra o Eng. Roberto Carneiro.

      O Arq. Carlos Marreiros foi o arquitecto escolhido, com o aval da
      anterior ministra, para executar o projecto da constru��o da nova escola.

      Abra�o do Vit�rio
    • Domingos Centeio
      Caro jovem macaense, prezo muito o teu interesse e coragem. é preciso não repetir em Macau, o erro das ex-colónias portuguesas de africa, nem a monumental
      Message 2 of 2 , Apr 4, 2005
      • 0 Attachment
        Caro jovem macaense,
        prezo muito o teu interesse e coragem.
        é preciso não repetir em Macau, o erro das ex-colónias portuguesas de
        africa, nem a monumental que se vem cometendo nos diversos projectos de
        integração das minorias em Portugal, tema ao qual voltarei ao seu contacto
        em breve e com um artigo mui pessoal.
        Até lá, melhores cumprimentos,
        DC
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