Loading ...
Sorry, an error occurred while loading the content.

Comunicado Final CIDE

Expand Messages
  • souindoula simao
    CONFERENCIA INTERNACIONAL SOBRE A DESCENDENCIA ESCRAVA Memória Reconciliadora, Concordia Humana Luanda Centro Internacional das Convenções de Talatona 1
    Message 1 of 2 , Apr 10, 2013
    • 0 Attachment
      CONFERENCIA INTERNACIONAL SOBRE A DESCENDENCIA
      ESCRAVA


      "Memória Reconciliadora, Concordia Humana"


      Luanda


      Centro Internacional das Convenções de Talatona


      1 – 3 de Abril de 2003

      25 Marco, Dia Internacional das Vitimas da Escravatura e do Trafico

      Transatlântico



      COMUNICADO FINAL



      Realizou-se no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, nos dias 1 a 3 de Abril de 2013, o Colóquio Internacional Sobre a Descendência Escrava subordinada ao tema “Memoria Reconciliara, Concordia Humana”.

      Esta reunião foi organizada pela Fundação Angolana de Solidariedade Social e Desenvolvimento com o apoio da Fundações Eduardo Dos Santos, Dr. Agostinho Neto, Sagrada Esperança, do Triangulo Kanawa, da Editora Mayamba e da UNESCO, no quadro da comemoração do Dia 25 Marco, Jornada Internacional em homenagem as Vitimas da Escravatura e do Trafico Transatlântico


      O encontro juntou cerca de três centenas de participantes, dentre os quais, governantes, deputadas, autoridades tradicionais, professores e estudantes.



      ABERTURA

      A abertura da Conferencia foi efetuada pelo Exmo. Sr. Morais Guerra, Vice-Presidente da Fundanga, depois das mensagens da Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura, das Embaixadas do Brasil, de Cuba, de Portugal e da Venezuela.

      As alocuções pronunciadas realçaram, invariavelmente, o caracter histórico, da conferência, pelo facto de ser, pela primeira vez, que Angola organizou um encontro internacional sobre a escravatura.

      Os intervenientes salientaram, igualmente, o facto do atual território angolano, ter sido a maior possessão continental, colonial, portuguesa, em Africa, que forneceu cerca de 30% de cativos para as Américas e Caraíbas.

      Outro facto, que eles louvaram, e o facto do pais de “Juan Garrido”, ter sido o primeiro Estado africano a erguer, formalmente, um Museu Nacional da Escravatura, logo, alguns meses apos a sua independência,

      Essas personalidades destacaram, também, o facto de Angola ser um pais com grande sensibilidade para sua história - no sentido heleno -, essencialmente, constituída da exportação alem-Atlântico, de “Pecas de Índias”, e da volta neo – esclavagista, e que, organizou, visivelmente, pela primeira vez, no nosso continente, uma reunião desta envergadura, sob iniciativa e apoios, exclusivamente, privados; realização, inédita, que coincide, com as orientações da UNESCO, visando a necessidade de implementar novas formas de parceria, a fim garantir a efetivação e a durabilidade dos programas do Projeto da “Rota”.



      A cerimónia foi animada pelo grupo de teatro Julu e Coro da Igreja Metodista.

      Os trabalhos do Coloquio prosseguiram com 20 preleções, cujos quatro foram pronunciadas em sessões plenárias e o resto, em três ateliês, consagrado aos seguintes temas:

      Painel 1

      Fusão humana/ efeitos da miscigenação/ estrutura genealógica;

      Painel 2

      Contribuição dos afrodescendentes no desenvolvimento económico e na evolução politica, social e cultural do mundo atlântico

      Painel 3

      Recuo da estigmatização racial.



      O conjunto das contribuições apresentou a seguinte configuração:



      « Tradições bantu e práticas esclavagistas. Preconceitos de origem a integração familiar”

      Simão SOUINDOULA, Comité Cientifico Internacional

      do Projeto da UNESCO « A Rota do Escravo »



      “ Descendência escrava e estigmatização racial”

      Óscar Oramas Oliva, historiador, Cuba



      “Linhas de descendência comparadas. José do Patrocínio e Luiz Gama”.



      e



      “A descendência escrava em Tabaute , Estado de São Paulo, Brasil”



      Solange Barbosa, Diretora da Iniciativa “As Rotas da Liberdade”, São Paulo.



      “Nicolas Guillen. Descendência e Humanismo”.

      Luis Salomon Beckford, historiador, Cuba.





      "Os descendentes afro-brasileiros em Angola. Percursos históricos".



      Antonica Fety dos Santos Miguel, advogada, Luanda.





      “Libreville e a sua descendência escrava”.



      Flaubert Meye, historiador, Centro Internacional das Civilizações Bantu, Gabão.





      “A descendência africana e a dinâmica afirmativa no Brasil”



      António Nogueira Lúcio, historiador, jornalista, São Paulo





      “A descendência africana e a rutura bolivariana”.



      Jesus Alberto Garcia, Encarregado de Negócios da Venezuela em Angola.





      “Descendência serviçal em São Tome e Príncipe”

      Maria Nazaré Ceita, historiadora, da Comissão Nacional são-tomense da UNESCO





      “Descendência da antiga Costa dos Escravos e Dimensão Memorial”

      Edwige GBAGUIDI

      Consultora em políticas culturais, Associação Expressões de Africa Paris.



      “Descendência escrava nas antigas pistas caravaneiras no Congo da margem direita”

      Marie - Jeanne Kouloumbou, Presidente da Associação Mbanza Kongo, Brazzaville.





      “Descendência swahili em Moçambique”.



      Mbuyamba Lupwishi, OPCA, Maputo.



      "Descendencia escrava na ilha de Mocambique"



      Estevao Filimao, antropologo, OPCA, Maputo





      “A descendência africana na América Central. O caso de Panamá”



      Sheila S. Walker, antropóloga, Afro diáspora, Washington.



      “Uma descendência africana a Haydel, na Louisiana »



      Ibrahima Seck, Director de Whitney Heritage Plantation Corporation, New Orleans



      “A descendência melungeon”



      Vlademiro Fortunato, americanista, Luanda





      DEPOIMENTO

      Ouviu-se, com emoção, o relato da vida de verdadeiro neo - escravo, do Sr. Miguel Luis Pascoal, nascido em 1927, através as suas peripécias, desesperantemente, humiliantes na Asia e na América do norte.

      Os participantes apreciaram o reconhecimento, em público, pelo Eng. Desidério Costa e o Sr. Miguel Luis Pascoal , da sua descendência dos “Danados da Terra”.

      OFERTA LIVRO

      A SE. Sr. Jesus Alberto Garcia, Encarregado de Negócios da Venezuela em Angola, apresentou, durante os trabalhos da conferencia o seu livro, “La Diaspora de los Congo” que acaba de ser reeditada com o apoio da FESA, e cujos cerca de 200 exemplares foram distribuídos, gratuitamente, os estudantes que tomaram parte a Primeira CIDE.



      MESA REDONDA DOS DOADORES E PARCEIROS



      Reuniu entidades privadas, públicas ou paraestatais, que financiaram a CIDE ou que tencionam apoiar o pós-programa desta iniciativa.

      Assim, foi registado varias intenções de apoiar, financeira e tecnicamente, a CIDE de

      - Fundações tais como as patrocinadas pelo Presidente, Eduardo Dos Santos, Dr. Agostinho Neto, Sagrada Esperança, a Fundanga, a iniciativa Triangulo Kanawa, da Fundação Calouste Gulbekian,

      - Bancos tais como o Banco Millennium

      - e de varias empresas privadas.

      A concertação registou o projeto do Serviço de Cooperação da Embaixada de Franca em Angola, de financiar, no espirito da CIDE, uma atividade que realçara o relacionamento entre Angola e o quilombo, o caboclo e o candomble de Bahia.

      Registou, com contentamento, a prontidão, imediata, de um financiamento a favor da publicação das atas da Primeira CIDE, pela Aliança Francesa de Luanda.



      RECOMENDAÇÕES


      Baseando-se no discurso de abertura do Exmo. Sr. Morais Guerra, Vice-Presidente da Fundanga, na alocução de encerramento da SE. Dr. Cornelio Caley, Secretario de Estado da Cultura, nas mensagens da Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura, das Embaixadas do Brasil, de Cuba, de Portugal e da Venezuela, nas discussões decorridas, os participantes, numa viva satisfação, pelo sucesso registado pela Conferencia, recomendam:



      1. Que seja institucionalizada a CIDE, com uma periodicidade bienal e uma rotação em lugares de organização, no quadro do Decénio Mundial consagrado as Populações de Descendência Africana (2012 – 2022);

      2. que os resultados da Conferencia sejam, largamente, difundidas;

      3. que sejam apoiados novas leituras históricas, linguísticas e antropológicas assim que iniciativas ai nível da documentação informatizada e das indústrias criativas ( musica, dança, cinema, literatura, teatro, edição, medias, artes plásticas, reprodução têxtil, banda desenhada, moda, fotografia, etc.) propostas sobre o tema da Conferencia, afim de desdramatizar, gradual e definitivamente, a descendência escrava;

      4. que sejam reeditadas ou publicadas, cronicas biográficas de descendentes de escravos, celebres, tais como lideres de insurreições, académicos, homens de ciências e letras, médicos, políticos, líderes religiosos, artistas, arquitetos, atletas, atores de cinema, jornalistas e ativistas civis.

      5. que a Fundação Angolana de Solidariedade Social e Desenvolvimeno possa servir de espina dorsal a organização das manifestações comemorativas do 20 Aniversario do Projeto da Rota, que a cidade de Luanda, poderá albergar em Agosto de 2014, no quadro da comemoração do dia 23 de Agosto, Jornada Internacional lembrando o Trafico Negreiro e a sua Abolição;

      6. que a Segunda CIDE possa ser organizada, em Salvador, no Estado de Bahia, no Brasil, em Marco de 2016, em homenagem ao Senador Abdias de Nascimento. (1921 – 2011).



      CERIMÓNIA DE ENCERRAMENTO



      Animado pela Companhia Makinu ma Ma Tsi, grupo oriundo da Província de Cabinda, este ato, foi marcado pelo discurso proferido pelo Dr. Cornélio Caley, Secretario de Estado da Cultura.


      Feito, em Luanda, ao 3 de abril de 2013.


      OS PARTICIPANTES
    Your message has been successfully submitted and would be delivered to recipients shortly.