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Revista Historia Hoje - Ensino da Historia da Africa e da Cultura Afro-brasileira

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  • Jesiel Oliveira Filho
    Ensino da História da África e da Cultura Afro-brasileira: http://www.anpuh.org/revistahistoria/view?ID_REVISTA_HISTORIA=15
    Message 1 of 2 , Jan 15, 2013
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      Ensino da História da África e da Cultura Afro-brasileira:

      http://www.anpuh.org/revistahistoria/view?ID_REVISTA_HISTORIA=15
    • souindoula simao
      A ROTA BOLIVIANA DA ESCRAVATURA OS CONGO/ANGOLA APROPRIARAM-SE DO QUECHUA  E um dos factos a realçar do livro intitulado “ El Habla Afroyunguena”, que
      Message 2 of 2 , Apr 18, 2013
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        A ROTA BOLIVIANA DA ESCRAVATURA
        OS CONGO/ANGOLA APROPRIARAM-SE DO QUECHUA
         E um dos factos a realçar do livro intitulado “ El Habla Afroyunguena”, que acaba de ser publicado em La Paz, e, que e, em substancia, uma compilação de elementos lexicais deste semi-crioulo atestado na Bolívia,
         O repertorio, editado com o concurso da Kinder Missionwerk e a Fundação de Afrodescendentes, foi organizado pelo escritor, cujo nome autentico e dificilmente inacreditável, Juan Angola Maconde.
         
        Selada em 186 páginas, a obra apresenta um prólogo assinado pelo John M. Lipski da Universidade de Estado norte americana de Pensilvânia, uma introdução do coordenador e o bloco constituído de cerca de um milhar de lexemas, ordenado, naturalmente, por ordem alfabética.
        O sus-titulo do livro e, ao mesmo tempo, fatalista e afirmativa, “Cho, asi jay hablamu, mas vale qui ote nuay olvida”, asserção reforçada, na ilustração da capa, pelo caleidoscópio de rostos visando a plantear a visibilidade humana dos valentes descendentes pós -bozales.
        Nesta capa, aprecia-se um impressionante fragmento dos famosos altos planaltos andinos, realidade geográfica que provocara uma “insularidade”, com os seus efeitos no domínio da expressão linguística e do comportamento antropológico.
        Visivelmente, trata-se de um semi- crioulo, um castelhano particularizado, certificado nas comunidades de forte afro descendência tais como na zona de Nor Yungas, sobretudo nos municípios de Coripata Dorado Chico, Coscoma, e de Corioco Tocana, Chijchipa, Murarata, Marca, Sud Yungas e Chicaloma,
        Ilustração perfeita da teoria mercantilista que orientou a economia europeia do seculo XVI ate a primeira metade do seculo XVIII, o Alto Peru, depois da descoberta dos fabulosos jazigos de prata, em 1544, recebera, massivamente, escravos-mineiros congo/angola. São, eles, que faraó da colonia, a mais rica do Imperio Espanhol.
        DIGLOSIA
        Esses chegarão, via terrestre, a Audiência de Charca, pela forca da sua dependência administrativa do Vice-Reinado de Lima, e mas tarde, da La Plata.
        O isolamento das comunidades niger, minoritárias no seio das populações indígenas, os obrigara a adaptar-se, nesta situação de diglosia, aos idiomas ameríndias, com o seu próprio sistema fonológico e fonético.
        Os mbika navegarão, com a sua incorrigível usança sónica, nos falares maioritários, adjacentes, em vários domínios tais como o da produção económica, da convivência social, da expressão somática, da identificação patológica, do reconhecimento dos recursos fauna e flora, das praticas rituais, dos hábitos alimentares, das crenças religiosas, etc.
        Assim, pode-se apontar, entre as centenas de adaptações, acu, descanso, emprestado ao quéchua akulliku e comacha, arear, que vem do aymara, q’umamachado.
        Bom conhecedor da sua cultura, Angola Maconde inseriu, num notável exercício sociolinguístico de transcrição de tradições orais, a todas entradas da sua proposta lexical, falas utilizadas em diversos contextos tais como ligados as expressões figurativas, aos ritos funerários, aos laços de parentesco, ao habitat, de representações temporais e espaciais, etc.
        Admira-se a vénia do angolese formado em antropologia pela incontornável norte-americana, Sheila Walker.
        Apesar desta dinâmica adaptativa, Os congo/Angola andinos perpetuaram, ad litteram, palavras como mundongo (prato de tripas) ou musinga, mulher jovem, moca, um provável prolongamento alem-Atlântico do mito da beleza da Rainha Nzinga.
        Designam quelele, o pequeno-almoço, termo, visivelmente, proveniente, do kikongo/Kimbundu, kukiele, amanhecer
        A obra ora publicada e de grande interesse porque realça as interações linguísticas e antropológicas surgidas entre comunidades bantu e populações autóctones andinas, numa dinâmica sã de convivência social pacifica e de miscigenação humana serena; circunstâncias que devem ser, hoje, as da própria humanidade.

         Simão SOUINDOULA
        Historiador
        Membro do Comité Cientifico Internacional
        do Projeto da UNESCO “ A Rota do Escravo” 
        Luanda
        (Angola)
         Tel. + 929 74 57 34
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