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O espírito em Cabo Verde

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  • Arlindo Mendes
    Caros colegas Sou caboverdiano, antropólogo. Neste momento estou a trabalhar o tema do espírito. Em Cabo Verde este ritual ocorre normalmente quando uma
    Message 1 of 3 , Aug 31 3:24 AM
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      Caros colegas

      Sou caboverdiano, antropólogo. Neste momento estou a trabalhar o tema do espírito. Em Cabo Verde este ritual ocorre normalmente quando uma pesoa encontra a morte de uma forma violenta. Acredita-se que o seu espírito fica no local do acidente a pipiar como um pinto que perdeu a mãe.

      Prezados colegas, poderiam dar-me umas pistas para uma reflexão conjunta sobre a temática em epígrafe?

      Um forte abraço.

      Arlindo Mendes
    • souindoula simao
      UNIVERSIDADE MARIEN NGOUABI   ASSOCIACAO MBANZA KONGO Faculdade de Letras e Ciências Humanas Departamento de Filosofia     COLOQUIO INTERNACIONAL  
      Message 2 of 3 , Sep 5, 2010
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        UNIVERSIDADE MARIEN NGOUABI   ASSOCIACAO MBANZA KONGO

        Faculdade de Letras e Ciências Humanas

        Departamento de Filosofia

         

         

        COLOQUIO INTERNACIONAL

         

        « Valores kongo : Especificidades e Universalidade »

         

        Brazzaville, 4 – 6 de Novembro de 2010

         

        Painel III : O aporte da civilização kongo nas Américas negras

         

        Comunicação:

        “Cabinda Velha chegou / e Rei do Congo falou ou o aporte kongo nas tradições antropológicas brasileiras ".

         

         

        Resumo

         

        Apreendido, logo no inicio do século XVI, no cerco esclavagista da Europa mercantilista,  o Reino do Kongo fornecera, invariavelmente, ate ao pleno segunda metade do século XIX , importantes contingentes de uma mão-de-obra, cativa,  em direcção ao Novo Mundo.

         

        Embarcados em Malembo ou a partir da baia de Cabinda, no porto de  Mpinda, perto da embocadura do Nzadi, em Ambriz e em São Paulo de Loanda e instalados por centenas de milhares  nas Américas e nas Caraíbas, as comunidades kongo marcarão, no domínio cultural, o imenso Brasil, importante consumidor de « madeiras de ébano »  ; com um seculo XVII, considerado como o grande período do estabelecimento dos « congo –angola » neste território da América do sul.

         

        Essas comunidades influenciarão, significativamente,  a vida social, política e económica da colónia lusitana.

         

        Estampilharão a alma brasileira graças a  uma extraordinária mecânica de transmissão de corpora orais e de práticas, com a inscrição de valores tais como os ligadas a liberdade e a justiça, ilustrados com a emergência dos imparáveis territórios livres, os quilombos,  a perpetuação do reforço da firmeza espiritual e moral perante a terrível adversidade social com a prática de ritos sincréticos, a imagem do candomble,  da umbanda, da macumba, dos inquice e calunga, arduamente animados pelos enganga.

         

        Os originários do « pais da pantera » transmitirão, definitivamente, aos seus compatriotas, as suas expressões de plena consciência histórica, de identidade artística e de equilíbrio individual e colectivo com a organização de manifestações, sagras ou profanes, tais como as congadas ou os congados, bailes de congos ou danca de congos e as maracatu, representações associadas a reconstituição da coroação, como no planalto de Mbanza Kongo, de novos « Reis ou Rainhas do Congo».

         

        Os malungo  darão a cultura nacional brasileira, num continuum verdadeiramente estruturante  a semba ou samba, exibição substancial do Carnaval de Rio, declarado pela UNESCO, como uma das pecas maiores do Património Imaterial da Humanidade.

         

        Oferecerão, igualmente, ao folclore do seu pais, vários figurações antropo- coreográficas tais como o cucumbi ou ticumbi, o maculele ou o lundu.

         

        Actores maiores da evolução histórica do conjunto federal, as « pecas do Congo » contribuíram, assim, a cristalização da identidade, singular, do Brasil, segunda potência negra do mundo.

         

        Por

         

        Simao SOUINDOULA

        Vice-Presidente

        Comité Cientifico Internacional

        Projecto UNESCO «  A Rota do Escravo»

        C.P. 2313

        Luanda

        (Angola)

        Tel. : + 244 929 79 32 77

                                     929 74 57 34

        Renovo-lhe a expressao de toda a minha amizade.
         
        Simao SOUINDOULA
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