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Panteoanizacao das Grandes Figuras do Mundo Negro em Dakar, Senegal (SN), em Dezembro de 2009

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  • souindoula simao
    FESTIVAL MUNDIAL DAS ARTES NEGRAS / 2009   A RAINHA NZINGA E A PROFETIZA KIMPA VITA SERAO PANTEAONIZADAS EM DAKAR   É um dos resultados dos trabalhos e
    Message 1 of 1 , Apr 29, 2009
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      FESTIVAL MUNDIAL DAS ARTES NEGRAS / 2009
       
      A RAINHA NZINGA E A PROFETIZA KIMPA VITA SERAO PANTEAONIZADAS EM DAKAR
       
      É um dos resultados dos trabalhos e concertações engajados durante as últimos Encontros, preparatórios da 3ª edição do FESMAN, que terá lugar na senghoriana capital senegalesa, de 1 a 14 de Dezembro do ano em curso; tendo a panteonizacao das grandes figuras do mundo negro ter sido no centro da audiência que concedeu o Presidente Abdoulaye Wade a uma delegação do Comité do próximo reencontro niger. Contou-se, entre as personalidades recebidas, nesta ocasião, no Palácio da Teranga, o historiador angolano Simão Souindoula  
       
      Um dos momentos fortes desse reagrupamento dos “Condenados da Terra” (F. Fanon) será a inauguração do magnífico Museu da Memoria, que foi edificado com uma animadora antecipação, na marginal, em plena modernização da metrópole senegalesa, no frontispício de Goree, a celebre ilha dos escravos oelofes, mandingas, balantes e fulas.
       
      Esta inauguração será, igualmente, seguida da abertura do moderno Museu das Civilizações Negras, entre outros sítios culturais, e do levanto do véu do impressionante e dinâmico Monumento da Renascença Africana.
       
      Grande desafio pessoal para o Presidente senegalês, este deu instruções a delegação com vista da conclusão da Lista dos heróis, resistentes, panafricanistas, lideres políticos, cientistas, homens de letras, etc. , cujos nomes serão gravados neste revalorizante sitio de memoria e os seus altos feitos, animados pela graças da taumaturgia digital.
       
      Notar-se-a, dentre as centenas de figuras historicas pressentidas, que integrarão este panteão do Mundo Negro, o Farão Menes, o Mansa Soundiata Keita, o Nkosi Chaka, o chefe rebelde Benkos Bioko, primeiro organizador da inexpugnável San Basilio de Palenque no setentrião colombiano, o escritor e escravo alforriado Olaudah Equiano, os exploradores Matthey Ahenson e o  «congo» Jean Baptiste Pointe Du Sable , cientifico com cinquenta invenções, Elija Mc Koy, o estratega militar afro-canadiano Richard - Pierre Pointe e o homem político Booker T. Washington.
       
      INCULTURACAO
       
      As duas heroínas « angolanas », que integrarão, dentre de outras irmãs africanas, o Panteão da cidade “federal” serão, portanto, a inevitável Rainha Nzinga Mbandi, soberana de NDongo (1623) e a profetiza, primeira líder da tendência inculturalista africana do cristianismo, Kimpa Vita (1684 – 1706).
       
      Grandes figuras da história africana, essas duas personalidades marcaram a evolução do centro do continente escravizado.
       
      A Dupla “Dizonda” realçou-se, durante cerca e 40 anos, pela a sua coragem individual, a sua tenacidade em defender os seus territórios, as suas qualidades de estratega, a sua clarividência diplomático, as suas oportunas alianças militares com os Estados africanos vizinhos, a sua aproximação conveniente com a religião crista, e a sua admirável inteligência politica, que permitiram o estabelecimento de um statu quo com a cancerosa Colónia de Angola.
       
      Personagem histórica, fora de comum, a sua auréola e terrível fama atravessaram o Atlântico, para a Península Ibérica e o resto da Europa assim que nas Américas e Caraíbas. 
       
      Quanto a jovem Kimpa Vita, ela empreendera, após alguns meses de predição no antigo Reino do Kongo, uma poderosa cisma abertamente africanizante do cristianismo. A fervente e massiva adesão das populações as campanhas religiosas realçando a existência de um Jesus e de anjos negros, levando, na ensilagem, uma mensagem politica anti-esclavagista de ruptura, provocou a colocação na fogueira da Santa, no dia 2 de Julho de 1706, nos arredores da atual cidade angolana de Mbanza Kongo, sob a incitação de Padres capuchinhos italianos. 
       
      Dona Beatriz foi uma das grandes lideres melano-africanas, vítima da Inquisição romana.
       
      Notar-se-a que o grupo ad hoc do Comité Cientifico da Terceira edição do Festival Mundial das Artes Negras, encarregue da Panteaonizacao das Grandes Figuras do Mundo Negro e dirigido pelo egiptólogo congolês, da margem direita, Theophile Obenga, Professor na Universidade de Califórnia em Los Angeles, o afro-brasileiro Zulu Araújo, Presidente da Fundação Palmares, a socióloga niger Aisha Bilkhair Khalifa de Dubaï  e Jane Delois Blakeley, a militante Presidente da Câmara Municipal de Harlem, em Nova Iorque e o historiador angolano Simao Souindoula, Vice-Presidente do Comite Cientifico Internacional do Projecto da UNESCO “A Rota do Escravo”.
       
      Alem desta concertação de identificação histórica, a capital senegalesa albergou, na sua sossegada periferia dos Almadies, um Colóquio subordinado ao tema “O aporte do homem negro a ciência”, cujo principal orador foi o erudito Professor senegalês Iba Der Thiam, em função na Universidade Cheick Anta Diop, reuniões de diversas comissões técnicas encarregues do funcionamento do Juri do Festival, a cobertura de imprensa e a fixação cenográfica.  
       
      Sublinhar-se-a, igualmente, a Mesa Redonda que alteou a figura e a obra do afro-antilhano Aime Cesaire, um dos pais da negritude com Leopold Sedar Senghor e Leon Gontrand Damas.
       
      Este encontro foi precedido da inauguração de uma exposição fotográfica, da projeção de um filme, da declamação de poemas e da representação de uma peca de teatro do autor do famoso “Discurso sobre o colonialismo” no Teatro Nacional Daniel Sorano.
       
      Os delegados aos “Encontros”, verdadeira banda de ensaio do grande reagrupamento de Dezembro próximo, assistiram ao mega espetáculo intitulado “Noite de rap”, organizado no Estádio Demba Diop e a dois galas, cujo um foi oferecido pelo omnipresente Ministro senegalês da Cultura, Mame Birame Diouf. Essas recepções foram animadas pelo elegante Youssou Ndour e o seu conjunto Le Super Etoile e a digna Aicha Koné, da Costa de Marfim, sob o olhar do inoxidável Manu Dibango.
       
       
      Por Johnny Kapela
      Rede Bantulink
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      Luanda (Angola) Tel. : 929 79 32 77
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