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JN: Simuladores lúdicos - Exame prático à distâ ncia - Exames de condução caducos

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  • Manuel João Ramos
    JN 29/12/06 Simuladores lúdicos ensinam a guiar Muitos sinistros graves sucedem por falha no controlo do veículo por parte do condutor, em situações
    Message 1 of 1 , Jan 4, 2007
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      JN: Simuladores lúdicos - Exame prático à distância - Exames de condução caducos JN

      29/12/06

      Simuladores lúdicos ensinam a guiar

      Muitos sinistros graves sucedem por falha no controlo do veículo por parte do condutor, em situações facilmente evitáveis com o respectivo treino, que pode mesmo ser feito em simuladores lúdicis. Foi partindo deste pressuposto que o investigador Pedro Oliveira, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), concluiu ser necessário alterar os currículos, incidindo na condução defensiva e controlo dinâmico do veículo na via.

      Os níveis elevados de sinistralidade no nosso país obrigam, segundo realça, a alertar para insuficiências no ensino da condução automóvel, de forma a actuar nas causas da sinistralidade por erro humano.

      "Muitos sinistros com despiste e/ou colisão ocorrem devido à inabilidade do condutor em controlar o seu veículo", sublinhou.

      No seu entender, é de grande importância o treino em controlo de manobras de sub/sobreviragem, aspectos de aderência, travagem, mudanças de direcção e acelerações longitudinais e centrífugas.

      Para tanto, defende a utilização de simuladores de condução com modelo dinâmico realista. Assim, as escolas de condução que dispõem dessa tecnologia poderiam adaptá-la através da aplicação de programas informáticos destinados ao controlo da viatura em derrapagem. Contudo, Pedro Oliveira realça que os simuladores de condução actuais para computador - incluindo alguns de carácter lúdico - "têm grande potencial pedagógico que poderia ser aproveitado". O investigador salienta que "esses modelos são suficientemente fidedignos para uma aplicação pedagógica, bastando, para tal, uma parametrização específica para o treino pretendido".

      O investigador defende, ainda, a importância da introdução de disciplinas de Educação Cívica e Rodoviária nas escolas, com actividades pedagógicas diversas e sujeitas a provas de avaliação obrigatórias.

      As sugestões do investigador incluem, ainda, a melhoria da sinalização e a qualidade das vias e a migração para o sistema da carta por pontos, com recuperação de pontos através de acções de formação.



      JN

      29/12/06

      Exame prático à distância

      Provas com muitos erros


      Numa prova teórica realizada este ano, Hipólito Pereira deparou com as seguintes pergunta e respostas alternativas "Na condução urbana, em locais onde existem carris eléctricos, os condutores de motociclos devem: A - Evitar passar sobre os carris sob pena de sofrer um acidente; B - Passar sobre os carris, cruzando-os o mais possível numa trajectória diagonal; C - Passar sobre os carris, cruzando-os o mais possível numa trajectória perpendicular".

      Apesar de ter escolhido a resposta A, por a considerar correcta e de aplicação geral, o sistema de correcção considerou-a errada, já que a resposta C deveria ter sido escolhida. Hipólito apresentou reclamação no dia 20 de Janeiro. Mais de dois meses depois, a Direcção-Geral de Viação considerou deferida a reclamação.

      Para Eduardo Vieira Dias, presidente da Associação Nacional dos Industriais do Ensino da Condução Automóvel (ANIECA), este é apenas um exemplo entre uma vasta quantidade de erros que as provas teóricas em multimédia apresentam. "Vê-se um pouco de tudo imagens que não se adequam às perguntas, questões mal formuladas, mais do que uma resposta certa entre três à escolha, como a DGV acaba sempre por reconhecer. As provas estão cheias de erros, mas, apesar das reclamações, ninguém as corrige", alertou.

      O presidente da ANIECA contesta, igualmente, o que considera ser uma ilegalidade cometida pela DGV e que tem a ver com o tempo de resposta às reclamações apresentadas pelos examinandos. "Quando os alunos reclamam, a resposta devia ser dada em 15 dias, conforme prevê a lei. O problema é que a DGV chega a levar três meses a dar a resposta! Muitos alunos desesperam e, como têm urgência em obter a carta, acabam por se inscrever em novo exame teórico", revelou. "É mesmo uma vergonha. Há perguntas feitas nas provas que até nós instrutores e examinadores ficamos estupefactos a olhar para elas, pois não dá para entender o que se pretende", afirmou. No seu entender, a prova teórica deveria ter 70 ou 80 questões (em vez das 30) com respostas de "verdadeiro ou falso".

      Para acabar com a subjectividade e corrupção no exame prático de condução, o director de uma escola de condução e ex-examinador desenvolveu um novo sistema de avaliação - que designa como sendo "o mais avançado do mundo" - em parceria com investigadores da Universidade de Aveiro. Chama-se "Via Segura" e pretende fazer com que os examinandos realizem a sua prova prática sozinhos ao volante, recebendo instruções à distância, via rádio.

      Sem examinadores e instrutores por perto, mas apenas sozinhos ao volante da viatura. É assim que o projecto de José Pinto Monteiro pretende que a prova prática de exame passe a ser feita. "Objectiva, isenta, de intervenção humana nula, insusceptível a subornos ou favores e absolutamente transparente", é assim que qualifica o seu projecto um homem que é instrutor de condução, director técnico e proprietário de uma escola de condução e foi examinador de condução durante 12 anos.

      "Os exames de condução de mota são feitos assim, o examinando conduz sozinho e recebe as instruções via rádio. Por que motivo os exames de veículos ligeiros não podem ser assim também?", interroga-se.

      Com base nesta ideia, Pinto Monteiro elaborou um estudo técnico, desenvolvido em parceria com dois investigadores do Instituto de Telecomunicações da Universidade de Aveiro.

      O "Via Segura" propõe um veículo de exame com tacógrafo e sistema de gravação e transmissão audiovisual "on-line" com o centro de exames. Os dados são conserváveis pelo período de 30 dias.

      As instruções iniciais e percursos de exame são gerados aleatoriamente pelo chefe de equipa dos examinadores ou mesmo pelo examinando, através de programa informático e sistema de rádio, no veículo ou na sala.

      Enquanto o examinando segue o percurso sorteado, respeitando as instruções dadas à distância, três examinadores visionam, na sala de controlo, o exame. O projecto admite que também o público possa visionar, numa sala própria, o decorrer da prova.

      Questionado sobre o perigo que pode constituir um examinando descontrolado a conduzir uma viatura, Pinto Monteiro realçou que o projecto prevê a existência de dois técnicos no exterior, colocados em lugares diversos, prontos a acorrer a dificuldades súbitas dos examinandos. Por outro lado, admite a hipótese de os veículos terem instalado um sistema de bloqueio da viatura à distância, em casos graves. "Na mota, o examinando também vai a conduzir sozinho, o perigo é o mesmo", sublinhou.

      Para além de pôr fim aos casos de corrupção, o "Via Segura" é defendido pelo seu autor como uma forma de preparar melhor os futuros condutores. "Com um exame feito desta forma, nenhuma escola arrisca deixar ir a exame uma pessoa que não domine bem a viatura", realçou.

      A Agência de Inovação já se dispôs a financiar o projecto em 75%, desde que o Governo o pretenda implementar. Para já, o "Via Segura" está para análise nos órgãos decisivos competentes. Vozes cépticas já se fizeram ouvir, como a do presidente da Associação Nacional dos Industriais do Ensino de Condução Automóvel, que considerou o projecto "lunático".





      JN

      29/12/06

      Exames de condução caducos com parques ainda ao abandono

      Fernando Basto


      Combate à elevada sinistralidade nas estradas passa, segundo responsáveis pelo ensino, por mudanças urgentes nos exames de condução

      Totalizam um investimento que ronda os 20 milhões de euros, mas continuam ao abandono. Os 18 parques para manobras distritais (dos 21 previstos) construídos nos últimos sete anos servem, quando muito, de parques de estacionamento, mas ainda não à finalidade para que foram criados melhorar os exames de condução e, assim, ajudar no combate à elevada sinistralidade nas estradas. Responsáveis pelo sector dizem que o ensino e os exames de condução estão caducos, que o Governo nada tem feito no sector e exigem mudanças urgentes, que ponham fim a situações que facilmente abrem portas à corrupção.

      Criados por lei há sete anos, os 21 parques de manobras distritais têm por finalidade permitir que a prova prática do exame de condução seja feita em duas partes prestadas sequencialmente a primeira realizada no parque de manobras e a segunda em situações normais de trânsito urbano e não urbano. Eduardo Vieira Dias, presidente da Associação Nacional dos Industriais do Ensino da Condução Automóvel (ANIECA), salientou a importância da prova realizada nos parques: "Queremos que o ensino e os exames sejam mais exigentes e que o aluno seja deixado sozinho a estacionar, contornar rotundas, inverter a marcha, travar em piso molhado. Para já, ele sabe que não vai sozinho e que há sempre por lá um pé que o safa". Refira-se que os 18 parques de manobras só poderão funcionar, por decisão da DGV, assim que os restantes três previstos estejam concluídos.

      Vieira Dias sublinhou que tudo o que as escolas fazem é aquilo que os alunos querem preparar para o exame e não aprender realmente a conduzir. "O sector é muito concorrencial e as escolas acabam por centrar a atenção no exame", salientou. E exemplificou: "No dia anterior à prova prática, o instrutor leva o aluno a percorrer um dos circuitos de exame, para que ele saiba ao pormenor tudo o que deve fazer em cada um deles".

      O presidente da ANIECA afirmou não conhecer casos concretos de corrupção, mas acredita na sua existência, a avaliar pelas muitas visitas que afirma saber serem feitas pela Polícia Judiciária às escolas."Há um profundo silêncio incómodo dos governantes sofre a fusão da DGV com outras entidades. Dá a sensação que estão a preparar algo às escondidas", revelou.

      O JN contactou a DGV no sentido de obter comentários às críticas feitas, mas nenhuma resposta foi dada.Recorde-se que o abandono em que se encontram os parques de manobras e outras situações anómalas no ensino e exames de condução foram constatadas pelo presidente da República Jorge Sampaio, em Maio do ano passado, durante uma das suas presidências temáticas.
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