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Re: dúvidas do Sr, Eduardo de Matos Nogueira

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  • Mario Acuma
    ... De: Mario Acuma Para: daime@yahoogroups.com Data: Quarta-feira, 31 de Outubro de 2001 12:15 Assunto: dúvidas
    Message 1 of 1 , Oct 31, 2001
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      -----Mensagem original-----
      De: Mario Acuma <kamar@...>
      Para: daime@yahoogroups.com <daime@yahoogroups.com>
      Data: Quarta-feira, 31 de Outubro de 2001 12:15
      Assunto: dúvidas do Sr. Eduardo de Matos Nogueira

      Oi Eduardo e toda irmandade da lista:
       
      Quem escreve é  Marta Serra, com ajuda do meu amigo Sr. Mário que é um fiel seguidor dos ensinos do meu Pai.
       
      Respondo as suas dúvidas:
       
      1) Lá no sul, há pessoas se dizendo representantes do meu Pai e fazendo trabalhos de xamanismo, com tamboreado, sapateado e gritaria, e cobrando até R$ 150,00 por pessoa nos trabalhos. Isto não é do tempo do meu Pai. Nunca vi ele fazer isto. Ele nunca nomeou ninguém para representá-lo por la e por lugar nemhum. Quando ele quer, ele se apresenta, e não é para qualquer um, apesar de hoje em dia muitos dizem que mantem longas conversas com ele no espiritual ??????????
       
      Cultuando os hinários, acho bonito os tamboricos no grupo musical, mas meu Pai não os usava também.
       
      Com relação ao cambomblé e a umbanda, meu Pai nunca fez nenhum trabalho deste tipo. Respeitava estas crenças, porém a religião dele antes de receber a missão era a católica, como a maioria dos maranhenses. Aõ respeito de ele ter nascido descente de escravos e africanos, você deve estudar um pouco mais o hinário dele, que dentro estão consideradas todas as raízes destas culturas e e de todas as outras.
       
      Ele trabalhava nestas linhas espiritualmente, pois ele era um ser dotado de uma grande sensibilidade e facilidade de trabalhar no mundo astral e nunca fazendo demonstrações físicas de nemhum tipo.
       
      2) as fardas erão;
      Trabalhos oficiais :  farda branca, sendo as mulheres como hoje  e os homens de gravata preta, zapato preto.
      Ele falava em mudar alguma coisa, porém foi o tempo de ele fazer a passagem e ninguém sabe deste segredo, a não ser a tia Percilia, que quando acompanhamos ao Padrinho Mota para a 5000, deu a instrução dos homens usarem sapato branco com farda branca e sapato azul com a farda azul, e as mulheres o sapato branco.
       
      Concentração : igual ao de hoje, homens e mulheres de farda azul,  homens sapato preto e gravata preta, as mulheres sapato sem distinção, a borcoletinha da cor da saia.  Mesmo assim não era rigorosso quanto as sapatos, pois na época tinha muita gente sem condições de adquirir ao menos um chinelo.
       
      Meu Pai não veio do cambondlé  e nem da umbanda. Os trabalhos do Maranhão são mais do que isto, diferentes, mas mesmo assim, quando ele recebeu da Virgem Soberana Mãe as instruções da nossa doutrina, não vinha esta moda de misturar estas religiões.  O Santo Daime de por sí é a religão das religiões, inigualável em todo universo, pois trata da essência de Deus : o amor.  Mesmo assim, ele respeitava todas as crenças e mandava seu povo assim fazé-lo.
       
      Os tipos de trabalho erão os seguintes:
       
      Oficiais:
       
      Farda Branca: Reis, São José, São João, Nossa senhora da Conceição, Aniversário dele 14 de dezembro , Natal e Aniversário do Tio Leôncio Gomes.
       
      Farda Azul :  Concentrações aos dias 15 e 30 de cada mês e  Hinário na Semana Santa.
       
      Não se festejava  aniversários (salvo os mencionados acima) e nem passagem de ano, que era liberado para os fardados passarem com as suas familias.
       
      Trabalhos de cura :  Quando nescessários era aberta um trabalho de mesa com algumas pessoas e o (os) doentes. Também chamado de trabalho de cruzes. Eram ao todo 3, ou 6 ou 09, dependendo da necessidade. Os trabalhos eram sem Santo Daime e apoiado nas rezas da Cruz de Caravacas, a responsável era a Tia Percilia Matos da Silva.
       
      Fardamento : Não existia o ceremonial do fardamento, moda que apareceu depois, a pessoa que frequenta-se 03 trabalhos seguidos consagrando o Santo Daime, era convidada a escolher e se firmar na doutrina. Se a pessoa decidia fardar-se, se apresenta-va ao Comandante do Salão (Daniel Serra) ou a Chefa do Batalhão das Senhoras (Tia Percilia), os quais colocavam a pessoa nas fileiras no lugar que de ai em diante seria o definitivo, salvo mudança do comando da casa.
       
      Em outra mensagem enviarei os hinos oficiais que devem ser cantados em cada conmemoração oficial.  Com isto não quero dizer que estou em desacordo com a ordem dos trabalhos do Cefluris, como tem muitos irmãos querendo saber da forma como meu Pai deixou  a ordem dos trabalhos, vai ai esta misiva a quem possa interessar.
       
      Missa: Quando alguém fazia a passagem, era cantada (sem instrumentos) a missa.
       
      Com relação às concentrações, estas eram de aproximadamente 01 hora e meia a 02 horas, lia-se a ordem dos serviços (que também já foi mudada) e por último cantava-se os hinos novos (chamado após de Cruzeirinho).  As concentrações eram em silencio e meu Pai gostava muito pois este era o verdadeiro trabalho onde ele curava espiritualmente coletivamente e em profundo silencio.
       
      Não havia brigas nem discussões dentro do salão durante os hinários de farda branca, não haviam interrupções e nem menos mensagens de aquí e de lá. Meu Pai, durante as concentrações, as vezes dava uma recomendação para seguir no bom comportamento.
       
      A PESAR DE SERMOS TODOS FRACOS, E FATIVEIS DE ERRO,  NA ÉPOCA DO MEU PAI, NÃO EXISTIA  NEMHUM TIPO DE AUTORIDADE NA DOUTRINA, ELE ERA JUIZ, PASTOR, SACERDOTE, DELEGADO, POLICIA.  AS PRÓPIAS AUTORIDADES NÃO SE ENTROMETIAM NAS DECISSÕES DO MEU PAI, QUE ERA UM HOMEM JUSTO E DE INIGUALÁVEL HONESTIDADE.  PESSOAS COMO O SENADOR GUIMARD SANTOS, O EX-GOVERNADOR JORGE KALUME, O CORONEL FONTINELLI E MUITOS OUTROS VINHAM TOMAR ABENÇÃO DELE.  TODOS ERAM TRATADOS POR IGUAL, DESDE O MAIS POBRECINHO, AO MAIS ADINHEIRADO, DESDE AUTORIDADE A QUEM NADA TINHA A OFERECER.  O ÚNICO QUE MEU PAI DISGOSTAVA ERAM DAQUELES FORA DA LEI, QUE TRANSGREDIAM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA E O RESPEITO AOS IRMÃOS.
       
      No salão, meu primo Daniel Serra, sobrinho do meu Pai, trazido pelo próprio do Maranhão na  única viagem que ele fiz ao seu estado de orígem no ano de 1957, era o Comandante Geral, ficando responsável por toda a fiscalização tanto externa como interna, cargo que ocupou até 03 anos atrás, data em que se retirou da sede por motivos alheios a sua própria vontade, assim como o Padrinho Mota e sua familia, assim como todos nós da familia do Mestre e muitos outros.
       
      Hoje em dia vejo com horror na doutrina que só é bem tratado quem tem mais facilidade financeira.  Os mais pobres, vamos ficando para atrás.
       
      Meu Pai nunca misturou dinheiro à doutrina.  Isto não é ensino dele.
      Sob nenhum pretexto. Ele ia todos os dias para o rozado (plantação de macaxeira), suava e produzia muito alimento. Viviamos na fartura, sem necessidade de vender o Santo Daime.  Tem muitas passagens de pessoas que quizeram obter ventagens tentando colocar o dinheiro na frente, porém estas ações não deram resultado. Meu Pai era imcomprável. Ele dizia que ele era o Daime. Quem por algúm motivo, seja qualsquer, como reembolso de despesas ou outro motivo, ESTÁ VENDENDO AO MESTRE.  Assim com Judas vendeu Jesus por umas moedas de prata há 2000 anos atrás.
      Não aceito esta situação de venda, eu compreendo que tem muita gente querendo participar e comulgar, porém, há outras formas de financiar os custos, que são baixíssimos. Os irmãos de USA estão neste momento sem poder comulgar pois lá está proibido, mas nem por isto deixam a doutrina.  Dou o maior mérito ao Marcelo, que enviou uma mensagem ao Sr. Mário contando esta situação.
      Meu Pai sempre avisava, que um dia, teriamos que bailar só bebendo água. E já temos passado por situações em que quase fomos parar na ilegalidade.
      Por isto, meus irmãos, todo cuidado é pouco.  Não fazam como certos fardados com dinheiro, que compram vultuosas quantidades de daime (se assim pode-se chamar) esperando obter poder com isto, mas que só conseguem aumentar a sede e fome das pessoas que usufruem da venda deste santo vegetal, que meu Pai afirmava ser ele próprio.
       
      Obrigada pelas muitas mensagen recebidas, muitas delas dá dor, é uma tristeza o que acontece por ai lá fora. Espero que o Padrinho Alfredo tome uma atitude logo.  A estas pessoas que sofrem a opressão e constrangimento destes seres, vai aqui o meu apoio e do Sr. Mário, incansável lutador desta causa.
       
      Obrigada pelos convites para conhecer as igrejas de fora do estado, tentarei no possível combinar para no próximo ano começar a visitar a todos e esclarecer pessoalmente estas questões.
       
      Marta Serra
      Alto Santo/Rio Branco/Acre
        
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