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Informe PAZ AGORA|BR 18|01|2009 |
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DO CESSAR-FOGO À PAZ HOJE em JERUSALÉM Manifestação do PAZ AGORA domingo - 18|01 - 18h30 - em frente à residência do primeiro-ministro SÓ UMA SOLUÇÃO POLÍTICA TRARÁ PAZ O PAZ AGORA insta o governo de Israel a não perder esta oportunidade de trazer tranqüilidade para nossa região, através de um acordo de paz com os palestinos. Agora que o Hamas foi enfraquecido, é a hora de avançar com soluções pacíficas, saindo disto como verdadeiros vitoriosos. Junte-se a nós, em nosso chamado a aprovar a Iniciativa de Paz Saudita e a chegar a um acordo com os palestinos - AGORA! HOJE às 15h em São Paulo Apóie a volta de Israel ao Processo de Paz! no Memorial da América Latina » veja ao final
DOIS POVOS, DOIS ESTADOS, UMA PAZ. AGORA! » versão para impressão » AQUI Saudamos a decisão do governo de Israel, tomada nesta noite, de declarar um cessar-fogo unilateral. Dirigimo-nos ao governo brasileiro para que intervenha no sentido de se implementar, desde já, um processo de paz definitivo na região. Para isto, à comunidade internacional deve tomar providências imediatas para: - Atender as necessidades humanitárias da população de Gaza e elaborar um plano de recuperação da infra-estrutura do território; - Solidificar o cessar-fogo, com o fim operações militares israelenses na Faixa de Gaza e dos disparos de foguetes do Hamas contra o território israelense, garantindo a segurança das populações israelense e palestina; - Determinar ao Egito e Israel o levantamento do bloqueio econômico da Faixa de Gaza, mediante a implantação prévia de medidas que impeçam o contrabando de armas para aquele território; - Acelerar a retomada de negociações entre Israel e Autoridade Palestina, para se chegar rapidamente a um acordo global e definitivo para a criação de um Estado Palestino ao lado do Estado de Israel. O conflito armado só fortalece os extremistas dos dois lados, à custa do sofrimento da grande maioria. As inúteis e irrecuperáveis perdas humanas e materiais só comprovam mais uma vez que não existe solução militar do conflito. . A Paz Só Chegará Através do Diálogo Os termos para uma paz definitiva entre israelenses e palestinos já foram bastante avançados nos acordos de Oslo, Taba e na Iniciativa de Genebra (www.pazagora.org/genebra). É hora de a comunidade internacional deter a matança e estimular os interlocutores moderados das duas partes a iniciar conversações sérias e contínuas até a única solução pacífica capaz de atender igualmente a israelenses e palestinos: DOIS ESTADOS: ISRAEL E PALESTINA – EM PAZ 18|01|2009 Amigos Brasileiros do PAZ AGORA - PAZ AGORA|BR Por trás das duas pilhas de corpos, e do luto e sofrimento de dois povos, através das vozes fragmentadas de líderes de Israel, ainda é possível sentir o gosto amargo do próximo morto em combate. Nós não ganhamos nada desde a Guerra dos Seis Dias. Conseguimos nos salvar do desastre em 1973. Fomos emboscados, mas sobrevivemos em 1982. Não faltam outros exemplos. Por que isto está acontecendo? Por que as nossas guerras acabam num estado permanente de ambigüidade? Penso que não é mais possível vencer guerras. E não somos os únicos a não conseguir. O Ocidente como um todo é incapaz de fazê-lo. É difícil lembrar de uma única guerra nos últimos 60 anos que os Estados Unidos tenham vencido de maneira clara e categórica. Dresden e Berlim foram arrasadas, Hiroshima e Nagasaki destruídas. Desde então, o Ocidente embarcou num novo caminho. A Europa ocidental praticamente abandonou a opção militar. Não entra em combate e não é considerada pela sua capacidade de vencer guerras. Os Estados Unidos, ao contrário, saiu do isolacionismo para se tornar o principal responsável pela violência patrocinada pelo Ocidente. Os americanos têm um poderoso exército, e sabem como ninguém mover suas forças para a linha de partida. Mas, dali em diante, sempre alguma coisa dá errado. A Coréia não foi uma vitória maravilhosa. O Vietnã terminou em desgraça e as guerras do Golfo não são consideradas como grandes conquistas militares. Parece que algo no DNA do Ocidente não mais lhe permite fazer a guerra como costumava fazer. A civilização ocidental não mais é capaz de lutar uma guerra que objetiva destruir - nem por princípio, nem pela indisposição dos soldados de agir numa maneira vista como crime no seu mundo civil, no mundo dos seus valores. As guerras do século passado, incluído o Holocausto dos judeus europeus, ensinaram várias lições ao Ocidente. A principal delas foi a abolição da doutrina da guerra. O Ocidente substituiu a destruição e humilhação do inimigo pela manutenção da sua capacidade de se recuperar, preservar a dignidade, mudar e tornar-se parceiro em vez de adversário. O erro cometido com a Alemanha após a 1ª Guerra Mundial serviu de lição. A Alemanha pós-2ª Guerra tornou-se um foco importante do novo alinhamento ocidental. A dignidade do Japão não foi violada, e o país se tornou um leal aliado da democracia Ocidental. Foi onde o novo tipo de vitória começou, esta que não despreza a possibilidade de diálogo com o adversário de ontem. Além disto, parece existir uma conexão firme entre a intensidade do compromisso de uma sociedade com os direitos humanos - a dignidade e a liberdade acordadas dentro do país - e a disposição dos seus soldados para eliminar o outro. Quanto maior a valorização da liberdade, menor o desejo das pessoas de dizimar o inimigo. Fica a questão de como uma sociedade justa combate inimigos que não partilham do mesmo sistema de valores, e de como redefinir o que é a vitória. Parece-me que se o objetivo de uma guerra for a destruição do inimigo, esta será uma guerra condenada à derrota. Por razões bem conhecidas nossas, não é mais possível aniquilar nações, e nem mesmo suprimir suas aspirações à independência. E, por razões não menos importantes, deve-se ter a esperança de que os nossos soldados não se disponham a destruir apenas pelo desejo de destruir. O objetivo de guerra moderna deve ser o de forjar o diálogo. Caso nenhum diálogo seja estabelecido com o inimigo, a guerra terá sido uma derrota.
A liderança de Israel na guerra de Gaza está nos levando a um fracasso, da mesma forma que os líderes religiosos palestinos estão incitando sua gente a outra derrota, motivada pela ignorância da metamorfose do conceito de vitória. O conceito de vitória mudou: de submissão para diálogo; de carnificina para a construção de pontes. Assim como pontes acabaram sendo construídas sobre águas revoltas entre Pearl Harbor e Hiroshima, entre Dresden e Londres, entre católicos e protestantes de Dublin, existe uma ponte a construir entre Sderot e Gaza. Aqueles que não o fizerem, levarão as suas nações à derrota em todas as suas guerras.
AVRAHAM BURG foi presidente do parlamento israelense (Knesset) e da Agência Judaica. Participou da negociação dos Acordos de Genebra. Artigo publicado em 05|01|09 e traduzido pelo PAZ AGORA|BR. | |||||||
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+ ARTIGOS para ler na íntegra clique nos títulos abaixo ou em DINA L. KINOSHITA e MOISÉS STORCH » A Força Deve Dar Lugar À Diplomacia! A criação de um Estado Palestino em paz com Israel terá o potencial de neutralizar o avanço do islamismo fundamentalista e de transformar o Oriente Médio numa fonte de progresso econômico e social.
publicado no Terra Magazine em 13/\01|09 AKIVA ELDAR Israel deve decidir, de uma vez por todas, qual caminho vai escolher: encontrar uma solução valente ao conflito, ou prolongá-lo indefinidamente. Se escolhe a primeira alternativa, encontrará a Iniciativa de Paz Árabe de março de 2002... BARRY RUBIN » Os verdadeiros Inimigos do Hamas Deve-se construir coalizões entre os países árabes moderados que são ameaçados pelas forças islâmicas radicais, e trabalhar para evitar que o Irã tenha armas nucleares JAYME FUCS BAR A diferença entre os grupos pacifistas em Gaza é que eles não têm a possibilidade de se organizar ou se manifestar de forma aberta como os grupos de Israel, pois vivem num regime totalitário... LILY GALILI Oito anos de foguetes Qassam proximaram a população mais ampla de Israel dos moradores do sul. Suas histórias são familiares, e a sensação de agressão por tê-las ignorado por tanto tempo, pesa em suas consciências... SALMAN MASALHA Cada pessoa em cujo coração estiver plantado o amor por toda esta terra... deve pensar em reparti-la entre um Israel menor e uma Palestina menor. [legendas em inglês] + TERROR NO URUGUAI » Atentado à Assoc. Cultural Israelita J. Zhitlovsky EN LA MADRUGADA DEL 12 DE ENERO, NUESTRA INSTITUCIÓN SUFRIÓ UN ATENTADO CON UN ARTEFACTO EXPLOSIVO… ANTISEMITiSMO NA FRANÇA » assista AQUI um filme premiado sobre antisemitosmo na Europa. + POSIÇÕES PT » Carta de militantes do PT sobre Conflito no Oriente Médio “... na qualidade de militantes do PT profundamente consternados com a tragédia que vem se desenrolando no Oriente Médio e com o número crescente de vítimas, inclusive de crianças, gostaríamos de manifestar publicamente desacordo com o teor da nota do Partido sobre o conflito...” PPS » PPS pede o fim dos bombardeios da faixa de Gaza e 2 Estados Além das razões humanísticas, impõe-se o fim do atual conflito pois ele leva ao fortalecimento de fundamentalistas em todo o Oriente Médio, ao isolamento do Estado de Israel e da Autoridade Palestina, afetando uma população civil democrática existente de ambos os lados que, há 60 anos, luta pela paz... UGT » União Geral dos Trabalhadores pede Cessar-Fogo e 2 Estados para 2 Povos A UGT clama pelo fim dos bombardeios com um cessar fogo imediato ... e conclama as forças do “campo da paz” palestinas, árabes e israelenses a retomar o diálogo e as negociações, com o auxílio de iniciativas internacionais MERETZ BRASIL » Nota pública sobre o Conflito de Gaza Condenamos aqueles que, por ignorância ou preconceito, usam o conflito entre israelenses e palestinos para expressar velhos ódios irracionais. Recusamos qualquer incitação à intolerância e reafirmamos que a solução para as desavenças passa pelo reconhecimento mútuo do direito de existir...
BASTA! A Associação pelos Direitos Civis em Israel (ACRI) publicou um anúncio de página inteira na seção de falecimentos do Haaretz, dividido em pequenos obituários de crianças. Conforme porta-voz da ONG, "As crianças não são culpadas. Temos que lembrar que existem regras para que a guerra não nos transforme em animais”.
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Conflito de Gaza Pode Reviver Processo de Paz MOISÉS STORCH [entrevista à Revista Fórum] » versão para impressão e + do autor » AQUI Fórum - Nesta ofensiva que começou em 27 de dezembro, qual é a real motivação do governo israelense para deflagrar agora um ataque a Gaza? Existe algum interesse visando às eleições de fevereiro? A vitória de Obama tem algo a ver com a ofensiva? Moisés Storch - Em meados de dezembro, após um cessar-fogo de seis meses, o Hamas intensificou o disparo aleatório de mísseis Qassam contra localidades no sul de Israel. As condições de vida da população local, que tinha menos que um minuto para encontrar um refúgio a cada alerta sonoro, foram se tornando insustentáveis. O governo israelense foi sendo cobrado a tomar medidas defensivas. A ação militar não foi fruto do clima eleitoral. No meu ver, a vitória de Obama nada tem a ver com a ofensiva. Entretanto, este conflito deverá trazer como efeito colateral positivo o fato de que a questão israelense-palestina deverá conquistar, logo no início do seu mandato, uma grande prioridade na pauta de preocupações da política exterior norte-americana. Paradoxalmente, assim, esta guerra poderá até acelerar a retomada do processo de paz no Oriente Médio, com o reposicionamento do papel dos Estados Unidos. O governo Bush perdeu o poder de mediação com os palestinos, uma vez que sempre tendeu a se alinhar com a direita israelense. Obama, com Hillary Clinton como Secretária de Estado, traz uma equipe experiente em negociações com israelenses e palestinos, com relações de confiança sólidas de elementos do governo da Autoridade Palestina e do campo da paz israelense. Fórum - Quais as conseqüências destes ataques para Israel? É possível uma ascensão do partido de direita Likud nas próximas eleições após a ofensiva? Moisés Storch - Toda guerra acirra os ânimos e promove a demonização do inimigo. Isto levaria ao fortalecimento do próprio Hamas e de partidos que, como o Likud, desvalorizam o processo de paz e utilizam a plataforma de que “não existe com quem conversar”. Os resultados da guerra também poderão favorecer - ou prejudicar, conforme a visão do eleitorado – os membros do governo que tiveram a in |
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