Search the web
Sign In
New User? Sign Up
JesusHistorico · Debatendo O Jesus Histórico
? Already a member? Sign in to Yahoo!

Yahoo! Groups Tips

Did you know...
Message search is now enhanced, find messages faster. Take it for a spin.

Best of Y! Groups

   Check them out and nominate your group.
Having problems with message search? Fill out this form to ensure your group is one of the first to be migrated to the new message search system.

Messages

  Messages Help
Advanced
Messages 11181 - 11210 of 11210   Newest  |  < Newer  |  Older >  |  Oldest
Messages: Show Message Summaries   (Group by Topic) Sort by Date v  
#11210 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Tue Dec 15, 2009 1:35 pm
Subject: O historico
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
http://br.groups.yahoo.com/group/CEPAK/message/6518

O Cristo Histórico - Norma Tavares / Paulo Dias.

O QUE É A HISTÓRIA?

1. O que é a História?

"A história é o estudo do que os homens do passado fizeram" (Sérgio Buarque de
Holanda).

A História quer saber da virada social; a ciência que busca descrever e
interpretar os factos sociais na perspectiva temporal, cronológica. Serve-se
para isso de outros saberes, p.ex., arqueologia, geografia, crítica textual; usa
método indutivo, estabelece hipóteses. Faz parte das ciências sociais, com a
antropologia, a sociologia, a psicologia social.

2. Qual o objecto da História?

"A história, como forma de conhecimento, estuda a vida das diversas sociedades
através do tempo, do passado até o presente" (Raymundo Campos).

O objecto teórico da História é sociedade humana no seu "devir", i.e., no seu
perene transformar-se. Podemos dizer que, tal como no jornalismo, a notícia, o
facto, o Factum é a matéria-prima da História. O historiador é o reporteiro do
passado, onde o detective é o arqueólogo.

3. Que métodos utiliza?

Sua metodologia indutiva e experimental, parte do conhecido ao desconhecido; do
particular ao geral, mediante colecta de dados, pesquisa documental e de campo,
ou mesmo, entrevistas e pesquisa participante, quando for o caso. Todos os
conhecimentos obtidos e interpretações feitas são provisórios, até que sejam
superados. Entretanto, ao contrário das ciências exactas, a História aprofunda
conhecimentos, e não os substitui. Conforme esta ciência avança, sabemos cada
vez melhor sobre uma determinada época.

4. O que é a epistemologia?

Epistemologias são sistemas de controle de qualidade teórica ou de validação de
hipóteses. Muitas têm sido propostas para a História; as que obtiveram mais
sucesso até hoje foram o criticismo e o materialismo histórico, que desvendam a
História nas suas determinações estruturais. Que forças determinam as
transformações sociais? Eis a questão. Do uso combinado dessas duas
epistemologias, a crítica e a materialista, surge o conceito de "contexto
histórico", ou, esclarecimento das circunstâncias do "facto".

5. Por que estudar Jesus?

Jesus na História, como personagem -seja do imaginado ou seja da realidade- e
personagem histórica, interessa-nos pela crença geral de que lhe devemos a base
do magma de significações simbólicas [conceito formulado por Castoriadis,
importante filósofo da história e da cultura contemporâneo] da nossa sociedade.
Muito se tem dito sobre esta singular personalidade do passado. O estudo
crítico-contextual sobre Jesus começou em 1848, com Strauss, e em 1863, com
Renan e prossegue até o presente.

HISTORIOGRAFIA SOBRE JESUS

Até o século XVII os progressos foram incipientes, resumindo-se a tentativas
feitas pelos Pais da Igreja, os discípulos dos primeiros Apóstolos, e pelos
apologistas e historiadores cristãos, por exemplo, Eusébio (séc. II); em sua
maioria estas obras se perderam.

Os estudos críticos sobre Jesus, paralelamente com as pesquisas críticas das
Escrituras, iniciadas por Saint-Simon no século XVII, prosseguem no Iluminismo
alemão, por Lessing-Reimarus, de 1774 a 1778 (Hamburgo).

Em 1828, 1829, 1832 e 1835 publicam-se "Vidas de Jesus" de Eberhard, Hase,
Schleiermacher, Strauss; motivando grande polêmica, pois, até o final do século
XIX não era possível pesquisar este assunto sem recorrer aos Evangelhos os
quais, na forma em que nos chegaram, preservam elementos míticos
não-aproveitáveis à História.

Mesmo assim, devemos assinalar a robusta vertente de Renan (1863), Loisy (1910),
Lagrange (1929), Guignebert (1933). Recentemente, desde 1947 a pesquisa
arqueológica e documental vem, com os manuscritos do mar Morto, tirando a
História da impossibilidade virtual da pesquisa no assunto, já que ainda em 1901
Albert Schweitzer concluía que os evangelhos não eram historicamente confiáveis;
mas, outros pesquisadores desenvolvem desde aquele ano reconstruções críticas
destes textos, de novo, viabilizando outras análises: Schmidt (1919), Dibelius
(1919), Bultmann (1921); isto vinha recolocar o problema do Jesus histórico,
independente do mito-jesus.

Paralelamente, uma escola comparativa moderna vem mostrando as múltiplas
inserções do ambiente cultural contemporâneo ao Cristo, dentro da narrativa dos
Evangelhos. De tudo, podemos dizer que estes antigos e precários documentos,
essenciais para conhecer um homem chamado Jesus, embora não sejam confiáveis em
muita coisa (porque na verdade, expressam o que alguns cristãos pensaram de
Jesus e não quem ele foi), no relato da Paixão são razoavelmente coerentes,
formando uma base histórica para testemunhar que "Jesus morreu, logo, existiu".
Quanto a Jesus em si mesmo, tudo que podemos saber ao certo sem dúvida nenhuma é
que:

"Foi varão em Israel, disse e fez coisas poderosas, por causa do que —
sentenciado e supliciado sob Pôncio Pilatos" (como dizia Paulo, o seu mais
antigo cronista).

A ESCRITA ORIGINAL DOS EVANGELHOS

Para a ciência histórica os evangelhos interessam somente como fontes
documentais, fazendo abstração do conteúdo filosófico. Os evangelhos não são
documentos históricos, por não terem sido feitos com o propósito de descrever e 
interpretar os factos. Mas tornam-se documentos historiais, por se constituírem
em fontes contemporâneas. Segundo o estudo contextual, pelo método
crítico-comparativo, os evangelhos foram escritos em tipos de camadas textuais
sucessivas, das quais, a mais antiga é a porção de Mt 5-7, o Sermão da Montanha,
que apresenta "forte base indicial" sugestiva de provir do Jesus histórico.

NOSSA METODOLOGIA

Entre os pesquisadores modernos, destacam-se Crossan, Meier, Charlesworth, Geza
Vermes, pertencentes a tendências variadas. O nosso estudo iniciou-se
independentemente deles. A nossa metodologia é a mais simples possível: como
"focas" de um jornal interiorano, corremos atrás da notícia onde ela está.

Recolhemos a informação onde quer que ela se encontre, passando os dados obtidos
pelo crivo dos conhecimentos já bem estabelecidos nas bases da antropologia e da
arqueologia, e pelo estudo crítico proposto pelo método histórico. É motivo de
grata satisfação reencontrar a mesma metodologia em Crossan. Paulo Dias. Norma
Tavares.

Bibliografia:

Ciro FLAMMARION CARDOSO, O Que é a História.
CONINGWOOD, As Idéias da História.
Paulo DIAS, Jesus de Nazaré no seu tempo e no seu mundo, de onde se retiraram as
citações. Ao reproduzir, mencione a fonte.

#11209 From: "Prata" <juarezpal@...>
Date: Fri Dec 4, 2009 2:14 pm
Subject: Para meditarem
juarezpal
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Estou escrevendo diretamente no site do grupo para evitar as truncagens. Este
artigo é interessante para nosso estudo pois é a visão de outras pessoas sobre o
tema Jesus biblico. Quero entretanto fazer uma pergunta: O tema "os documentos
do Mar Morto e a influencia sobre o Cristianismo" foi para o brejo? Somente eu e
a Ayla sustentamos o debate.

  Quando fita-se cuidadosamente tudo o que envolve o ícone central da doutrina
cristã,Jesus Cristo,esbarra-se somente em falsificações,disparates e
irrealidades.A existência física de Jesus Cristo nunca conseguiu ser provada
pela História e por quaisquer vias confiáveis calcadas na Razão,porque
simplesmente ele nunca existiu.
As incongruências começam quando analisamos aqueles que escreveram sobre
Cristo:Os Apóstolos.É sabido,por qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento
teológico e histórico,que nenhum apóstolo viveu realmente com a figura física de
Cristo(supondo-se que este existiu um dia).O mais velho evangelho,e escrito
cristão,data de 68 d.C..Este Evangelho é o Evangelho de Marcos.
Lendo-se Apocalipse de João constata-se que tal escrito não fala em nenhum
momento da suposta figura de Cristo como algo fisicamente existente,e sim como
um Logos ou ideal(este Evangelho apresenta-se como o último da Bíblia,graças ao
facto dos escritos não estarem em ordem cronológica de concepção.Chegando-se
mesmo a especular,alguns teólogos,que este foi para Bíblia por engano por ser
visivelmente distinto de toda a linha argumentativa corrente da Bíblia Sagrada).
Tendo conhecimento que nenhum Apóstolo jamais viveu com Cristo,questiona-se
donde estes retiraram informações sobre a vida do mesmo.Dizem os teólogos
cristãos que estes meramente transcreveram os factos ocorridos através de
relatos de pessoas que viveram com o próprio Cristo ou de pessoas que tiveram
contacto com outros seres que o seguiram.Esta afirmação que tenta hipocritamente
provar a existência do Messias é na Realidade a comprovação da surrealidade que
é Cristo.O Povo sempre tende a exagerar,acreditar cegamente e inventar
factos.Acreditar totalmente no que o Povo diz é o mesmo que dar credibilidade a
uma criança imatura e mentirosa.
Além do que,fita-se que Jesus Cristo e a maioria dos Dogmas Cristãos nada mais
são do que reescrições de Deuses Solares e Redentores de diversas religiões 
anteriores ao Cristianismo.
Na mitologia Hindu,muitíssimo antes do surgimento da suposta figura de Jesus
Cristo e do cristianismo,já existia uma estória tremendamente similar,para não
dizer quase idêntica.Uma análise da figura teológica de Krishna e sua estória
comprova o dito.Os antigos escritos sagrados hindus(Atharva,Vedangas e
Vedanta)anteviram a vinda de um Messias Redentor,tal como Isaías supostamente
profetizou a vinda de um Messias(Messias este que os cristãos afirmam ser Jesus
Cristo).
As "similaridades" não acabam nisto.Este Messias(Krishna),que teria
hipoteticamente vivido em 3500 a.C., nasceu também de uma mulher Virgem.E esta
Virgem(Devanaguy) sido fecundada pelo próprio Deus Supremo Hindu(Vishnu),como
Virgem Maria foi fecundada pela própria manifestação do Deus Supremo
Cristão-Judeu:Jeová.No dia do nascimento de Krishna,os pastores da Região
Circunvizinha receberam um Sinal Celeste anunciando o nascimento do "Deus
Encarnado em Filho" da mesma forma como relatado na Bíblia Cristã sobre o
nascimento de Cristo.
Uma figura de poder político da Índia,o Rajá da Época,decidiu perseguir
Krishna.O Rajá calculava que eliminando Krishna manteria seu trono já que este
era considerado o "Messias e Rei" (este temia que seu poder fosse ameaçado por
este "Messias").Para eliminar Krishna,o Rajá decidiu mandar matar todas as
crianças nascidas naquele período.Um tanto quanto similar aos factos ditos na
Bíblia acerca do "pequenino Cristo",não?
Krishna peregrinou pelo Mundo pregando a todos e fazendo toda sorte de
milagres.E o seus inúmeros seguidores diziam que este era o Messias prometido
por seus ancestrais(similar aos que supostamente seguiam Cristo e viam-no como o
Messias das profecias antigas de Isaías).Isto sem mencionar que foi atribuído ao
abstrato Krishna o dom de ensinar por parábolas,como Yeshua o fazia.
É dito que Krishna ao ser morto(este foi assassinado,como Jesus Cristo),teve seu
corpo procurado por seus discípulos.Corpo este não encontrado como o do Nazareno
não foi após o sepultamento do mesmo.Sendo que os fiéis calculam que Krishna
subiu aos Céus para encontrar-se com seu Pai(da mesma forma que Cristo).
Krishna ganhou o epíteto de "Jazeu" ("nascido da fé").A pronúncia de Jazeu
Krishna também remete muitíssimo a pronúncia do nome Jesus Cristo.E no mais,o
nome Jesus Cristo era deveras comum entre as localidades banhadas pelo Mar
Mediterrâneo.Da mesma sorte que existia um furor populacional em todas as
doutrinas(principalmente dentre as seitas judaicas que proliferavam),por um
Messias(messianismo)que viria salvar o Povo da Iniqüidade e do Jugo do
Mal(Humano e Sobrenatural),no mesmo período onde surgiu a crença na figura de
Cristo.Jesus foi somente um fantoche engendrado pelas Elites Dominantes para
saciar a sede populacional de um Messias e renovar o desgastado Judaísmo.
Sendo os arianos(etnia principal formadora do povo indiano)e os hebreus povos
intinerantes(calcula-se até mesmo que os arianos tenham estabelecido-se no Egito
vindos da parte mais oriental da Ásia, fazendo uma das maiores migrações que se
tem notícia),é notório que estas culturas entraram em contacto de alguma forma e
os hebreus(como muitas vezes em sua História)absorveram aspectos de outra
cultura(no caso a dos arianos adeptos do bramanismo)muito mais antiga que a
deles.Estes hebreus absorveram os preceitos religiosos hindus e usaram-nos na
concepção de seu Judaísmo Renovado:O Cristianismo.
Contudo,é no mitraísmo onde certamente encontra-se a maior fonte de plágio e
"inspiração" para o Cristianismo.Mitra é conhecido como "aquele que porta a Luz"
e um "enviado da Luz Divina na Terra"' tal como Jesus o era.O festival de
nascimento de Mitra era comemorado no solstício,isto é,25 de Dezembro(a mesma
data que posteriormente ficaria estipulada como a do nascimento do Cristo).Na
formação do cristianismo existiu uma preocupação de conectar o nascimento de
Cristo com o de Mitra,uma tentativa de absorver os mitraicos sob uma nova égide.
Mateus e Lucas,os apóstolos que mais avidamente relataram sobre a "infância" de
Cristo,eram mitraicos antes de "cristianizarem-se",o que reforça ainda mais a
noção de que o Cristianismo usa como fonte de inspiração a antiga religião
mitraica.
No Império Romano,onde surgiu o cristianismo,uma das religiões mais praticadas
era o mitraísmo.Da mesma sorte,que o povo hebreu ficou cativo durante muito
Tempo entre os Babilônicos(povo que muito influenciou na formação do
mitraísmo),o que levou a inclusão e absorção de muitos dogmas babilônicos-persas
na formação de seu "novo judaísmo" :o Cristianismo.
Mitra era filho de Ormuzd, Deus Supremo do Zoroastrismo(Religião que 
influencidou directamente na formação do mitraísmo),enviado à Terra para pregar
aos Homens e abluir os mesmos das "sombras do mal", tal como Jesus é apresentado
pelo cristianismo.Mitra nasceu de uma Virgem pura e bela.Foi esta Virgem
fecundada através de um fulgurante Raio Solar,facto este de uma similaridade
gritante com a estória da gênese do Nazareno.
Diz-se que Mitra teve seu nascimento no interior de uma simplória gruta e um
enorme fenômeno astronômico anunciou seu nascimento.O bebê Mitra recebeu a
visita de Reis-Sábios que vieram dar-lhe inúmeros presentes.A partir de tais
factos chega-se a clara conclusão de que o nascimento do "Rei dos Judeus"
trata-se de uma cópia de praticamente tudo que cerca a mitologia do nascimento
de Mitra.
Mitra foi morto e ressuscitou logo em seguida.Era muitíssimo comum as crenças de
Deuses que eram mortos e ressuscitavam.Destarte Cristo não adicionou nada de
inovador no tocante a crenças e pode ser considerado um "Mitra judaico".
Escavações recentes em Óstia,Itália, e outros sítios arqueológicos
famosos,demonstram que os cultos mitraicos eram empreendidos em catacumbas.O
cristianismo,limitou-se a clonar esta atitude dos mitraicos,haja vista que seus
cultos eram realizados em catacumbas também.A escusa de que os cristãos eram
perseguidos e por isto ocorria a realização dos cultos em catacumbas é sem
fundamento,levando-se em conta que existiriam outros lugares,quiçá,mais secretos
e aprazíveis para realização de cultos(como nos arredores da cidade por
exemplo).
Hoje,alguns historiadores questionam-se à cerca da pretensa perseguição que os
cristãos sofreram .O Império Romano dava plena liberdade religiosa a todos os 
povos que dominava e que não representassem ameaças ao Imperador.Certamente que
um culto tão pequeno e sem influência,como foi o cristianismo primitivo,não
representava uma sombra de ameaça sequer a figura imperial.Além do que,os
romanos confundiam o cristianismo com o mitraísmo que não tinha seus seguidores
caçados.Assim sendo,os cultos eram feitos em tumbas meramente para copiar ou
fitar os ritos característicos do mitraísmo.
Entre os mitraicos existia uma ritualística praticamente idêntica a comunhão
cristã.Vinho e pão eram consumidos,e tais bens alimentícios eram considerados
também como a Carne e o Sangue do deus Mitra.Os cristãos também copiaram do
culto de Mitra a Cruz(os adeptos do Mitraísmo a utilizavam como um objeto que
luzia com feixes luminosos indo a todas as direções - Cruz do Sol Invictus -);a
pia batismal com água benta;o Domingo como dia santo de descanso e culto
litúrgico;o uso da Águia e do Touro como símbolos da religião(Marcos e Lucas
utilizaram tais simbologias diversas vezes); na representação de figuras
sagradas com um halo luminoso envolvendo a região da cabeça;as orações do "Pai
Nosso" e do "Credo" que já existiam há muito Tempo na Religião Mitraica com
pouquíssima diferença das orações cristãs.Assim,como estes(cristãos)copiaram e a
prática de "Confissão" que era comumente feita pelos Persas séculos antes do
cristianismo sequer dar notas de surgimento.
Chega-se desta maneira a conclusão de que Cristo e grande parte do Dogma Cristão
são reedições de práticas e figuras mitológicas de religiões muitíssimo mais
antigas.A Igreja tentou fazer com que estas antiqüíssimas culturas e religiões
fossem devidamente esquecidas,contudo falharam e as provas irrefutáveis
mostram-se à vista de todos com o mínimo de senso e razão.
O mais próximo que pode-se chegar a um suposto Cristo é o homem de nome
Crestus.Crestus foi o líder de uma seita judaica denominada essênios.Este homem
parece ter servido também de inspiração para a formação do fantoche Jesus
Cristo.Contudo uma análise desta figura histórica mostra que ele distancia-se um
tanto do Cristo demonstrado na Bíblia.
Originalmente os formadores do cristianismo tentaram dar a Crestus a roupagem de
"Messias" como deram a Cristo.Contudo notaram que isto seria um grande erro
graças a imagem e mensagem que Crestus e sua causa passavam.
Crestus era um ativista e um guerreiro da causa de libertação da Judéia do jugo
romano.Este assemelhava-se muito mais a um "Che Guevara Judeu" do que a um
pacifista "Jesus Cristo".Este acreditava que com a libertação da Judéia da égide
opressora romana,deveria-se estabelecer uma sociedade em moldes "comunistas
primitivos".Tal era muitíssimo ruim aos olhos daqueles que tentavam estabelecer
uma religião que forma um "rebanho" resignado e pacifista.Da mesma maneira que
seria extremamente prejudicial aos olhos da "elite formadora do cristianismo"
que se criasse um pensamento comunal e de repartição de bens como era feito
entre os essênios.Destarte a idéia de fazer de Crestus o "verdadeiro Messias
predito por Isaías:" foi abandonada.Contudo alguns elementos da figura e
história de Crestus foram absorvidos pelo cristianismo.
A figura de Crestus era tida como santa,assim como a de Cristo o foi.E Crestus
foi traído por um homem de seu bando,homem este chamado Judas Iscariotes.Judas
de traidor de Crestus passou para traidor de Cristo.
A existência de Crestus é historicamente e racionalmente comprovada,enquanto a
de Jesus Cristo apresenta-se cheia de calúnias e adulterações feita por uma
Igreja que só anseia manter a ilusão e dispersão das massas.
Suetônio,um famoso historiador e que escreveu sobre praticamente toda sorte de
grandes movimentos políticos e religiosos da Roma Antiga,autor do livro
"História dos Doze Césares",nada falou de Jesus e sim de Crestus.Falando acerca
de distúrbios envolvendo Crestus,este disse somente:"Roma expulsou os judeus
instigados por Crestus,porque promoviam tumultos".
Aqueles expulsos de Roma,não eram os cristãos que muitos historiadores se
referem,e sim judeus instigados à revolta por Crestus.Segundo Suetônio,estes
judeus foram expulsos por Nero.
Contudo foi o filósofo,historiador e pensador Filon de Alexandria que mais
serviu de fonte para criar-se o cristianismo e serve como prova cabal da
inexistência de Jesus Cristo.Filon foi um pensador e minuncioso estudioso de
todos os acontecimentos históricos de seu Tempo,principalmente no estudo das
seitas judias,movimentos politico-religiosos e de figuras importantes da
História de seu Tempo.O pai de Filon seria contemporâneo a Jesus Cristo caso
este tivesse realmente existido.
Filon escreveu um tratado,depois destruído pelas maledicentes mãos
papais,chamado o "Bom Jesus - Serapis".Este tratado,cria uma espécie de enviado
de Deus(um redentor),além de utilizar-se do pensamento egípcio de Verbo Divino
Encarnado.Neste tratado é deixado bem claro que o protagonista(o "enviado de
Deus")é uma figura mitológica e imaginária.Seu tratado é,de facto,uma
helenização e platonização do judaísmo.
Segundo Voltaire e outros Enciclopedistas,os Evangelhos muito se assemelham aos
escritos de Filon,principalmente o Apocalipse de João.A noção cristã do Logos é
retirada de Filon,que por sua vez retirou da teologia egípcia.Sendo que muito do
pensamento voltairiano é calcado na filosofia de Filon.
Fócio demonstrou através da sublime lei das analogias que as Escrituras
apresentam muitíssimos elementos do ideário de Filon.Chegando mesmo a afirmar,em
certos momentos,que algumas Escrituras são cópias descaradas do que vê-se na
obra de Filon.
O pensamento de fraternidade e igualdade entre os Humanos,que o Cristianismo diz
ser da autoria de Jesus Cristo,é em Realidade da autoria de Filon de
Alexandria.Como os seguintes encertos da perdida obra de Filon demonstram:
  "Os que exaltam as grandezas do mundo como sendo um bem, devem ser
reprimidos.."
"A distinção humana está na inteligência e na justiça, embora partam do nosso
escravo, comprado com o nosso dinheiro."
"Porque hás de ser sempre orgulhoso e te achares superior aos outros?"
"Quem te trouxe ao mundo? Nu vieste nu morrerás, não recebendo de Deus senão o
tempo entre o nascimento e a morte, para que o apliques na concórdia e na
justiça repudiando todos os vícios e todas as qualidades que tornam o homem um
animal."
"A boa vontade e o amor entre os homens são a fonte de todos os bens que podem
existir."
Chega-se por fim a conclusão de que o cristianismo muito se apoderou das idéias
de Filon para formar sua Doutrina.Os primeiros papas diziam que o indivíduo
narrado nas obras de Filon tratava-se do Messias Jesus Cristo,chegando mesmo a
cogitar a inclusão de seu tratado na Bíblia.Porém em análises posteriores da
obra de Filon estes constataram que suas idéias apresentavam certos aspectos que
feriam seus interesses obscuros e perniciosos no tocante ao Capital,e sendo a
obra de Filon um trabalho muito difícil de se adulterar e moldar estes mutaram
sua idéia e destruíram o seu tratado.
Até mesmo pessoas do seio eclesiástico mostraram-se mais propensas a ideologia
de Filon do que a papal.São Clemente e Orígenes,apesar de serem indivíduos
ligadas a Igreja,guiavam-se pelos escritos de Filon muito mais do que pelas
Escrituras e os Decretos Papais.
Filon em nenhum momento de sua vida faz referências a Cristo.Este cita e faz
comentários acerca de todos os movimentos vislumbrados no meio judaico(onde
certamente teria,em teoria,surgido o cristianismo)de sua época e do passado,mas
nada fala de um movimento liderado por um homem chamado Jesus Cristo.Este cita
ainda a seita dos Essênios e fala sobre Crestus,dizendo até mesmo onde ficava
localizada sua base de operações(no leito do Rio Jordão,próxima a Jerusalém),mas
nada comenta sobre Jesus Cristo.Seu revelador silêncio também se estende a
figura de Maria e José(os fantasiosos pais terrenos do "Filho de Jeová").Este
também nada diz quanto aos Apóstolos,simplesmente por estes terem surgido depois
da morte dele.Fílon,que teria vivido basicamente na mesma época de Cristo,nada
fala dele e do cristianismo,pois seriam estes inventados muito após sua morte.
Um judeu ilustre e sempre a par do que ocorria à sua volta,chegando a ser
caracterizado como um "metódico doentio",jamais deixaria de falar de um homem
que teria abalado o seu Tempo se tivesse existido:Jesus Cristo.No reinado de
Calígula,Filon esteve na Palestina defendendo muitos Judeus.Neste período,ele
relatou todos os factos ocorridos no Passado e que ocorriam na Palestina,e nada
fala sobre Jesus Cristo ou seus supostos feitos miraculosos.
Filon fala longamente acerca de Pôncio Pilatos e sua atuação como Procurador da
Judéia,contudo nada fala deste ter julgado um homem que era conhecido como "Rei
dos Judeus"(um julgamento que seria de extrema importância para ser ignorado por
um homem de olhar atencioso como Filon).
Filon e outros pensadores-historiadores da época descrevem Pilatos como um homem
severo,duro,crudelíssimo no exercer de sua profissão,além de extremamente amigo
do Imperador Tibério(vigente Imperador na época em que Cristo teria
existido).Chega-se por sua vez a conclusão de que jamais Pilatos temeria punir
um agitador de multidões como teria sido Jesus Cristo,seja por medo dos
Judeus(afinal este tinha toda guarda imperial ao seu lado) ou por temer fazer
algo que desagradasse seu íntimo amigo Imperador(e no mais tanto Pôncio Pilatos
como o Imperador Tibério davam pouco valor à Vida Humana,ainda mais de um
judeu).Jamais Pilatos teria medo de ser denunciado ao Imperador como
parcial,como o Apóstolo João faz supor,pois este tinha carta branca para actuar
na Judéia.Pilatos era um homem de decisão,segundo historiadores judeus e
não-judeus,portanto jamais atuaria como um ser neutro e esmaecido perante algo
tão importante como teria sido o julgamento do "Rei dos Judeus".
A partir de uma análise da "Acta Pilati"(escritos e diário pessoal de Pôncio
Pilatos)nada vê-se que atine para a figura de Jesus Cristo.Pilatos certamente
jamais deixaria de mencionar figura tão controversa,como teria sido Jesus
Cristo,em seus escritos pessoais.A atitude taciturna de Pilatos é a prova da
inexistência do suposto Messias.
A Igreja afirma ter o documento no qual Pilatos admite a existência de
Jesus,contudo recusa-se a fornecer estes documentos para exames grafotécnicos e
de autenticidade,o que prova claramente que estes são falsificados ou
inexistem(tanto que à Igreja teme colocá-los diante dos olhos da Ciência). Assim
como o Imperador Tibério não faz nenhuma alusão,nem uma nota de rodapé sequer,a
figura de Jesus Cristo.O silêncio mordaz de Tibério é extremamente esclarecedor
e prova de que Jesus Cristo não existiu.Uma figura que causasse tanta comoção
popular jamais seria ignorada nos registros do Imperador Tibério(tampouco este
deixaria de saber de sua existência).
Da mesma sorte que seria impossível Herodes Antipas ter feito parte do "drama de
Cristo",se realmente Cristo tivesse existido.Pelo simples facto de que a
perseguição aos "recém-nascidos"(que segundo os cristãos visava eliminar o
Messias Jesus)jamais ocorreu.Não existem registros disto nos escritos pessoais
de Herodes e tampouco em documentos da época.Como um evento tão importante
passaria em "branco" perante os minunciosos historiadores da época,não constaria
sequer nos escritos pessoais de Herodes ou não deixaria um "rastro" sequer?
Segundo a Igreja Plínio,o Jovem;Suetônio;Tácito e Flávio Josefo teriam escrito
sobre Jesus Cristo,e assim provado a existência física dele.Quanto a Suetônio,já
foi esclarecido que este somente falou de Crestus,e não de Cristo.A obra de
Suetônio em nenhum momento faz alusões ao Jesus Cristo da Bíblia ou dos cristãos
modernos.
Quanto aos escritos de Plínio,o Jovem;Flávio Josefo e Tácito,após exames
grafotécnicos e de autenticidade realizados pelos excelsos mestres da
Universidade de Tubingen(localizada na Alemanha)provaram-se como adulterados no
todo ou ou em parte(sem falar de que tiveram documentos totalmente destruídos
pelas garras de rapina da Igreja).
Flávio Josefo,que nasceu em 37 d.C. e viveu até 93 d.C,foi um escritor cuidadoso
sobre judaísmo,messianismo e movimentos religiosos na pretensa época em que
Jesus Cristo teria existido.Os falsificadores da Igreja(como por exemplo
Eusébio,Bispo de Cesaréia,que adulterou inúmeros textos bíblicos e não-bíblicos
a mando do Bispo de Roma para assim garantir os interesses materiais da
Instituição)aproveitaram-se disto e fizeram um acréscimo fraudulento na obra
dele como segue:
"Naquele tempo, nasceu Jesus, homem sábio, se é que se pode chamar homem,
realizando coisas admiráveis e ensinando a todos os que quisessem inspirar-se na
verdade. Não foi só seguido por muitos hebreus, como por alguns gregos, Era o
Cristo. Sendo acusado por nossos chefes, do nosso país ante Pilatos, este o fez
sacrificar. Seus seguidores não o abandonaram nem mesmo após sua morte. Vivo e
ressuscitado, reapareceu ao terceiro dia após sua morte, como o haviam predito
os santos profetas, quando realiza outras mil coisas milagrosas. A sociedade
cristã que ainda hoje subsiste, tomou dele o nome que usa."
Contudo este trecho,após passar por exames grafotécnicos e de autenticidade
rigorosos,mostrou-se uma farsa incluída no texto pelas mãos imundas da
Igreja.Depois desta passagem,ele passa a expor um assunto bem diferente no qual
refere-se a castigos militares infligidos ao populacho de Jerusalém.Flávio
sequer retoma uma palavra sobre o Cristo,ao longo de seus escritos. Enfim,é
extremamente estranha esta mudança de assunto repentina da narrativa de um homem
tão conciso quanto Flávio.Flávio jamais teria este escrever vacilante e de um
cristão apaixonado(afinal este era um judeu convicto)como apresentado no trecho
supracitado..
Seria extremamente estranho que Flávio,um homem tão cuidadoso e
descritivo,falasse somente um parágrafo daquele que teria causado tanta comoção
como Jesus.Flávio fez longas descrições e relatos de pessoas de até menos
importância que Cristo,porque justamente com este ícone falaria tão pouco?
Até mesmo um homem ligado a Igreja,Pe.Gillet,admite em seus escritos ter
existido falsificações nos documentos de Flávio Josefo.Este diz ser
inacreditável Flávio Josefo ter feito as citações que lhe são atribuídas no
tocante ao escopo "Jesus Cristo".
Chega-se a conclusão que Flávio Josefo jamais escreveu sobre Jesus
Cristo,simplesmente por ele não ter existido.O que se atribui a ele é fruto de
palustre falsificação da Igreja.
Nos escritos de Tácito,escritor famoso do século II,as falsificações também se
fazem presentes quando este supostamente fala sobre Jesus Cristo.Exames
grafotécnicos provaram indelevelmente que a seguinte passagem trata-se de uma
adulteração de seus escritos:
  "Nero, sem armar grande ruído, submeteu a processos e a penas extraordinárias
aos que o vulgo chamava de cristãos, por causa do ódio que sentiam por suas
atrapalhadas. O autor fora Cristo, a quem no reinado de Tibério, Pôncio Pilatos
supliciara. Apenas reprimida essa perniciosa superstição, fez novamente das
suas, não só na Judéia, de onde proviera todo o mal, senão na própria Roma, para
onde de confluíram de todos os pontos os sectários, fazendo coisas as mais
audazes e vergonhosas. Pela confissão dos presos e pelo juízo popular, viu-se
tratar-se de incendiários professando um ódio mortal ao Gênero humano."
Na realidade Tácito não se refere ao Jesus Cristo que os cristãos insistem em
acreditar,mas sim ao Crestus dos Essênios(uma figura com existência
historicamente comprovada).Sabendo-se que Tácito era um homem sapientíssimo e de
um vernáculo esmerado,este jamais cometeria um erro de escrita(trocando o
substantivo "Crestus" por "Cristo")ou referências feitas aos seguidores de Jesus
Cristo e não de Crestus.
Além do que é extremamente barroco e vai contra toda a imagem passada do Cristo
bíblico,este estimular a arruaça e a iconoclastia agressiva entre seus
seguidores como o texto faz parecer.Cristo seria uma figura passiva e pacifista
segundo a Bíblia demonstra em suas descrições do mesmo.
Afirmar que os cristãos foram martirizados por Nero,nos anos de 54 e 68,baseado
nos escritos de Tácito é uma parvice absurda haja vista que tais escritos foram
visivelmente adulterados pela Igreja.
Graças aos escritos de Ganeval,que fugiram da rapace desmedida da
Igreja,descobriu-se sobre que indivíduos referia-se Tácito:Os essênios
seguidores de Crestus.
Plínio,o Jovem viveu entre 62 d.C. e 113 d.C.,e foi sub-pretor da região da
Bitínia.Em uma carta enviada ao Imperador Trajano,este pergunta o que fazer com
os cristãos revoltosos da região.Entretanto, não ficou evidenciado a quais
cristãos, exatamente, eram feitas as referências: se aos crestãos ou aos
cristãos. De qualquer forma, a carta em questão, após ser submetida a exames
grafotécnicos e métodos rádio-carbônicos, revelou-se haver sido falsificada.
Até mesmo os Evangelhos são contraditórios,por si mesmos,quando falam da figura
de Jesus Cristo.
O Jesus Cristo retratado por Mateus teria onze anos quando nasceu o de
Lucas.Assim como Mateus diz que José,Maria e o pequenino Jesus seguiram directo
para o Egito de Belém,jamais passando em Jersusalém,à guisa de fugir da
perseguição instituída por Herodes Antipas.No entanto,Lucas afirma que estes
passaram em Jerusalém após a louvação dos Três Reis Magos,e acrescenta a
narração da cena de que participaram Ana e Semeão.Lucas não fala de matança
iniciada por Herodes e tampouco de fuga para o Egito.Assim sendo fita-se que um
Evangelista desmente o outro e neste proceder não é possível saber em qual
acreditar,ou saber qual calunia menos.
Lucas afirma que os samaritanos jamais deram boa acolhida a Jesus.Todavia João,o
Evangelista,fala justamente o contrário:que os Samaritanos deram boa acolhida a
Jesus Cristo.
Marcos,Mateus e Lucas afirmam que Jesus apenas pregara na Galiléia, tendo ido
raramente a Jerusalém, onde era praticamente desconhecido.Mas,João diz que ele
ia constantemente a Jerusalém, onde realizara os principais atos de sua
vida.Fica impossível precisar quem realmente fala a Verdade,a partir de tais
contradições absurdas.
É dito que até a hora em que Jesus expiou,à terra ficou coberta por inefáveis
trevas.Contudo relatos e escritos de pessoas judias e não-judias que se
localizavam na mesma suposta região em que Jesus morreu nada afirmam sobre tal
"obscurecimento".Caso tal fenômeno estranhíssimo tivesse realmente acontecido
certamente causaria algum relato(por ser algo digníssimo de nota)nos escritos
pessoais de alguém que soubesse escrever e estivesse na Região.
Se Jesus fosse tão amado pelo seu Povo(os Judeus),e todos de Jerusalém como
muito afirmam alguns Apóstolos,este jamais seria supliciado aos brados daqueles
que deveriam amá-lo!Segundo João, quando Jesus falou ao povo, foi por este
acatado e proclamado rei de Israel, aos gritos de "Hosanna". Mas, um pouco
adiante, ele se contradiz, afirmando que o povo não acreditou em Jesus, e
imprecando contra ele, ameaçava-o a ponto de ele haver procurado esconder-se.
Mateus diz que Jesus entrara em Jerusalém, vitoriosamente, quando a multidão
tê-lo-ia recebido de modo festivo, e marchando com ele, juncava o chão com
folhas, flores e com os próprios mantos, gritando: "Hosanna ao Filho de David!
Bendito seja o que vem em nome do Senhor!" Aos que perguntavam quem era,
respondiam:"Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia". No entanto, outros
evangelistas afirmam que ele era um total desconhecido em Jerusalém.Sendo um
desconhecido,jamais seria saudado e louvado.
Comumente os crucificados pelos romanos tinham seus corpos atirados aos cães e
aos chacais depois de mortos,como estudos históricos e arqueológicos recentes
comprovaram.Contudo afirma-se na Bíblia que Jesus foi sepultado.Assim,a Bíblia
mente indelevelmente.Afinal,porque os romanos iriam se preocupar em proceder
diferente com um homem que viam com desdém e seria um gentio para  estes?Nunca
estes moveriam esforços para sepultar,e fugir do procedimento normal,um ser
considerado "escória"  por estes.
Chega-se por fim,a racional conclusão que Jesus Cristo é um blefe,uma enorme
farsa,inventada e manipulada por humanos que ansiavam somente fiéis que
enchessem seus cofres.Jesus foi uma mercadoria fantasiosa vendida ao
tolo,cego,inculto e aos que precisam ater-se a ilusões.

#11208 From: Cleber Cavacanti <cleberov@...>
Date: Fri Dec 4, 2009 6:55 am
Subject: Res: Carta a um Maçon...
cleberov
Online Now Online Now
Send Email Send Email
 
Juarez,

Obrigado pela carta. Faz mais de 10 anos que a li pela primeira vez. Naquela oportunidade eu a recebi cifrada. Li pouco e entendi menos ainda, devido ao pouco conhecimento histórico e esotérico. Nessa segunda leitura entendi bem mais.

Infelizmente não sei até que ponto poderíamos continuar essa discussão mantendo-nos no foco da lista.

Qualquer coisa, fique a vontade em me contatar em PVT (o convite se estende aos demais).

Grande abraço,

Cleber.





Este texto não está totalmente fora do contesto da lista. Enviei para que tenhamos conhecimento de o que outros dizem do Jesus Histórico.
 




Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

#11207 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Thu Nov 26, 2009 3:15 pm
Subject: Re: Qumran e o NT
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Oi.

Aqui tem 2 coisas impoirtantes: caminho e batismo.


> > 3) Caminho do Senhor no deserto
> > 1QS VIII, 13 -> Mc 1,2
> >
> > 4) Batismo com predisposição para a conversão
> > 1QS III, 6-8 -> Mc 1,4


Os qumranitas parece que eram chamados de Caminho, como os chrestiani, ver os
Actos.

O Caminho era a estrada Jerusalém-Jericó, a famosa Estrada de Jericó na Anedota
do Herege. Na Porta do Caminho na Cidade Velha ficava o bairro esseu, ver
Charlesworth, e justamente ali se acha o Cenáculo, uma antiga fortaleza que foi
a primeira sede da Igreja. A casa do aguadeiro do evangelho, que se chamava
Hilel (ver os Pais).

Abaixo dele e no seu subsolo fica o túmulo dos Reis; era chamada (talvez) Casa
do Caminho, parece que sim.

E sobre o baptismo, parece que em Qumran havia sim o baptismo conversivo.

paulo dias=

--- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "Aila" <ailapinheiro@> wrote:

#11206 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Mon Nov 23, 2009 12:08 pm
Subject: Carta a um Maçon...
juarezpal
Offline Offline
Send Email Send Email
 

 
 
Este texto não está totalmente fora do contesto da lista. Enviei para que tenhamos conhecimento de o que outros dizem do Jesus Histórico.

 



Carta a um Maçon
Marcelo Ramos Motta

Texto Integral 

Rio de Janeiro, 9 de julho de 1963.



Caro Dr. G.:
 

Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.


    Li, com maior prazer, a entrevista concedida ao Diário de
Notícias, através da qual o Grande Oriente do Brasil manifesta à
nação a sua intenção de, finalmente, fazer com que a Maçonaria venha
a ocupar na vida brasileira o papel que lhe cabe e sempre lhe coube
desde a Independência -- que, como todos sabemos, foi feita por
maçons.
   Relembrei nessa ocasião minha conversa com o senhor, e as nossas
palavras de despedida, nas quais buscou o senhor gentilmente trazer à
minha atenção o fato de que (na sua opinião) a Igreja Católica Romana
é uma boa introdução à vida adulta para crianças. Eu lhe disse
então: "Mas a Maçonaria é infinitamente melhor", e aproveito esta
oportunidade para repetir e ampliar estas palavras.
   Eu não quis discutir a validade ou falta de validade da Igreja
Romana como campo de treino para crianças, porque não é assunto que
se possa, propriamente, discutir. É assunto que deve -- repito, deve -
- ser pesquisado por todo homem consciencioso e responsável,
principalmente por maçon de alto grau e no Brasil, onde essa Igreja
teve tanta influência na formação psíquica do povo -- com os
resultados que estamos vendo no presente.
   Para esta pesquisa, vitalmente necessária a todos os maçons neste
momento de transição, é necessário uma análise cuidadosa da evidência
espalhada pelas obras de muitos pesquisadores imparciais e
fidedignos; e isto não pode ser resumido numa breve discussão. Eu
estou a par dos fatos; o senhor não estava, na ocasião; e afirmativas
de minha parte teriam forçosamente de parecer ao senhor opiniões
arbitrárias e caprichosas, principalmente por o senhor, com certeza,
suspeitar de mim e de minhas intenções. Thelemitas não são mais
benquistos no momento do que o foram os gnósticos e os essênios em
seu tempo!
   A finalidade desta carta é expor, de maneira mais ordeira e clara,
minhas conclusões, e citar as obras nas quais me baseio; de forma que
o senhor possa, se quiser, consulta-las e tirar suas próprias
conclusões, que podem ou não virem a coincidir com as minhas. Peço-
lhe apenas que, tendo lido a minha carta; examinado, se lhe aprouver,
as fontes nela citadas; e chegado, porventura, à conclusão de que são
ambas de valor a seus irmãos maçons, transmita-lhes a carta assim
como as fontes, para que, por sua vez, tenham a oportunidade de
examinar, ponderar, e julgar.
   Devo começar por repetir-lhe o que lhe disse por ocasião de nossa
conversa, e que tanto chocou seus bons sentimentos e sua honesta
devoção: que o homem chamado "Jesus Cristo" nos Evangelhos nunca
existiu. Suas peripécias são fictícias; não padeceu sob nenhum Pôncio
Pilatos; não foi nem poderia jamais ser a única Encarnação do Verbo;
e qualquer Igreja, seita ou pessoa que diga o contrário ou está
enganada ou enganando.
   Não quero dizer com isto que um homem assim não pudesse ter
nascido, pregado, e padecido. Pelo contrário: tais homens nascem
continuamente, e continuarão a nascer por todos os tempos:
Encarnações do Logos, Templos do Espírito Santo, Cruzes de Matéria
coroadas pela chama do Espírito.
   Direi mais: houve, em certa ocasião, um homem que alcançou no mais
alto grau a consciência de sua própria Divindade; e este homem morreu
em circunstâncias análogas (porém não idênticas!) àquelas narradas
nos Evangelhos. Seu nascimento perdeu-se na noite dos tempos: ele foi
o original do "Enforcado" ou "sacrificado" no Taro, e os egípcios o
conheciam pelo nome de Osiris. Foi esse Iniciado quem formulou na
carne a fórmula do Deus Sacrificado. Esta é a fórmula da Cerimônia da
Morte de Asar na Pirâmide, que foi reproduzida nos mistérios de
fraternidades maçônicas da tradição de Hiram, das quais o exemplo
mais perfeito foi o Antigo e Aceito Rito Escocês. O Graus 33º desse
rito indicava uma Encarnação do Logos; a descida do espírito Santo; a
manifestação, na carne, de um Cristo; a presença do Deus Vivo.
   Para os fatos que servem de base às asserções acima, indico ao
senhor as seguintes obras, de maçons ilustres e merecedores:

LA MISA Y SUS MISTERIOS, de J.M. Ragón.
THE ARCANE SCHOOLS, de John Yarker.
DO SEXO À DIVINDADE, do Dr. Jorge Adoum.
CURSO FILOSÓFICO DE LAS INICIACIONES
ANTIGUAS Y MODERNAS, de J.M.Ragón.
ISIS DESVELADA, de Helena Blavatsky, seção sobre o Cristianismo. Mme
Blavatsky não era dos vossos, mas era dos Nossos...

   Na minha opinião, Dr. G., um maçon de alto grau, com tempo a seu
dispor, faria um grande benefício a seus irmãos ao traduzir para o
português as obras acima citadas, principalmente as duas primeiras.
   Os documentos incluídos no assim-chamado "Novo Testamento" (a
saber, os Quatro Evangelhos, os Atos, as Cartas e o Apocalipse) são
falsificações perpetradas pelos patriarcas da Igreja Romana na época
de Constantino, por eles chamado "o Grande" porque permitiu esta
contrafação, colaborando com ela. Constantino não teve sonho algum
de "In Hoc Signo Vinces". Tais lendas são mentiras desavergonhadas
inventadas pelos patriarcas romanos dos três séculos que se seguiram,
durante os quais todos os documentos dos primórdios da assim-
chamada "Era Cristã" existentes nos arquivos do Império Romano foram
completamente alterados.
   O que realmente aconteceu na época de Constantino foi que,
aliados, os presbíteros de Roma e Alexandria, com a cumplicidade dos
patriarcas das igrejas locais, dirigiram-se ao Imperador, fizeram-lhe
ver que a religião oficial era seguida apenas por uma minoria de
patrícios, que a quase totalidade da população do Império era cristão
( pertencendo às várias seitas e congregações das províncias ); que o
Império se estava desintegrando devido à discrepância entre a fé do
povo e a dos patrícios; que as investidas constantes das seitas
guerreiras essênias da Palestina incitavam as províncias contra a
autoridade de Roma; e que, resumindo, a única forma de Constantino
conservar o Império seria aceitar a versão Romano-Alexandrina do
Cristianismo. Então os bispos aconselhariam o povo a cooperar com
ele; em troca, Constantino ajudaria os bispos a destruírem a
influência de todas as outras seitas cristãs!
   Constantino aceitou este pacto político, tornando a versão romano-
alexandrina de Cristianismo na religião oficial do Império.
Conseqüentemente, a liderança religiosa passou às mãos dos patriarcas
romano-alexandrinos , que, auxiliados pelo exército do Imperador,
começaram uma "purgação" bem nos moldes daquelas da Rússia moderna.
Os cabeças das seitas cristãs independentes foram aprisionados; seus
templos, interditados; e congregações inteiras foram sacrificadas nas
arenas das províncias de Roma e Alexandria. Os gnósticos gregos,
herdeiros dos Mistérios de Eleusis, foram acusados de práticas
infames por padres castrados como Orígenes e Irineu (a castração era
um método singular de preservar a castidade, derivado do culto de
Atis, do qual se originou a psicologia romano-alexandrina) . Os
essênios foram condenados através do hábil truque de fazer dos judeus
os vilões do Mistério da Paixão; e com a derrota e dispersão finais
dos judeus pelos quatro cantos do Império, a Igreja Romano-
Alexandrina respirou desafogada e pode dedicar-se completamente ao
que tem sido sua especialidade desde então: ajudar os tiranos do
mundo a escravizarem os homens livres.
    Para o escrito acima, indico ao senhor os seguintes livros:

ISIS DESVELADA, de Blavatsky, seção sobre o Cristianismo
OUTLINES ON THE ORIGIN OF DOGMA, de Adolf von Harnack.
DECLINE AND FALL OF THE ROMAN EMPIRE, de Gibbon.
THE AGE OF CONSTANTINE THE GREAT, de Burckhardt.

   Quanto às falsificações da Igreja Romano-Alexandrina, indico ao
senhor as palavras do grande erudito americano Moses Hadas, em suas
notas à tradução do livro de Burckhardt, à página 367, que passo a
traduzir:

   "A História Augusta apresenta biografias de imperadores, cézares e
usurpadores, de Afriano a Numério (117-284), com uma lacuna no
período de 244 a 253. Pretende ser o trabalho de seis autores (Aelius
Spartianus, Vulcacius Gallicanus, Aelius Lampridius, Julius
Capitolinus, trebellius Pollius e Flavius Vopiscus), e ter sido
escrita entre os reinados de Diocleciano e Constantino, ou cerca de
330. Alguns estudiosos creêm tais asserções verdadeiras, mas outros
mantêm que a obra foi escrita um século mais tarde, e por uma só
pessoa. Em tal caso o nome dos seis autores terá sido adicionado para
tornar mais convincente o que foi escrito.
   Trocando em miúdos, o que ele quer dizer é o seguinte: os
patriarcas romanos, ansiosos por esconder seus crimes (especialmente
a perseguição a cristãos de outras seitas ou igrejas) e por se
declararem os únicos cristãos verdadeiros, destruíram todos os
documentos autênticos nos quais conseguiram por as mãos. (Isto lhes
era particularmente fácil já que, desde a era de Constantino, eles
foram os guardiães de tais manuscritos. ) Feito isto, substituíram os
destruídos por outros, forjados, que descreviam a sua clique como
oprimida pelos imperadores e outras seitas cristãs como inexistentes
ou obscenas. (Na realidade, ela bajulara os imperadores desde o
começo: o culto de Átis era o único em Roma ao qual os patrícios
podiam ir legalmente.)
   Um pouco mais tarde, Romanos e Alexandrinos brigaram. Isto porque
cada facção queria fazer de sua cidade o centro político e religioso
do Império. Foi então que um dos poucos historiadores pagãos que
escaparam à atenção dos Patriarcas escreveu: "As atrocidades dos
cristãos uns contra o outros ultrapassa a fúria das bestas selvagens
contra o homem."(Ammianus Marcellinus)
   O capítulo final da disputa foi a divisão do Império em Romano e
Bizantino. Desde então, a Igreja Romana tem se chamado "Católica", e
a Bizantina, "Ortodoxa".
   Ambas, é claro, um amontoado de mentiras.
   Qual o motivo, o senhor perguntará, para essa perseguição
impiedosa às seitas gnósticas e essênias?
   No caso dos essênios, as razões foram políticas e dogmáticas.
Aproximadamente um século antes do assim-chamado "Ano Um" nascera na
Palestina um rabi, cujo nome é desconhecido (embora alguns estudiosos
presumam ter sido Ionas, ou Jonas). Ele criou um novo sistema de
Essenismo, fundando muitos ramos dessa fraternidade judeo-cóptica, e
adquirindo um grande número de seguidores na Ásia Menor. Muitos
documentos foram escritos acerca dos incidentes de sua vida e
doutrina. Foi um Adepto Cristão, ou seja, defendeu a tese de que todo
homem é um Templo do Deus Vivo; deu testemunho do Logos e do Espírito
Santo, e tal foi seu impacto no pensamento religioso de sua época que
os patriarcas romano-alexandrinos , ao escreverem a "história de Jesús
Cristo", foram forçados a incluí-lo, para evitar suspeitas. Chamaram-
no de "João Batista"...

   Acerca deste:
THE DEAD SEA SCROLLS, AN INTRODUCTION, de R.K.Harrison.

   Também este livro deveria ser traduzido para o português por um
maçon!
   Abaixo, cito uma passagem atribuída a esse iniciado, extraída de
um manuscrito cóptico intitulado "Evangelho de Maria", apócrifo,
desde 1896 no Museu de Berlim. Depois de haver explicado vários
pontos de sua doutrina, ele se despede de seus discípulos:
"... Quando o Abençoado havia dito isto, ele saudou a todos,
dizendo: 'Paz seja convosco. Recebei minha paz para vós mesmos.
Cuidai-vos de que nenhum vos desvie com as palavras "olha alí"
ou "olha lá", pois o Filho do Homem está dentro de vós. Seguí-o:
aqueles que o buscam o encontrarão. Ide, pois, e pregai a Boa Nova do
Reino. Eu não vos deixo nenhuma regra, salvo o que vos recomendei
(Amai-vos uns aos outros), e eu não vos dei nenhuma lei, qual fez o
legislador (Moisés), para evitar que vos sentísseis obrigados por
ela.' E quando acabou de dizer isto, ele foi embora."
(Gnosticism, An Anthology, ed. Robert M. Grant, Collins, London, pp.
65-66, "The Gospel of Mary")
   Esta passagem pode ser comparada a muitas outras nos Evangelhos
nas quais, quando interrogado, "Jesús" diz explicitamente: "O Reino
de Deus está dentro de vós."
   E que razão tinham os Romanos e Alexandrinos para perseguir e
exterminar os gnósticos gregos?
   Desta feita o motivo era puramente dogmático. Na época
posteriormente atribuída pelos patriarcas ao "nascimento de Jesús
Cristo", um iniciado grego deu vida nova aos mistérios de Apolo e
Diôniso, restabeleceu o culto ao Sol Espiritual e ao Logos, praticou
maravilhas taumatúrgicas e, em suma, causou tal impressão que os
Romano-Alexandrinos foram forçados a incorporar diversos "milagres"
em sua miscelânia evangélica, de forma que o seu "Jesus" pudesse
igualar os prodígios atribuídos a Apolônio de Tyana. Ao mesmo tempo,
afirmaram que Apolônio de Tyana havia sido enviado por "Satã" para
reproduzir os milagres de "Jesús" e assim desviar as pessoas
do "verdadeiro Cristo". destruíram também, sistematicamente, todos os
documentos autênticos da vida de Apolônio, salvo um, a fantástica e
inacreditável Vita, atribuída a um pretenso "discípulo" desse grande
Adepto.
   Novamente lhe indico ISIS DESVELADA, e o artigo "Apollonius" na
Enciclopédia Britânica.
   Devo aqui, Dr. Gastão, apender um parêntese um pouco prolongado,
de forma a estabelecer a maneira pela qual o Catoliscismo Romano
difere do verdadeiro Cristianismo. Para este fim, começarei por
apresentar um dos poucos textos que nos chegaram quase sem alterações
cometidas pelos patriarcas de Roma e Alexandria. As modificações
relevantes vão comentadas entre parênteses, e o texto, apresento o
original, intacto. É o Intróito do Evangelho de "São João":

"No princípio era o Verbo. E o verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus.
   "Ele estava no princípio com Deus.
   "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada
do que foi feito se fez.
   "A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens.
   "A luz resplandece nas trevas, e as trevas não o escondem ( isto
é, não escondem o fato que a luz brilha nelas!).
   "Houve um homem enviado por Deus, cujo nome foi Jonas (Johannes no
original em grego).
   "Ele veio como testemunha da luz, a fim de todos virem a crer por
intermédio dele.
   "Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: a saber,
a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina todo homem.
   "Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dela, mas o
mundo não a conheceu ( no masculino na Vulgata, para sugerir "Jesús").
   "Veio para o que era seu, e os seus não a receberam ( idem).
   "Mas, a todos quanto a (idem) receberam, deu-lhes o poder de serem
feitos filhos de Deus ( e aqui os Romanos-Alexandrino s acrescentaram:
a saber, os que crêem no seu nome, isto é, no "Jesús" que eles
inventaram para servir aos seus propósitos), os quais não nasceram do
sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
   "E o Verbo se fez carne, e habitou em nós ( a Vulgata aqui
põe "entre", o que muda totalmente o sentido da passagem) cheio de
graça e verdade, e vimos a sua glória, glória como a do primogênito
do Pai ( o primogênito do Pai é, claro, Chokmah, o Verbo Espiritual,
a Primeira Emanação do Ancião dos Dias, Kether. "Primogênito" também
traz à lembrança o "mais velho dos filhos de Deus", Lúcifer ou Satã."
   Na versão acima, original, desse documento cristão, e nas
interpolações introduzidas pelos romanos-alexandrino s, Dr. G., tem o
senhor o sumário e a base do dógma católico romano.
   Jonas, Apolônio, Simão ( Simão Pedro e Simão o Mago; a isto
aludiremos depois), Adeptos cristãos, ensinaram todos os três: "Vós
sois o Templo do Deus Vivo. Contemplai a Luz dentro de vós, e sabei
que sois Filhos da Luz!"
   Repetidamente esta mensagem é encontrada nos Evangelhos; mas
sempre deformada, condicionada ou "explicada" pelas interpolações e
teologismos romano- alexandrinos. O resultado é que, algumas
vezes, "Jesús" fala como um santo, como uma verdadeira Encarnação do
Verbo; o mais das vezes, porém, como fanático e sectarista.
Contradições deste tipo abundam.
   Este é o resultado das alterações a interpolações dos romanos e
alexandrinos. Copiaram, adaptando-os às suas necessidades político-
financeiras, os documentos essênios que descreviam as pregações de
Jonas ( entre outros, o "Sermão da Montanha"). Inseriram "milagres"
do tipo atribuído a Apolônio de Tyana. Arranjaram um Mistério da
Paixão em drama nos moldes dos cultos de Mitras, de Adonis, de Átis,
de Diôniso e de Oannes -- o que era necessário para tornar o
seu "Jesús" numa Encarnação do Logos do Aeon de Osiris, o Deus
Sacrificado. Tão cuidadosamente misturaram a verdade e mentira que
durante quase mil e seiscentos anos todo cristão que procurou
encontrar o Verbo em si mesmo -- o único lugar onde pode ser
encontrado -- deparou, nos portais de sua alma, com este fantasma
insidioso, esta blásfema quimera, este pesadelo teológico: "Nosso
Senhor Jesus Cristo".
   "Adora-me!" -- diz o Egrégora -- "Eu sou o filho de Deus. Tu não
és nada mais que uma criatura sem valor e pecadora, condenada desde o
nascimento e destinada ao inferno não fosse por meu sacrifício; e sem
mim nunca alcançarás o céu."
   Talvez o senhor comece a compreender agora, Dr. G., a natureza
daquilo a que nós chamamos a Grande feitiçaria?
   Após mil e seiscentos anos de vitalização por multidões de
adorantes, e a absorção das cascas vazias de padres, freiras e
fanáticos que se deixaram vampirizar por ele, o Egrégora existe no
assim-chamado plano astral; e é um demônio, quer dizer, uma entidade
ilusória. Não é um verdadeiro Microcosmo, mas uma gestalt de cascões
vitalizados, um foco para tudo que há de negativo, derrotista,
piegas, preconceituoso e introvertido na natureza dos cristãos: um
lodaçal completamente hostíl ao progresso e á evolução espiritual
deles.
   E, no entanto, nada há mais sagrado ou puro do que está oculto
neste nome, "Jesus Cristo"... É um híbrido dos títulos pelos quais os
cabalistas essênios e os gnósticos gregos, respectivamente, chamavam
o Iniciado que alcançasse a esfera de Tiphareth, o Filho -- ou seja,
a "sephira", ou "plano" de consciência que em Nosso sistema
corresponde ao grau de Adeptus Minor, e, no Rito Escocês, ao 33º grau.
   Cristo, Chrestos, significa "Bom" e "ungido". Este era um título
nobre nos Mistérios de Eleusis. O Iniciado tem sempre sido um
sacerdote-rei desde a antiguidade; a superstição absurda do "direito
divino hereditário" dos reis foi outra adulteração dos romanos-
alexandrinos para ajudar aos tiranos que os apoiavam. Seria realmente
fácil se a verdadeira realeza, dura recompensa da Iniciação, pudesse
ser transmitida por métodos dinásticos, ou conferida por um papa!
Para fazer justiça a este tema um volume inteiro seria necessário;
diremos apenas que os símbolos tradicionais da realeza são os
símbolos da completa iniciação. O Cetro representa o Falo, a imagem
material do Verbo; o Globo e a Cruz são formas da Cruz Ansata, o
símbolo da imortalidade conferida pela Iniciação ( mostra a
mulher "dominada" pelo homem, ou seja, satisfeita pelo homem....); a
Coroa é Kether, o Sahashara Cakkram em completo funcionamento, a
Primeira Sephira, o Ancião dos Dias, o Pai; o Manto Púrpura ornado de
estrelas ou flores representa o Céu Noturno, a Aura do Sacerdote de
Nuit; e finalmente, as roupagens rubro-douradas são o símbolo do
Corpo Solar, o Corpo de Glória do Iniciado -- vermelho e ouro sendo
as cores heraldicas do sol.
   Quanto ao nome "Jesús", é escrito em hebraico IHShVH ( pronuncia-
se Jehêshua). Note que isto é IHVH ( Tetragrammaton ) com Shin (Sh)
intercalada. Shin é a letra que representa a um só tempo os elementos
Fogo e Espírito, e, estando no centro de IHVH, equilibra as Quatro
Forças Elementais Cegas do Demiurgo. Jeová -- a Palavra de Moisés --
torna-se Jeheshua -- a Palavra de Jonas. Nesta Palavra o senhor tem o
Deus Crucificado, Dr. G.: nela o Pentagrama, o Sinal do Homem, a
Estrela Flamejante do Santuário; nela a chave cabalistica do
Tetragrammaton Cristão, INRI, que significa, entre outras coisas,
Igne Natura Renovatur Integra, ou seja: Pelo Fogo (do Espírito Santo)
a natureza se Renova Inteiramente. ..
   A diferença básica entre o Cristianismo e as religiões que o
precederam é que o Mistério de Osíris, até então revelado apenas a
aspirantes cuidadosamente selecionados nos mais profundos recônditos
dos mais remotos santuários, foi abertamente oferecido ao mundo.
Antes do Aeon de Osíris, no Aeon de Isis, os homens adoravam a Deus
em uma de Suas múltiplas imagens (adaptadas à visão espiritual de
indivíduos diversos em nações diversas) da mesma forma que uma
criança ama e adora sua mãe: como Alguém que protege, alimenta,
conforta e ocasionalmente corrige e castiga, mas sempre como alguém
exterior a si mesmos.
   Foi a revelação do Mistério da Morte de Osíris que acordou os
homens para a consciência de que eles, em si mesmos, são a divindade
encarnada. Tampouco podemos ir muito longe neste assunto, pois é
matéria para outro volume. O Aeon de Virgo-Pisces, com suas
vibrações, adaptava-se às idéias de devoção e auto-sacrifício,
tornando a Iniciação Racial possível em larga escala; mas é
necessário que o senhor compreenda, Dr.G., que o Mistério de Osíris
data da mais remota antiguidade. O Deus Sacrificado é fórmula
anterior à destruição da Atlântida, quando o verdadeiro significado
dos símbolos, até então geralmente conhecido, tornou-se o privilégio
de alguns poucos iniciados. Um sacrifício humano anual, para ajudar a
colheita, era um rito genérico entre todas as tribos agricultoras da
Europa e da Ásia Menor há cinco mil anos atrás; e mesmo nos
primórdios do Romanismo ainda era praticado por tribos indo-
européias. O sacrificado era, originalmente, o rei da tribo; reinava
durante o ano, e era executado nos Ritos da Primavera, ou Páscoa (em
ingles Easter, corruptela de Ishtar). Era tratado como encarnação do
deus tribal, e adorado até o momento de sua morte. Com seu sangue os
campos de cultivo eram salpicados; sua carne era comida por nobres e
sacerdotes; e o povo tinha de contentar-se em respirar a fumaça de
certas partes queimadas e oferecidas à divindade que ele havia
encarnado (estas partes variavam: algumas tribos queimavam os órgãos
sexuais, outras o coração).
   Eventualmente, com o desenvolvimento da inteligência, a fórmula
tornou-se mais conveniente para os reis: algum gênio tribal concebeu
a idéia de um vicário; e desde então, um rei substituto era
simbolicamente ungido para a ocasião, para ser sacrificado no lugar
do rei verdadeiro. Primeiro usaram voluntários, depois velhos e
doentes ou criancinhas, a seguir inimigos, e por último animais.
   Em muitas tribos os pais, em vez de se sacrificarem, sacrificavam
seus primogênitos (neste caso eram os pais os chefes ou patriarcas
das tribos). Na Bíblia, a história do primogênito de Abraão é uma
hábil fábula que marca a transição, entre os primeiros judeus, do
sacrifício dos primogênitos a Jeová para aquele dos bodes expiatórios.
   Sacrifícios humanos, acompanhados de antropofagia ritual, eram
costume no continente indoeuropeu, na Austrália, no continente
africano e no Novo Mundo. A presença universal de tal rito, numa
época em que a arte da navegação era praticamente nula, indica uma
origem comum na Antiguidade, Esta foi a Atlantida, se bem que o
senhor deva notar que seus habitantes não praticavam sacrifícios
humanos. Foi precisamente a destruição desta civilização (devida não
a "castigo divino", mas a um dos grandes movimentos periódicos da
crosta terrestre a intervalos de vinte mil anos) que, havendo deixado
apenas algumas colônias em outras terras, resultou na volta à
barbárie que ali ocorreu quando o símbolos passaram a ser
interpretados da forma mais grosseira. Alguns mais avançados da
cultura atlante mantiveram o verdadeiro significado. Entre eles, o
Egípto, onde os Mistérios Menores ( de Isis e Osíris ) eram
celebrados com pleno conhecimento de seu significado verdadeiro (é
suficiente que o senhor recorde que no Livro dos Mortos a alma do
morto ou da morta é sempre chamada Osíris), e os Mistérios Maiores (
de Nuit-Hadit-Hoor ) preservados com o máximo segredo.
   Foi do Egito que veio a Corrente de Osíris, a qual, devido à
diversidade de povos e línguas, e às dificuldades de comunicação no
plano material, manifestou-se em pontos diferentes do continente
indoeuropeu sob formas diversas, embora seguindo sempre a fórmula do
Deus sacrificado. A corrente começou aproximadamente no ano 500 A.C.
Um estático da Ásia Menor, cujas aventuras tornaram-se lendárias, e
que eventualmente ficou conhecido pelo nome de Diôniso, viajou pela
Grécia, Ásia Menor e India, ensinando a nova fórmula de Iniciação
Racial. Este iniciado, o original verdadeiro do "Jesús Cristo"
evangélico, foi um filho espiritual de Krishna, ou antes, de Vishnu,
de quem foi Krishna o principal avatar; e sua Palavra era INRI, que é
uma modificação da Palavra de Krishna, AUM. Citamos aqui o Capítulo
71 de LIBER ALEPH, um dos mais profundos trabalhos do Mestre Therion:
"Krishna tem inumeráveis nomes e formas, e não conheço seu verdadeiro
Nascimento humano. Pois sua Fórmula é de alta Antiguidade. Mas Sua
Palavra espalhou- se por muitas terras, e hoje a conhecemos como INRI
com o IAO secreto aí oculto. E o significado desta Palavra é a
Maneira de Trabalho da Natureza em Suas Mutações: isto é, é a Fórmula
de Magia pela qual todas as Coisas se reproduzem e recriam a si
mesmas. Porém, esta Extensão e Especialização foi antes a Palavra de
Diôniso; pois a verdadeira Palavra de Krishna era AUM(OM), implicando
antes numa asserção da Verdade da Natureza do que numa Instrução
prática sobre Operações Detalhadas de Magia. Mas Diôniso, pela
palavra INRI, estabeleceu a fundação de toda Ciência, da forma como
hoje entendemos a palavra Ciência em seu senso particular, ou seja, o
de causar a Natureza externa a mudar em Harmonia com nossas Vontades."
   Este Iniciado, cujo nome carnal é hoje desconhecido, mas que
conhecemos por Diôniso (o qual pode ter sido seu nome, pois se tornou
bastante comum na Ásia e na Grécia depois de sua morte), viveu e
trabalhou aproximadamente quinhentos anos antes da assim-chamada "era
cristã". Foi mencionado por um dos profetas judeus -- Isaias -- em
várias passagens do Livro de Isaías. Estas eram estudadas com
veneração profunda pelos velhos Essênios, que sabiam do seu sentido
oculto. A passagem principal é citada aqui (parênteses meus):

   "Quem acreditou em nossa pregação? A quem foi mostrado o braço de
Adonai? (braço é um eufemismo para o falo, o órgão material do Verbo.
Coxa, braço, quafril, chifre, etc., são eufemismos para penis, usados
tanto no Novo quanto no Velho Testamento para apaziguar as mentes
prurientes dos tradutores que, projetando seus próprios traumas
psíquicos, acharam que o povo ficaria chocado ao ouvir uma pica
chamada de pica. Este tipo de "censura bem intencionada" ainda hoje é
praticado: os cristãos todos parecem achar-se capazes de "proteger a
virtude" de seus semelhantes! ) . Porque foi subindo como um rebento
novo ( ou seja, como uma Palavra nova, necessariamente mal-entendida
e temida a princípio) perante Ele, e sua raiz em uma terra seca; não
tinha presença nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza tinha ele
que nos agradasse.
   "Foi desprezado, o mais rejeitado entre os homens; homem que
sofrera, e sabia o que é padecer; como um de quem os homens se
desviam, foi desprezado, e dele não fizemos caso.
   "Em verdade ele tomou sobre si nossas mazelas; as nossas dores
carregou sobre si; e por isto o considerávamos, aflito, ferido de
Deus, e opresso;
   "Ele foi golpeado, mas por nossas transgressões; moído, mas por
nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz caíu sobre ele, e
pelas suas pisaduras nós fomos sarados.
   "Andávamos todos desgarrados, como ovelhas; cada um se desviava do
caminho, mas Adonai fez caír sobre ele a iniquidade de nós todos".
   "Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro
foi levado ao matadouro; e como ovelha, muda perante seus
tosquiadores, manteve silêncio.
   "Por decreto tirânico nos foi arrebatado, e sua linhagem, quem
dela cogitou? Pois ele foi cortado da terra dos vivos; por causa da
transgressão do meu povo foi ele ferido.
   "Deram-lhe sepultura com os perversos, mas com o rico habitou em
sua morte; pois nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua
boca.
   "Todavia, a Adonai agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando ele
deu a sua alma (a Vulgata tem der , para sugerir que isto é uma
profecia sobre -- claro -- "Jesús Cristo") como oferta pelo pecado,
viu a sua posteridade ( isto é, seus filhos mágicos ) e prolongará
seus dias; a vontade de Adonai prosperará em sua mãos.
   "Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará
satisfeito; o meu Servo, o Justo, com a sua compreensão ( isto é,
Binah; a "entrega da alma" corresponde à Passagem do Abismo )
justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.
   "Por isso eu lhe darei muitos como a sua parte ( isto é, como seus
discípulos ), e com os poderosos (isto é, os Reis ou Potestades --
uma das hierarquias celestiais ) repartirá ele os despojos; porquanto
derramou a sua alma ( isto é, o seu sangue -- vinho de IAO -- na Taça
de BABALON, que contém o sangue dos santos ) na morte; foi contado
com os transgressores ( isto é, considerado malígno ); contudo levou
sobre si os pecados de muitos, e pelos transgressores ( isto é, os
malígnos entre os quais foi contado, os quais eram na realidade os
que o condenavam ) intercedeu."

LIVRO DE ISAÍAS, III, vv. 1 - 12.

   Talvez o senhor compreenda melhor o acima se eu citar aqui alguns
raros versos de um dos Livros Santos de Télema:

   "46. Ó meu Deus, mas o amor em Me rebenta sobre os laços de Espaço
e Tempo; meu amor é derramado entre aqueles que não amam o amor.
   "47. Meu vinho é servido àqueles que nunca provaram vinho.
   "48. Os fumos dele os intoxicarão, e o vigor do meu amor
engendrará bebês pujantes em suas virgens."

LIBER VII, vii, vv. 46 - 48.

   Há certos segredos iniciáticos, Dr. G., que não podem ser
revelados pela simples razão que apenas aqueles que os experimentaram
em si mesmos são capazes de compreender referências a eles feitas.
Portanto limitar-me-ei a dizer que a história simples contada nos
versos de Isaías descreve a carreira de todo Adepto Cristão. Isto, em
teoria, seria também a história de todo maçon do grau 33º; mas na
prática, embora não tenham os srs. perdido a Palavra, mantêm a letra
mas não o espírito. Os senhores maçons caíram bem aquém do que era
intencionado por seu sistema -- isto principalmente devido ao
constante ataque da Igreja de Roma.
   Os patriarcas romanos-alexandrino s que escreveram o Novo
Testamento copiaram palavras de verdadeiros Iniciados; resulta que,
encerradas em seus evangelhos adulterados, ainda há várias chaves que
aqueles que "tiverem ouvidos de ouvir" (isto é, percepção espiritual:
o sentido da audição corresponde ao Akasha hindu, o Elemento do
Espírito) podem usar para encontrar a Medicina Universal e o Elixir
da Vida ...
   No entanto, os romanos-alexandrino s erraram tristemente ao tentar
usar de métodos profanos para expandir um cristianismo viciado por
interpretações dogmáticas e ambições temporais de poder político e
financeiro. Falharam por não fazerem o preconizado por Jonas aos
essênios: "Dar a Cesar o que é de César e a Deus o que é de Deus."
Invariavelmente, quando quer que na história da humanidade um sistema
de teurgia é conspurcado e se torna uma religião organizada, sofrem
os elos entre o sistema e sua fonte espiritual. Os planos não podem
ser misturados, e acreditando- se movidos pelas melhores intenções, os
romanos-alexandrino s foram na verdade impelidos por vaidade e
orgulho -- sentimentos enraizados no ego, precisamente a faculdade
que o homem deve destruir na passagem do Abismo.
   O resultado foi que, perdendo contato com o Logos do Aeon de
Osíris, a igreja romano-alexandrina tornou-se instrumento de forças
demoníacas -- isto é, de forças ilusórias, egóicas -- e deu-se desde
então a erros espantosos, a crueldades indizíveis.
   Consequentemente, os verdadeiros cristãos retiraram-se daquela
igreja no momento mesmo em que ela triunfava sobre suas "rivais"
gnósticas e essênias, e aliava-se aos príncipes do mal deste mundo.
Retiraram-se, e silenciosamente continuaram seu trabalho através de
todo o abuso e perseguição que se seguiram; e eventualmente, para
contrafazer mais eficientemente os efeitos da Grande Feitiçaria,
criaram a Maçonaria.
   O senhor sabe, é claro, que o Rito Antigo, ou melhor, a Grande
Loja da Inglaterra, foi organizada ( e o Rito inteiro reformado ) por
um certo Elias Ashmole, judeu, e Irmão da R.C. A R.C. (que só existe
neste mundo com este nome desde que o grande iniciado que se ocultou
sob o nome de "Cristian Rosenkreutz" começou o movimento que resultou
na Renascença, na Reforma e nas revoluções Francesa e Americana ) é
responsável pelo Mistério do Logos -- o Mistério do cristo. É tarefa
dela zelar para que este Mistério jamais seja perdido pela
humanidade. Quando quer que, por erros humanos, por oscilações do
karma terrestre, ou pelas leis do acaso, a transmissão da Palavra e
do Sinal (isto é, a sucessão apostólica) é ameaçada, é a R.C., sob um
de seus muitos véus (ela nunca usa abertamente o nome de R.C.!),
através de um ou mais de seus Irmãos, que lembra a humanidade o
significado espiritual da Encarnação; da promessa da Ressurreição; da
Grande Obra, isto é: o estabelecimento do Reino de Deus sobre a Terra.
   A R.C. nunca interfere de forma alguma com a organização ou
direção de ritos maçônicos; nem seus Adeptos, necessáriamente,
ingressam em tais ritos. Apenas, informação em quantidades
suficientes é outorgada, e fontes de pesquisa são sugeridas ao exame
dos maçons, para que o significado espiritual dos ritos seja
reestabelecido pelos próprios maçons.
   A R.C. está abaixo do Abismo: a Grande Ordem que não tem nome é
simbolizada pelo Olho no Triângulo, e este é o Collegium Summum, ou a
S.S., da A.·.A.·.
   A A.·.A.·. é apenas uma das Fraternidades Iniciáticas, e abaixo do
Abismo é das mais novas. Foi organizada em sua forma presente na
primeira década deste século.
   Quanto à S.S., é a mesma para todas as fraternidades iniciáticas.
Isto é fonte de surpresa, às vezes, para iniciados de graus mais
baixos, pois, chegando a certas consecuções, verificam que Mestres
que pareceram pregar doutrinas completamente opostas ( como, por
exemplo, Maomé e Jonas ) estão sentados lado a lado no Areópago dos
Adeptos.
   Recapitulando:
   Quem é "São João Batista"? É Jonas, Ionas, Jon, Johannes, João, o
Mestre de retidão dos essênios, cujos sermões são postos nos
Evangelhos na boca de "Jesús".
   Quem é "Jesús"? É qualquer indivíduo que tenha atingido o
Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião, o Paracleto.
   Quem é "Jesús Cristo"? É o nome dado pelos Romano-Alexandrinos à
sua versão fictícia do Logos do Aeon de Osíris, cuja Palavra foi
INRI, e a quem Nós conhecemos por Diôniso.
   Quem é o "Pai" a quem "Jesús" sempre se refere nos Evangelhos? É o
Logos, a LVX, o Verbo, cuja Sephira é Chokmah, o Primogênito de
Kether.
   Quem é o Cristo? Tecnicamente é todo e qualquer Adepto, desde que,
no simbolismo grego, o nome corresponde ao essênio Jeheshua; mas na
prática o título é usado para designar o LOGOS AIONOS.
   Do ponto de vista místico, "ninguém atinge o Pai a não ser pelo
Filho"; consequentemente, desde que todo Adepto Cristão é uma
Encarnação do Verbo, a distinção entre o Cristo Solar e o Cristo
Interno é mera ilusão do profano. Ego sum qui sum, diz o Iniciado:
AHIH, EU SOU O QUE SOU.
   Quando Aleister Crowley estava sendo "julgado" (foi nesta ocasião
que o juiz presidindo o chamou de "o pior homem do mundo"), o
promotor lhe perguntou: "Não é verdade que o senhor se chama a si
mesmo de A Besta do Apocalipse?"
   Crowley, que já estava acostumado a esperar o pior de seus
semelhantes, respondeu com a paciência e agudeza de humor que lhe
eram característicos: "Esse nome significa apenas O Sol. O senhor
pode me chamar de Raio-de-Sol, se quizer."
   Isto é: chamá-lo de Adepto, ou seja, Jeheshua, ou seja, Maçon 33º,
Dr. G.: Sol em miniatura, isto é, Tiphareth...
   Esta confusão entre o Adepto e seu Pai aparece até em "João
Batista", quando ele diz: "Eu sou a Voz (ou seja, o Verbo) que clama
no Deserto ( isto é, no Abismo)."
   O mais antigo símbolo conhecido para o Logos é o Olho dos
Egípcios; e o Olho está no Abismo; este é o Olho no triângulo, e este
é o verdadeiro Baphomet, o Chefe Secreto de todos os maçons.

   Abaixo do Abismo, Ele é representado por dois Adeptos, um do Pilar
Branco, o outro do Pilar Negro. O do Pilar Branco é o Adepto Exempto,
e ele promulga a Lei; o do Pilar Negro é o Adepto Maior, e ele faz
com que as promulgações do Adepto Exempto sejam cumpridas.
   Os judeus, depois que pararam de sacrificar primogênitos, tinham
dois bodes sagrados para os festivais, um branco e outro negro. O
branco era sacrificado a IAO ( o nome mais antigo de Jeová); o negro,
carregado com as maldições dos sacerdotes, era impelido para o
deserto...
   Compreende o senhor melhor agora, Dr. G., por que razão a Sala dos
Maçons é chamada a Sala do Bode Preto?
   O Olho no Abismo é o Olho do Sol, o Olho de Hoor, que, por certas
razões ocultas, é identificado com o anus. É por isto que se dizia,
dos iniciados de Satã, que eles "beijavam o anus de um bode
preto".... No Egito antigo, em certo ritual onde cada parte do corpo
do Iniciado era colocada em relação com cada parte correspondente de
algum ser divino, o Iniciado dizia em dado momento: "Minhas nádegas
são as Nádegas do Olho de Hoor."
   Mas quem diabo -- perdoe o trocadilho -- é na verdade este notório
Satã que os padres romanos nos acusam de adorar, e a quem eles culpam
por seus fracassos (ao invés de culparem a sua estupidez
preconceituosa) ?
   Quando a Igreja Romana começou a "catequização" das províncias,
encontrou continuamente deuses locais. Aprendendo as peripécias
lendárias de tais deuses, os engenhosos padres romanos fabricavam
um "santo" com as mesmas proezas, e diziam aos ignorantes
pagãos: "Esse seu deus não é mais que um demônio que tenta lhes
desviar de Nosso Senhor Jesús Cristo, e para este fim imita as
façanhas de nosso amado mártir Fulano. E se vocês não me acreditam,
ouçam a história da vida de nosso santo mártir..."
   Desta forma, a Igreja Romana assimilou em sua liturgia um panteão
inteiro de deuses pagãos que eram transformados em santos e santas e
mártires imaginários -- os únicos mártires cristãos do início do
cristianismo foram os essênios e os gnósticos, a quem os romanos-
alexandrinos acusaram, caluniaram, e denunciaram aos imperadores.
Exemplos: aqueles que adoravam o Cristo sob a forma de um asno (
Príapus ), os que adoravam o Cristo sob a forma de um peixe (
Oannes ); os que adoravam o Cristo sob seu nome de Baco ou Diôniso...
   Mas houve um deus pagão que os romanos não conseguiram absorver,
porque suas peripécias eram por demais virís para serem atribuídas a
um "santo romano", que era necessariamente um castrado, no corpo ou
no espírito. Por outro lado, seus ritos eram tão vitais, tão
universalmente populares nas províncias, que era impossível esperar
que o povo o esquecesse: depois de seis séculos de tirania romano-
alexandrina, ele ainda era conhecido e adorado: o deus PÃ, o deus de
chifres e de cascos de bode...
   Portanto, não podendo fazer dele um santo, Dr.G.'fizeram dele o
diabo.
   Uma profusão de dados sobre tudo o que foi escrito acima pode ser
encontrado nos seguintes livros:

THE GOD OF THE WITCHES, de Margaret Murray
O LIVRO DOS MORTOS, trauzido do egípcio por Sir Wallis Budge.
THE GOLDEN BOUGH, de Sir James Frazer, na edição completa em vários
volumes. Neste trabalho monumental o senhor encontrará um estudo
detalhado dos deuses pagãos tornados em "santos" e "mártires" do
calendário romano...


   Mas voltando ao deus PÃ: a igreja Romana lutou contra os ritos
deste deus durante vários séculos. Os festivais de Pã eram
orgiásticos -- daí sua popularidade -- e celebrados nos Equinócios e
Solstícios. Eventualmente, a Igreja Romana foi forçada a incorporar
estes rituais em sua liturgia, visto ser impossível eliminá-los; e
sabiamente fez deles os festivais mais importantes do culto a "Nosso
Senhor Jesus Cristo": a Páscoa ( com Corpus Christi ), o "Natal", o
dia de "São João Batista" e o dia de "São João Apóstolo".
Eventualmente, a reforma gregoriana mudou o "Natal", que a princípio
era oscilável como a Páscoa e Corpus Christi, e caía no Solstício; e
tendo finalmente absorvido o rito orgiástico que então tinha lugar,
os padres fixaram a data de 25 de dezembro (dava muito na vista, um
aniversário oscilante... ). Então os católicos romanos, seus derivados
posteriores e muitas ordens ocultistas espúreas celebram nessa data
a "ressurreição" ou "nascimento" do Sol: isto porque o solstício de
inverno é o momento em que o Sol, tendo alcançado seu máximo declínio
meridional na eclítica, começa sua volta para o Norte, levando o
calor que renovará a vida da vegetação na Primavera.
   Mas, do ponto de vista iniciático, quem era este Pã?
   Como qualquer deus de toda e qualquer terra em todo e qualquer
período da história do mundo, era uma das formas pelas quais ou o Sol
espiritual, que é o Pai verdadeiro, ou o seu primogênito, que é
a "Bêsta", são adorados. Esta Besta varia segundo a precessão dos
equinócios, pois o Equinócio de Primavera se move ( devido ao
deslocamento de ponto vernal ) de signo para signo no Zodíaco
aproximadamente em cada dois mil e quinhentos anos; e no Zodíaco os
signos são alternadamente representados sob a forma humana e animal.
   No Aeon Passado, os pontos vernais caíam respectivamente em Virgo
e Pisces, a Virgem e o Peixe; no que lhe antecedeu, caíam em Áries e
Libra, o Carneiro e a Justiça (a mulher com a espada e a balança dos
romanos antigos); no presente os pontos vernais caem em Aquarius, ou
seja, a Mulher com a Taça (BABALON) e em Leo, ou seja, a Grande Besta
Selvagem (THERION).
   O deus Pã é simplesmente a fórmula do Logos que data do Aeon de
Câncer- Capricórneo. Aí está o "diabo" dos padres romanos reduzido a
suas verdadeiras proporções. Reduzido?... Bem, é uma questão de ponto
de vista...
   Não podemos nos aprofundar nesta questão do deus Pã, nem no
simbolismo dos chifres, nem mesmo na história completa da luta da
Igreja Romana contra o culto do "Diabo"; um culto que, diga-se de
passagem, Roma jamais conseguiu destruir, a despeito de seus esforços
sinistros. O senhor encontrará os dados fundamentais para tal estudo
num livro precioso, publicado pela primeira vez no Século XVIII, mas
recentemente republicado nos Estados Unidos e Inglaterra:

TWO ESSAYS ON THE WORSHIP OF PRIAPUS, de Payne Knight.

Limitar-nos- emos a dizer aqui que este era o deus adorado
por "bruxos" e "feiticeiros" , que preservaram seus ritos orgiásticos
apesar de toda a perseguição implacável, das calúnias absurdas e do
terrível risco de tortura e morte na fogueira, alem de outras
punições impostas pela Igreja de Roma não só na Idade Média como até
ao Século XVIII -- e que só não são impostas até hoje devido ao
trabalho paciente e silencioso dos maçons, representantes dos
verdadeiros cristãos...
   Depois que Romanos e Alexandrinos estabeleceram seu domínio
teológico no Concílio de Nicéia (disto falaremos depois) e
instituiram o dógma de "Jesus Cristo" como personagem histórico
e "única" encarnação do Verbo, os poucos essênios e gnósticos que
sobreviveram à "purgação" continuaram, sob o maior segredo, a
tradição pura e original dos Mistérios Menores do Egito e da Fórmula
de Diôniso.
   Várias vezes, no curso destes mil e quinhentos anos, os Iniciados
tentaram reconstituir abertamente os ensinamentos essênios e
gnósticos. Em toda ocasião em que isto aconteceu, a Igreja Romana
interveio com fúria demoníaca, assassinando homens, mulheres, velhos
e até criancinhas, sem a mínima compunção; ao ponto mesmo ( como no
caso dos Albigenses ) de capitães medievais, homens supostamente
embrutecidos pela violência das batalhas selvagens da época, terem
ficado tão fartos da chacina que foram perguntar ao papa se, por
ventura, não estariam exterminando inocentes com os culpados (essa
gente morria tão virtuosamente, o senhor compreende!) . E foi em tal
ocasião que o Bispo de Roma honrou a tradição cristã de sua igreja
com as seguintes palavras:
"Matai a todos; Deus distinguirá os seus."

   A matança, Dr. G.. incluía até recém-nascidos.

   E não é que se tratasse de fé cega, por parte do Bispo de Roma, na
crassa teologia do seu credo. Não é que ele acreditasse realmente na
existência de um "salvador" chamado "Jesus", e no fato dos Albigenses
serem "criaturas do Diabo". Não, DR. G., não havia sequer a
justificativa do fanatismo - se de justificativa podemos chamá-la -
pois os papas romanos sabem, e sempre souberam, que nunca houve
nenhum "Jesus Cristo!".
   Talvez lhe seja difícil crer no que digo? Pois lembre-se das
palavras históricas, proferidas num momento de descuido por um dos
mais cínicos e mais prósperos dos papas, Leão X:


"Quantum nobis prodeste haec fabula Christi!".

Ou seja: "Quanto nos ajuda esta fábula de Cristo!".


   O senhor deve se lembrar de que os documentos originais daquilo
que os Romanos chamavam de "Cristianismo" estão preservados na
Biblioteca Secreta, do Vaticano. É bastante simples para os
pouquíssimos prelados a quem a Cúria dá acesso aos documentos mais
antigos, verificarem onde acabam os fatos e começa a ficção.
   Creio que já falamos suficientemente da história passada da Igreja
de Roma. Não deve ser necessário que eu lhe lembre Joana D'Arc, nem
Gilles de Rais (contra o qual foram feitas as acusações mais
horrendas, mas contra o qual jamais apresentaram evidências - nem
sequer um ossinho! - das centenas de crianças que ele havia,
supostamente, sacrificado; e seus acusadores, e juizes, dividiram
entre si, seus consideráveis bens), nem os Templários, nem o
Imperador Frederico Hohenstaufen, nem João Huss, nem Michel Servent,
nem Henrique IV (assassinado por ordem dos Jesuítas), nem os Cátaros,
nem os Albigenses, nem os Huguenotes, nem os Judeus e Árabes de
Portugal e Espanha, nem os Gnósticos franceses, alemães, escoceses,
irlandeses e ingleses que foram chamados de "feiticeiros" e forçados
a confessar obscenidades sob torturas diabólicas, nem Cagliostro, nem
uma quantidade imensa de Maçons cujos ossos branquejam a estrada que
leva à Roma. Creio que, a um Maçon, não deve ser necessário falar
mais do passado dessa igreja infame.
   Falemos então do presente - desta época de "reforma" e do "Papa da
Paz". Mudou a Igreja de Roma?
   Dr. G., o senhor acha, certamente que essa propalada reforma
romana, que esse muito propagandizado concílio ecumênico, que as duas
bulas de João XXIII (na realidade João XXIV: houve uma época, entre
outras da história do papado, em que havia três papas. Um deles
chamou-se João XXIII, foi forçado a renunciar ao papado quando os
dois outros fizeram um pacto contra ele, e pouco após morreu
envenenado - por quem, deixamos ao senhor ponderar) - o senhor acha
que tudo isso fará da Igreja de Roma algo mais humano, mais próximo
de Deus e do Seu Logos?
   Muito bem; tenho diante de mim, neste instante em que lhe escrevo,
um catecismo católico romano chamado "Doutrina Cristã". É publicado
pelas Edições Paulinas e leva o nº. 1; é destinado, portanto, ao
condicionamento das mais tenras criancinhas. O senhor me disse que,
na sua opinião, a Igreja Romana era uma boa introdução à vida adulta
para crianças. Se assim é. Considere as seguintes passagens que
transcreverei desse livreto infame (os parênteses são meus):


   "Eu gosto do meu catecismo." (Auto-sugestã o inconsciente) .
   "O catecismo me ensina o caminho do céu."(Do outro lado, o
inferno).
   "O caminho do céu é: conhecer a Deus"(pela boca dos padres), "amar
a Deus" (de acordo com a definição de "amor" por parte dos homens que
evitam todas as manifestações sadias desse sentimento), "e obedecer a
Deus"(pela boca dos padres, seus únicos representantes legítimos; os
demais são servos do diabo, e se alguém tentar definir por si mesmo a
obediência a Deus, esse alguém na Idade Média era queimado vivo, e
hoje em dia é culpado de orgulho, um dos pecados mortais).
   "Eu irei sempre ao catecismo para conhecer o caminho do céu" (a
ameaça velada é que, se a criança não for ao catecismo para aprender
o caminho do céu, acabará no inferno).
   "Estudarei sempre direitinho o meu catecismo"(e há quem diga que
os comunistas inventaram a lavagem cerebral!).
   Isto, apenas como introdução. Seguem-se as seguintes
notáveis "verdades":
   "Jesus morreu na cruz para nos salvar" (falsidade histórica; mas a
implicação dogmática é que, desde que somos criaturas condenadas ao
inferno desde o nascimento não fosse por "Jesus", precisamos, mesmo
na infância, de salvação. Que distância entre isto e "Deixai virem a
mim as criancinhas, pois delas é o reino dos céus...".
   "As criancinhas gostam muito de Nossa Senhora" (se isto fosse uma
cartilha usa, e em vez de "Nossa Senhora" estivesse Lênin, nós
chamaríamos este tipo de propaganda de atentado contra a mente
humana; no entanto, Lênin, pelo menos, realmente existiu!...)
   "Nossa Senhora é a mãe de Jesus". (De fato, BABALON é a Mãe de
Adepto; mas não é assim que eles interpretam! ...)
   Mais adiante, o "Credo", com a nota: "O Credo é o resumo da
religião que Jesus nos ensinou."
   Isto é uma mentira deslavada, pois nem Jon nem Dioniso, os
originais de "Jesus Cristo" evangélico, ensinaram religiões. Buda não
pregou o Budismo, nem Lao-Tsé o Taoísmo, nem Maomé o Islamismo;
nenhum guia espiritual de vulto estabeleceu qualquer dogma formal,
com exceção de Moisés; e ele, ao menos, tinha a desculpa de precisar
criar uma cultura do nada, de fazer uma nação daquela multidão de ex-
escravos superticiosos e rebeldes que o seguia. São sempre os
sucessores dos Magos (diga-se de passagem, os falsos sucessores) que
organizam religiões e dissociam o Espírito da Letra, mais cedo mais
tarde comportando- se de forma completamente oposta àquela recomendada
pelo Instrutor.
   No entanto, no caso presente, a mentira é dupla; pois além do fato
de que Jon não deixou "religião" a ser seguida, o Credo de Nicéia,
que é o credo a que o catecismo em questão se refere, não era sequer
um sumário da religião que começava a se cristalizar em redor dos
ensinamentos de Jon. Este credo era antes um códice dos dogmas que os
Romano- Alexandrinos consideravam essenciais ao estabelecimento de
sua dominação política, material, temporal, sobre as muitas
congregações - igrejas - fundadas na Ásia Menor e na península romana
por seguidores e discípulos de Jon, cada qual com variações de
doutrina e temperamento determinadas por condições locais e
idiossincrasias do discípulo fundador. Estes discípulos foram os
originais dos "apóstolos" dos "Atos" (os "Atos" são uma antologia
cuidadosamente censurada; e deturpada pela introdução de incidentes e
nomes altamente imaginários, de alguns dos discípulos de Jon. As mais
gritantes falsidades lá se encontram misturadas a fatos históricos. O
propósito de tais falsificações foi a afirmação da autoridade da
Igreja Romana, a qual, longe de ser a mais velha das igrejas Cristãs,
era a mais nova e certamente a menos Cristã, de todas. Um exemplo
interessante é "Simão Pedro", que é o mesmo "Simão o Mago" que a ele
se opõe nos Atos... Era um Gnóstico a quem a Igreja Romana teve que
atribuir a sua fundação, pois ele pregara em Roma e era
universalmente respeitado por todas as congregações; mas ao mesmo
tempo, teve que ser atacado devido as doutrinas que tinha em comum
com os Gnósticos Gregos e os Essênios Hebreus. "Pedro" e "Paulo" são,
possivelmente a mesma pessoa, mas só pesquisas futuras, empreendidas
por investigadores sem preconceitos que tenham acesso a verdadeira
documentação, poderão esclarecer tal ponto). A história da maneira
pela qual os Romano-Alexandrinos forçaram o Concílio de Nicéia a
votar neste Credo é um pântano de horrores. Tal era a situação que os
patriarcas visitantes não ousavam andar pelas ruas de Nicéia, Roma ou
Alexandria, sem terem ao menos uma dúzia de guarda-costas, por medo
de serem assassinados por ordem dos patriarcas Romano-Alexandrinos .
(Vide OUTLINES ON THE ORIGIN OF DOGMA, DECLINE AND FALL OF THE ROMAN
EMPIRE e LA MESSE ET SES MYSTERES para uma discussão detalhada deste
assunto).
   Mas examinemos esse "resumo da religião que Jesus nos ensinou"!
   "Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra..."
(Já começa deturpado, pois o "Pai" a quem Jon se refere em seus
sermões era Dionísio, o Logos do Aeon, o pai espiritual de Jon. O
Criador do Céu e da Terra" era, na verdade, "Criadores", no plural. A
Gênese, um trabalho cabalístico, é sempre mal traduzida. Os "Elohim",
criadores do céu e da terra, eram literalmente "deuses macho-fêmea",
ou seja, uma hoste divina andrógina. Então, o senhor talvez
perguntará, quem era Jeová? Era o Pai de Moisés, da mesma forma que
Dionísio era o Pai de Jon!...) Mas continuemos:
   "...e em Jesus Cristo, um só seu filho, Nosso Senhor..." (Estas
dez palavras causaram mais mortes no Concílio de Nicéia do que
quaisquer outras. Houve ocasiões em que patriarcas Romano-
Alexandrinos provocaram com insultos pessoais outros patriarcas que
se opunham a este "um só seu filho" ou a este "Nosso Senhor" até que
os ofendidos reagissem - e fossem imediatamente apunhalados por
assassinos previamente instruídos. Quanto a parte de "Jesus Cristo"
ninguém a ela se opôs seriamente, visto que os verdadeiros
Iniciadores Cristãos nem sequer se deram ao trabalho de ir ao
Concílio, sabendo tratar-se de caso fraudulento, como quaisquer
outros concílios convocados pelos Romano-Alexandrinos antes ou depois
deste. Os Iniciados Cristãos já começavam a organizar (prevendo a
necessidade premente que para eles haveria) as irmandades secretas
que apareceriam abertamente na Idade Média, como Franco-Maçonaria - o
grêmio maçon que construiu as grandes catedrais Góticas. Esses franco-
maçons formavam uma classe social a parte, pois, não sendo nobres nem
padres, nem militares, não eram camponeses ou vassalos, tampouco. A
Igreja Romana os protegia porque deles precisava para a construção -
sendo ela, até hoje, incapaz de construir coisa alguma... E foi
através dessas associações de pedreiros que o verdadeiro Cristianismo
foi transmitido de reino a reino, de cidade a cidade, e isto,
ironicamente, sob a proteção dos romanos... Veja-se THE ARCANE
SCHOOLS, ou qualquer bom compêndio de história da maçonaria para
maiores detalhes).
   "...o qual foi concebido do Espírito Santo..." (Outra fonte de
muitos assassinatos foi este dogma. Sobre ele não faremos
comentários: padres romanos certamente lerão esta carta, e não temos
qualquer intenção de dar a eles quaisquer dados sobre a natureza do
Espírito Santo. Já que eles o invocam tanto, devem saber o que Ele
é!...)
   "...nasceu da Virgem Maria..." (esta Virgem Maria é também a
Grande Puta do Apocalipse. É a Grande puta porque Ela se dá a tudo o
que vive; e é a Virgem porque permanece intocada por tudo a que se
entrega. Quem é Ela? É a Casa de Deus, a Natureza, a Grande Mãe, e as
leis naturais são as únicas leis realmente divinas... Ísis-Urânia,
NUIT, Nossa Senhora das Estrelas, é a concepção dessa Mãe Grande e
Eterna, copulando desavergonhadamente e avidamente com todas as suas
criaturas, pois em cada uma delas Seu Senhor se manifesta e A ocupa.
É também a mais alta e mais verdadeira forma de PÃ. A Ísis
eternamente inviolada e esta Virgem Imaculada, e as imagens de Virgem
com o Menino Jesus nas Igrejas Romanas são cópias das múltiplas
imagens de Ísis com o Menino Hoor, que podem ser examinadas na seção
de Egiptologia de qualquer museu).
   "...padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos..."( pessoa altamente
questionável esse Pôncio Pilatos, do ponto de vista histórico.
Recentemente foram "descobertas" e "reveladas" nos E.U.A umas "cartas
da mulher de Pilatos a uma amiga". Estas relatam como a vida do casal
tornou-se puro melodrama depois de haverem lavado as mãos no
caso "Cristo Jesus". Mais conversa fiada jesuítica, sem dúvida...)
   "...foi crucificado, morto e sepultado, desceu aos infernos, ao
terceiro dia ressurgiu dos mortos, está sentado a mão de Deus Pai
Todo Poderoso donde há de vir julgar os vivos e os mortos" (Tudo isto
tem um significado esotérico, e é verdade de todo Cristo, de todo
Adepto; mas os padres de Roma profanam estes símbolos quando os
interpretam da forma mais crassa).
   "Creio no Espírito Santo... (eles nem sabem o que Ele é, não tendo
merecido Sua presença sequer uma vez, ao longo de mil e seiscentos
anos!)
   "...na Santa Igreja Católica... " (esta é a única e verdadeira
Igreja acima do Abismo, e inclui todos os cultos dos homens; mas os
padres romanos querem aludir, naturalmente a igreja de Roma).
   "...na remissão dos pecados..."( esta "remissão dos pecados", que
faz da humanidade uma raça suja e maldita é, de todas as blasfêmias
deste credo, a menos perdoável. Esta é precisamente a razão pela qual
a Igreja de Roma nunca mereceu a manifestação do Espírito Santo!)
   "...na ressurreição da carne..." (isto se refere a doutrina da
regeneração, isto é, da Medicina Universal; mas tendo este e outros
segredos do Cristianismo primitivo sido perdido pelos romanos, eles
interpretam esta frase da forma mais grosseira. Veja-se o RITUAL DA
MAÇONARIA EGÍPCIA de Cagliostro para maiores detalhes.)
   "...na vida Eterna..."(isto se refere ao Elixir da Vida, novamente
mal interpretado) .
   "...Amém".
   Agora, por favor, atente bem para esta passagem que se segue:
   "Um dia, alguns anjos fizeram pecado." (Mais adiante explicam o
que é pecado.)
   "Os anjos maus são chamados demônios."
   "Os anjos maus foram para o inferno." (É necessário que haja
inferno. Pondere como essas criancinhas eram felizes, sem saberem que
havia inferno antes de entrarem em contacto com a Igreja de Roma!...)
   "Para que Deus nos criou? Deus nos criou para conhecê-Lo... (na
versão de Roma)
   "...para amá-lo e serví-lo neste mundo... (os pais têm filhos
porque precisam de admiradores e escravos, nenhum ser sobrehumano
poderia ter outra motivação...)
   "... e depois ir com Ele ao Céu." (todo cachorro bem treinado
merece uma recompensa)
   Convenhamos: a versão romana do Criador mostra bem pouca
imaginação criadora!
   Mas a insensatez continua:

   "Adão e Eva eram felizes no Paraíso.
   "Um dia, porém, fizeram pecado.
   "Que é pecado?
   "O pecado é uma desobediência voluntária à lei de Deus ou LEI DA
IGREJA." (a ênfase é nossa. Note, por gentileza, que os astuciosos
roupetas estão duplamente assegurados: primeiro, porque foram eles
que escreveram "a lei de Deus"; segundo, porque são eles que escrevem
a lei da igreja!)
   "Jesus morreu na cruz para nos salvar do pecado." (eles nem sabem
mais o que é "Jesus", e nunca souberam o que é a Cruz)
   "Deus dá o prêmio aos bons e o castigo aos maus.
   "O prêmio para os bons é o céu.
   "O castigo para os maus é o inferno.
   "O céu e o inferno NÃO TERÃO FIM. (a ênfase é nossa. Deus não é
apenas destituído de imaginação, é também destituído de misericórdia,
para não falar em senso de humor. Este "Deus" é um demônio --- feito
à imagem daqueles que o promovem!)
   "Quem vai para o céu?
   "Vai para o céu quem morre sem pecado grave."
   Note que não é necessário ser virtuoso, alegre, corajoso, honrado,
para ir para o céu. As virtudes positivas não têm sentido para as
criancinhas "cristãs" à moda romana: é suficiente "morrer sem pecado
grave". Veja o senhor, no Apocalípse, o que o Amém tem a dizer à
Igreja em Laodicéia, Cap. III, vv. 14-22.
   "Quem vai para o inferno?
   "Vai para o inferno quem morre em pecado grave."
   Desta forma, os cavaleiros de Roma podem manter seu bolo e comê-lo
ao mesmo tempo. Se o senhor não é batizado ( por eles ) ao nascer,
está destinado ao menos ao purgatório (favor lembrar que o purgatório
é uma invenção relativamente recente, promulgada quando o povo
começou a reclamar que Roma mostrava pouca caridade para com os
homens: no começo, o inferno era a única alternativa para o céu). A
vida do senhor, do nascimento à morte, é completamente subordinada a
eles: comunhão, sacramento, confirmação, casamento, confissão....
Lembre-se, dr. G., que toda esta teologia que ameaça de tormento
eterno aos que não a aceitam, toda esta síndrome de repressão, de
escravidão psíquica e social, toda esta maquinação, está baseada nas
mentiras deliberadas e conscientes dos patriarcas de Roma e
Alexandria! Verdadeiramente, eles podem se gabar: "Quantum nobis
prodest haec fabula Christi!"
   Mas, infelizmente para eles, Dr. G., o Cristo não é uma fábula.


E o Verbo se fez carne, e habitou em nós.

Tu que és eu mesmo, além de tudo meu;
Sem natureza, inominado, ateu;
Que quando o mais se esfuma, ficas no crisol;
Tu que és o segredo e o coração do Sol;
Tu que és a escondida fonte do universo;
Tu solitário, real fogo no bastão imerso,
Sempre abrasando; tu que és a só semente;
De liberdade, vida, amor e luz, eternamente;
Tu, além da visão e da palavra;
Tu eu invoco, e assim meu fogo lavra!
Tu eu invoco, minha vida, meu farol,
Tu que és o segredo e o coração do Sol
E aquele arcano dos arcanos santo
Do qual eu sou veículo e sou manto
Demonstra teu terrível, doce brilho:
Aparece, como é lei, neste teu filho!

Os versos acima, Dr. G., foram escritos por Aleister Crowley,
o "pior homem do mundo" de acordo com a opinião dos padres que
organizaram a campanha difamatória que o seguiu por toda a vida.
Estes versos deveriam ser cantados com orgulho por todo Filho da Luz,
ou seja, por cada ser humano, cada Filho de Deus!
   O senhor ainda acha que a Igreja Romana pode ser encarregada, por
homens responsáveis, honrados e ajuizados, da educação de crianças?
   Dr. G., enquanto esta igreja não reconhecer publicamente seus
crimes contra Deus e a humanidade; enquanto não renunciar para sempre
a essa ameaça de inferno e a esse dógma de pecado com os quais forças
negativas, que se opõem à evolução da humanidade, tentam impedir ao
homem e à mulher que se tornem Deus por meio do ato sexual (veja o
Evangelho de "João", Cap. IV, vv. 13-16); enquanto ela for a
causadora de masturbação e autismo entre os seus assim-chamados
monges e freiras, em vez de permitir que se expressem livremente como
homossexuais (qual são frequentemente) ou como heterosexuais (qual
são algumas vezes); enquanto o Bispo de Roma não admitir que ele é um
entre muitos, e herdeiros de uma história acumulada de erros; em
suma, enquanto a Igreja de Romana existir (pois no dia em que
renunciar a todas as suas infâmias não será mais "Romana", mas
finalmente parte da verdadeira Igreja Católica, a Humanidade), a ela
se aplicam as palavras de Jon, o filho da Luz, copiadas por ela em
seus assim-chamados "Evangelhos" :
   "Cuidado com os falsos profetas, que a vós se mostram como
cordeiros, mas que internamente são lobos vorazes.
   "Pelos seus frutos os conhecereis.
   "Nem todo aquele que me diz Senhor! Senhor! entrará no reino dos
céus, mas só aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus.
   "Muitos, naquele dia, me dirão: Senhor! Senhor! Não temos nós
profetizado em Teu nome, não temos expelido demônios em Teu nome, e
em teu nome não realizamos muitos milagres?
   "Então eu lhes direi claramente: nunca vos conheci. Afastai-vos de
mim, vós que praticais a iniquiade." - Mateus", VIII, vv. 15-23.
   Francamente, Dr.G., não posso entender como um maçon, como um
homem sensato e honrado pode, por um momento, defender uma
instituição que é uma nódoa na história da humanidade. Nós,
verdadeiros herdeiros do Cristo, temos sido acusados de odiar a
Igreja de Roma. Sabe Deus que não a odiamos: nós a abominamos e
desprezamos com a intensidade devida àquilo que não só é vil em si
mesmo, como aviltante para tudo que é sagrado e valoroso no homem.
Dizem que o diabo corre da Igreja de Roma, e é verdade. Mas não é que
nós a temamos: ela nos enoja. É inútil proclamar o efeito maravilhoso
que o Romanismo tem exercido sobre a civilização ocidental. A verdade
é precisamente o oposto. Roma tem combatido toda reforma e todo
progresso a cada passo, aceitando-os apenas no último minuto, e então
fingindo -- aos incautos -- tê-los inventado. A renovação das artes,
das ciências, da liberdade humana, jamais veio de Roma; veio dos
maçons, dos árabes, dos judeus, da herança pagã redescoberta na
Renascença, dos protestantes alemães, franceses e ingleses, das
invasões dos piratas normandos e até das hordas de tártaros e turcos:
nunca de Roma.
   Considere a evidência histórica, Dr. G.! Durante mil anos, o
sistema feudal, tornado odioso justamente pelos abusos decorridos da
aliança da igreja com os senhores feudais, oprimiu a população da
Europa. Veio a reforma -- e em um século o sistema havia praticamente
desaparecido. A Inglaterra católica romana era uma ilhota
insignificante perdida no mapa da Europa: veio Henrique VIII,
expulsou os jesuítas, criou o Anglicanismo -- e em duas gerações a
Inglaterra derrotava a Espanha católica romana, tornava-se o maior
poder naval do mundo e estava prestes a construir um império mais
poderoso do que o dos Césares. A França decaíu com os Valois
católicos romanos: veio Henrique IV, protegeu os huguenotes, foi
assassinado por isto, mas em um século a França de Luis XIV
deslumbraria o mundo. Os protestantes colonizaram a América do Norte;
compare o progresso da civilização da América do Norte com a situação
das Américas Central e do Sul, colonizadas por padres jesuítas!
   Os países onde, no momento, prevalece o dógma romano, estão
atrasados de cinquenta a cem anos em progresso material, e
moralmente, em certa áreas, o atraso é de quinhentos a mil anos. Os
países protestantes têm sina muito melhor. Mas infelizmente, mesmo os
protestantes não estão livres da mancha do "pecado original" e do
complexo de culpa, como tampouco de crença na necessidade
de "salvação", já que usam os textos evangélicos fabricados pelos
romano-alexandrinos ; e não foi à toa que Ambrose Bierce, por muitos
considerado um dos maiores iniciados americanos, escreveu, como parte
da definição da palavra "cristão" em seu impagável e realista "O
Dicionário do Diabo":

"Sonhei-me no alto dum morro, e vejam só:
Em baixo, pias multidões, com ar de dó

Triste e devoto, andavam de cá para lá,
Domingadas em suas roupas de sabá,
Enquanto na igreja os sinos gemiam
Solenes, alertando os que em falta viviam.
Foi então que pessoa alta e magra eu vi
Vestida de branco, a olhar para ali
Com a face tranquila, suave, simbólica,
E os olhos repletos de luz melancólica.
'Deus te abençoe, estranho!' -- exclamei.
'Inda que, por teu diverso traje, bem sei
Que vens sem dúvida de longínquo cantão,
Espero sejas, como essa gente, cristão.'
Ele os olhos ergueu, com tão severo ardor
Que senti meu rosto a queimar de rubor,
E respondeu com desdém: 'Como! O que é isto?!
Eu um cristão? Na verdade não! Eu sou cristo.'"

   Se o senhor quiser ler um magnífico estudo psicológico do
Romanismo, leia "O Anticristo" de Nietzsche, e quando quer que o
senhor encontre escrita a palavra "cristão", substitua-a
por "católico romano". O senhor terá a Igreja de Roma exatamente como
é.
   Resumindo o conteúdo desta carta:
   Todos os homens são filhos de Deus. Todos os homens são capazes de
realizar sobre a terra o Reino dos Céus, que está dentro de nós.
Somos todos membros do Corpo de Deus, todos Templos do Espírito
Santo, e basta limpar o Templo -- o que não significa castrar- se
física ou psicologicamente! -- para que a Presença se manifeste.
   Não há nenhum "Jesús, Filho Único de Deus" para ser adorado; e
quaisquer pessoas que afirmem o contrário ou estão enganadas ou estão
enganando.
   Está escrito nos "Evangelhos" : Vós conhecereis a verdade, e a
verdade vos fará livres.
   E também está escrito, nos originais santos, blasfemados e traídos
pelas perpetrações romano-alexandrinas , que Jon olhou sorridente para
a multidão e, abrindo os braços, lhes bradou:

   "Vós sois o Caminho, a Ressurreição e a Vida!

   Pois é eternamente verdade que o Verbo se faz carne; e neste exato
momento, habita em nós.

Amor é a lei, amor sob vontade.

************ ********* ********* ********* ********* ********* ********* ********* ********* ********* *

 

NOTA BIBLIOGRÁFICA E ADDENDUM

   Esta carta foi originalmente escrita no dia 9 de julho de 1963
e.v., endereçada a um maçom osiriano, médico, o Dr. Luiz Gastão da
Costa e Souza, clinicando em Petrópolis, RJ. Foi-nos posteriormente
dito, por outro maçom osiriano e ex-aspirante, Euclydes Lacerda de
Almeida, que o Dr. Gastão cuidadosamente guardou a carta, mas se
absteve por completo de mostrá-la a outros maçons.
   Após o Primeiro de Abril de 1964 e.v., a carta foi copiada a
carbono pelo autor, e distribuída livremente nas ruas do Rio de
Janeiro a pessoas a quem ele se sentia impulsionado a entregá-la. A
segunda versão foi consideravelmente ampliada na parte bibliográfica
e histórica. O presente documento representa a terceira, e,
esperamos, final versão.
   A carta original terminava com os seguintes dizeres:
   "Doutor Gastão, este momento é dos mais graves da história da
humanidade. Dos quatro cantos do mundo, forças das mais hediondas,
das mais diabólicas, forças desalmadas se concentram em um ataque ao
Homem, a Deus, à Justiça e à Verdade. Os comunistas encarnam um dos
aspectos destas forças; as religiões organizadas do Aeon passado
encarnam outros. No momento presente, são pouquíssimos os homens que
conservam contacto com os planos espirituais; e no entanto eu levanto
a minha voz em profecia e lhe digo:

   Esta é a escuridão da Passagem dos Aeons.
   No Novo Aeon, serão os bodes que organizarão a Igreja.
   A maçonaria é a chave do Templo de Deus.
   Eu avisei o senhor quando nos vimos: se os maçons brasileiros
tentarem honestamente limpar a maçonaria das forças malignas que
tentam infiltrar-se nela; se eles se despertarem novamente para a
luta espiritual e para a luta cívica, eles terão todo o auxílio que
for necessário. O Olho ainda está no Triângulo. MAS SE VÓS FIZERDES
PACTOS COM DEMÔNIOS O OLHO SE FECHARÁ SOBRE VÓS.
   Não é possível ser maçon e ser católico romano.
   Não é possível ser marxista e ser maçon.
   Não é possível ser maçon sem ser cristão.
   Limpai as Lojas! Ou o Olho se fechará sobre vós.
   Calafatai as Lojas! Ou a energia espiritual que nelas se acumula
se escoará (esta é a razão pela qual o vosso segredo é a vossa força).
   Serví o Brasil antes de mais nada; acima de toda outra nação; sois
brasileiros, e o progresso como a caridade começa em casa.
Daí aos pobres do vosso excesso, mas não da vossa substância.
   Sede verdadeiros maçons: maçons dignos dos que vos precederam,
maçons dignos dos que fizeram a Independência, o Segundo Império e a
República.
   Nunca tenhais medo de lutar pela Verdade e pela Justiça, e perdoai
os vossos adversários mas vencei-os, antes! Não agradeçais à Igreja 
de Roma as concessões que ela vos "faz". Ó meus Irmãos pois como
homens, somos todos Irmãos essas "concessões", vós já as
conquistastes: não ouvis os gemidos de dor? Não vedes os oceanos de
sangue, não percebeis a legião de mártires maçônicos, não sentis
ainda o cheiro e o clarão das fogueiras? A Igreja de Roma nunca fez
concessões de ordem teológica a não ser por razões econômicas e
políticas; ela sempre se aliou aos tiranos contra os oprimidos, e
aliar-se-á aos marxistas, se necessário, para combater-vos; mas sede
fiéis ao olho e o olho vos servirá.
   Todo o progresso humano; toda lei humanitária; toda proteção à
ciência pura; toda tolerância religiosa que existe no mundo presente
foi o resultado do trabalho dos maçons! Nunca vos esqueçais disto!
Não deveis agradecer ao inimigo oculto aquilo que ele nunca te
concedeu, mas que vós conquistastes pelo sacrifício de muitos e pelo
paciente trabalho de incontáveis outros.
   Repito-vos: sede dignos do Olho, ou o Olho se fechará sobre vós."
   O Primeiro de Abril de 1964 e.v. não teria ocorrido se os maçons
tivessem cumprido as condições desta profecia. Em vez de fazer isto,
a maçonaria brasileira deu os seguintes passos para trás nos anos que
se seguiram a esta carta:


   1) - Dividiu a sua direção em duas facções antagônicas.
   2) - Permitiu a publicação em jornais de fotografias do interior
das Lojas, inclusive em funcionamento.
   3) - Promoveu declarações públicas de aliança com a Igreja de Roma.
   4) - Espionou-nos e cooperou em armar-nos ciladas e na busca por
desvendar os nossos "segredos". Infelizmente, não temos segredos.
Ponde um tratado sobre o cálculo tensorial nas mãos de um estudante
primário e deixai-o ler o livro a vontade: de nada lhe adiantará.
O "esoterismo" é uma farsa: verdadeiros segredos NÃO PODEM ser
revelados, pela simples razão que sem vivência é impossível
compreende-los, mesmo quando são explicados da forma mais simples e
mais franca.


   Devido ao desleixo ou a inércia dos maçons, a profecia da carta se
cumpriu e continua se cumprindo. Como consequência, a maçonaria
brasileira só está viva agora na O.T.O. e na Ordem de Télema. Nós não
reconhecemos nenhum movimento maçônico do Velho Aeon.
   A bom entendedor, meia palavra basta; aos maus entendedores,
milhares de discursos não surtirão efeito.
  

Não existe Lei além de faze o que tu queres.

 

Fraternalmente 
 
Marcelo Motta 




Prof. Aires Ortiz Carvalho




 
  •  
 



Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

#11205 From: "aloiziomonteiro" <aloiziomonteiro@...>
Date: Fri Nov 20, 2009 9:20 pm
Subject: Interpretações sem Lógica - II
aloiziomonteiro
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Veja-se o que está escrito no Quarto Evangelho:

Jo (11, 47-50):  "Que faremos?  Esse homem multiplica os milagres.  Se o
deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão a
nossa cidade e toda a nação".  Um deles, chamado Caifás, que era o sumo
sacerdote daquele ano, disse-lhes:  "Vós não entendeis nada!  Nem considerais
que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação".

O argumento ad populum de que "convém que morra um só homem pelo povo, e que não
pereça toda a nação", é falacioso e foi fundamentado na expressão antecedente
"se deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão
a nossa cidade e toda a nação".  De fato, a continuar Jesus fazendo milagres,
"todos crerão nele".  Contudo, a Lógica Aristotélica ensina que, da locução
inicial da expressão, não decorre a conseqüência de que "os romanos virão e
arruinarão a nossa cidade e toda a nação", nem muito menos a necessidade de que
"morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação".  Pois,

1. De qual fundamento da Lógica os fariseus tiraram a conclusão que os romanos
viriam e arruinariam a cidade e toda a nação, só porque um homem estava a
realizar milagres?
2. Houve, antes, alguma proibição dos romanos para que os judeus não realizassem
milagres?

Portanto, o maldoso sumo sacerdote Caifás, impondo suas mentiras e aleivosias ao
povo, junto com os seus comparsas, se valeu de um argumento ad populum, que se
tornou falacioso por conta do teste entre antecedente e conseqüente.  Isso só
funciona junto às pessoas ignorantes ou junto aos doentes mentais.

Assim, se os judeus da época não eram ignorantes, tampouco doentes mentais, e
ficavam extasiados com os milagres e curas de Jesus, que tipo de religião era
essa que o sumo sacerdote pregava, por essa época, a qual deixava de reconhecer
que um ser humano poderia ser portador de poderes divinos?  Ou será que toda a
pregação antiga dos feitos portentosos de Moisés não passava de mera ideologia
política?

Então, ficou claro que o sumo sacerdote Caifás e os fariseus promoveram uma
conspiração diabólica e invejosa, que visava a matar Jesus. . . a qualquer
custo!

Por isso, o Papa Bento XVI, na catequese do último dia 31-10-2009, na Praça de
São Pedro, no Vaticano, reproduziu a seguinte frase do Papa João Paulo II:

"A fé encontra-se aberta ao esforço de compreensão da razão".

Estamos vivendo a Era da Lógica nos Evangelhos.

AloízioMonteiro.

#11204 From: "aloiziomonteiro" <aloiziomonteiro@...>
Date: Fri Nov 20, 2009 8:50 pm
Subject: Interpretações sem Lógica - I
aloiziomonteiro
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Endossando Bultmann (in "Teologia do Novo Testamento"), Oscar Culmann (in
"Cristologia do Novo Testamento", Ed. Hagnos, 2008, p. 98) escreveu:

"Pode-se ainda mencionar o relato das bodas de Caná (cap. 2), em que a alusão à
´hora´ que ainda não é chegada, se refere, sem dúvida alguma, à morte de Jesus".

Ledo engano.  Da frase antecedente, proferida por Maria ("Eles não têm mais
vinho"), decorreu a frase conseqüente, proferida por Jesus ("Mulher, isso
compete a nós?  Minha hora ainda não chegou").  Porém, a conclusão chegada pelos
eméritos intérpretes acima citados está inteiramente desprovida de Lógica. 
Pois, se "eles não têm mais vinho", compete somente ao pai da noiva providenciar
novos suprimentos.

Na verdade, a conclusão correta seria a seguinte:  a hora de exercer o papel de
"supridor de vinho" só chegaria para Jesus em duas circunstâncias:  a) no dia do
Seu próprio casamento (no caso, pouco provável);  e b) no dia em que Ele
estivesse casando uma filha (caso mais provável).  Pois, num casamento (tanto
ontem como hoje), o papel de "supridor de vinho" é sempre do pai da noiva, que é
o anfitrião do evento.  Tanto essas duas interpretações são verdades que um
conviva, ao elogiar o vinho novo, dirigiu-se ao "noivo", como se ele tivesse
escondido o melhor do vinho (quem sabe, em comunhão de pensamento com o
anfitrião) para oferecer por último.  Assim, ao dizer "Minha hora ainda não
chegou", Jesus não estava se referindo, em hipótese nenhuma, à hora de Sua
morte.

Se Jesus tivesse exercido o papel de anfitrião do casamento, seja como noivo ou
não, a repentina falta de vinho seria vista como falta de finanças para a
provisão e compra de bebidas, ou falta de planejamento do matrimônio em relação
ao número de convidados  --  o que seria, sem dúvida alguma, um vergonhoso
descuido do pai da noiva.

Portanto, Bultmann e Culmann, na ânsia de quererem dizer que Jesus estava sempre
lembrando pedantemente o dia de Sua morte, cometeram erro de Lógica.

Muitos intérpretes dos Evangelhos tentam passar a idéia de que os discípulos
eram trouxas, que eles só vieram a entender o que Jesus dizia depois que Ele foi
crucificado.  Mas, isso não é verdade.  Eles sabiam discernir bem as coisas,
embora pesarosamente estivessem com o foco no Messias político, aquele anunciado
pelos profetas, que viria restabelecer o Reino de Israel.

AloízioMonteiro.

#11203 From: Aloizio Monteiro <aloiziomonteiro@...>
Date: Fri Nov 20, 2009 8:19 pm
Subject: Re: Qumran - Aloisio
aloiziomonteiro
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Obrigado, Paulo!
 
Fico muito grato pelas suas orações.
 
Devido ao tratamento, estou com pouco tempo de fazer as minhas polêmicas intervenções na net.
 
Um grande abraço!
 
AloízioMonteiro.


--- Em qui, 19/11/09, cepak2001br <cepak2001br@...> escreveu:

De: cepak2001br <cepak2001br@...>
Assunto: [JesusHistorico] Qumran - Aloisio
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009, 20:14

 
Oi.

Desejo-lhe todo o sucesso na sua luta contra o CA e coloco seu nome na nossa lista de preces:

http://br.groups. yahoo.com/ group/grupodepre ce/

paulo dias=



Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

#11202 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Thu Nov 19, 2009 10:14 pm
Subject: Qumran - Aloisio
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Oi.

Desejo-lhe todo o sucesso na sua luta contra o CA e coloco seu nome na nossa
lista de preces:

http://br.groups.yahoo.com/group/grupodeprece/

paulo dias=

#11201 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Thu Nov 12, 2009 12:31 pm
Subject: Re2: Qumran e o NT
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
...Especificando melhor o que eu penso. Eu vou [pretendo] passar algo de Golb,
mas acho que mais ou menos podemos falar em comunidadeS em Qumran, plurais, e
não apenas uma. Será que o milenarismo e o profetismo, e a escatologia, combinam
com um apego estrito aos textos mosaicos? As regras do grupo registrado nos
documentos funcionavam daquele jeito mesmo?

paulo dias=

--- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "cepak2001br" <cepak2001br@...> wrote:
>
> ...hmmm nao sou eu quem acha e sim Golb; diz que Qumran nao pode ser vista
como um compartimento fechado.
>
> Bom, a meu ver o ineditismo de Jesus permanece, com ou sem Qumran. Esse
ineditismo consiste no rearranjo do contexto, eu diria. Mesmo porque em Qumran
achamos sinais de todas as correntes judaicas de hoje, e do que não é mais
considerado judaísmo, sendo portanto difícil classificar.
>
> Mas tambem nao acho que isso invalide o estudo, pq agora parece claro q JC
partiu de algum lugar, se fosse completamente novo nao seria escutado.
>
> paulo dias=
>
> --- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "Aila" <ailapinheiro@> wrote:

#11200 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Wed Nov 11, 2009 11:43 am
Subject: Errata
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Oi. Esqueci de avisar que faz parte das mags que pretendo mandar sobre 
*Qumran*.

Estes artigos de lei na Bíblia começam logo depois das Dez Palavras (Dez
Mandamentos). São penalidades legais estabelecidas em tribunal e não vingança
nem justiça feita com as próprias mãos.

Conferir Ex cap. 20 (Dez Mandamentos) e a seguir Ex cap. 21.

paulo dias=


--- Em CEPAK@..., "cepak2001br" <cepak2001br@...> escreveu
>
> Oi.
>
> Alguns artigos da chamada "Lei Antiga", supostamente revogada por Jesus.

#11199 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Wed Nov 11, 2009 10:51 am
Subject: A Lei Antiga
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Oi.

Alguns artigos da chamada "Lei Antiga", supostamente revogada por Jesus.

HOMENS EM LUTA

Ex 21,22 diz: se dois homens brigam na frente de uma mulher grávida e ela vem a
abortar, então que seja *Olho por olho e dente por dente*.

"Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que
aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que
lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. 23  Mas se houver morte,
então darás vida por vida, 24  Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé
por pé, 25  Queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe".

Eu gostaria muito de saber em que esta lei é bárbara, ou atrasada, ou
sanguinária. E se Jesus autorizou marmanjos em luta feroz a matarem mulheres
grávidas.

CALUNIADORES

Outro artigo da antiga Lei.

Deut 19,17 diz: em caso de falso testemunho, seja feito ao caluniador aquilo que
ele desejou fazer para o seu próximo.

"Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para testificar contra ele
acerca de transgressão, 17  Então aqueles dois homens, que tiverem a demanda, se
apresentarão perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver
naqueles dias. 18  E os juízes inquirirão bem; e eis que, sendo a testemunha
falsa, que testificou falsamente contra seu irmão, 19  Far-lhe-eis como cuidou
fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti. 20  Para que os que
ficarem o ouçam e temam, e nunca mais tornem a fazer tal mal no meio de ti. 21 
O teu olho não perdoará; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por
mão, pé por pé.

Jesus autorizou a calúnia?

CRUELDADE GRATUITA

Outro artigo, enfim, da Lei Antiga. Lev 24,19: quando alguém comete crueldade
gratuita, seja tratado conforme o seu acto.

"Quando também alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será
feito: 20  Quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele
tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará. 21  Quem, pois, matar um
animal, restitui-lo-á, mas quem matar um homem será morto".

Jesus autorizou a maldade?

paulo dias=

#11198 From: "PROCONT ASSESS E CONTABILIDADE" <procont.ez@...>
Date: Mon Nov 9, 2009 9:59 pm
Subject: Re: Re: Qumran e o NT
ptpai2000
Offline Offline
Send Email Send Email
 

Reitero humildemente a posição do sr. Aloízio Monteiro. Sr. Moshe, pessoas como eu, beneficiam-se da sabedoria e experiência do senhores. Reconsidere, acredito que aqui todos são realmente amigos pois irmanados estão nas mesmas duvidas e certezas humanas.
Paulo de Tarso
----- Original Message -----
Sent: Monday, November 09, 2009 6:03 PM
Subject: Re: [JesusHistorico] Re: Qumran e o NT

 

Obrigado, Sr. Moshe.
O engraçado é que todo mundo quer ir para o Paraíso, mas ninguém quer morrer.  Há mais de vinte anos que eu discuto comigo mesmo se é verdade essa história da vida eterna e, na medida em que o tempo passa, mais eu acredito nisso.  Eu cheguei até a ficar alegre para logo logo tirar essa pequena dúvida, quando recebi a notícia de que estava com câncer.  Será isso a Fé?  Não sei.  Eu só sei que muitos amigos meus estão assombrados com a meu entusiasmo.
 
Por outro lado, espero que o Senhor desista de sair da Lista.  Amigo, aqui a gente enfrenta feras, como fez Paulo, porém, o erro das feras é continuar se regendo pelo princípio do ódio, da Intolerância, da vingança, da raiva e da falta de consideração;  em suma, pela lei do talião.  Eu amo esta letra do Hino Nacional:  "Verás que um filho teu não foge à luta".  Fica, homem de Deus!  A ida de Jesus à cruz foi uma decisão, quiçá amarga, dEle mesmo, e não uma imposição de Deus.  Deus não podia obrigar Jesus a fazer qualquer coisa, pois Deus não interfere na vontade humana;  foi por isso que Deus nos deu inteligência e livre arbítrio.
 
Um grande abraço!
 
AloízioMonteiro.
 



--- Em sáb, 7/11/09, sr.moshe <morrowh@hotmail.com> escreveu:

De: sr.moshe <morrowh@hotmail.com>
Assunto: [JesusHistorico] Re: Qumran e o NT
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Sábado, 7 de Novembro de 2009, 11:25

 
+++++

Sra.Ayla,

A carapuca me serviu perfeitamente.

Sr. Mário Porto,

Pediria ao Sr. que fizesse o favor de retirar meu nome desta lista. Não desejo mais participar. Gosto de fóruns onde as pessoas que conhecem, gostem de repassar seus conhecimentos e não guardá-los para si ou postar comentários mal educados, grosseiros e totalmente desnecessários como é costume dessa Sra.

Muito obrigado

Sr. Aloysio

Agradeço suas postagens e, por uma falha minha, esqueci de lhe desejar melhoras e uma rápida recuperacao.

Um abraço.

+++++

--- In JesusHistorico@ yahoogroups. com, "Aila" <ailapinheiro@ ...> wrote:
>
>
> --- In JesusHistorico@ yahoogroups. com, "cepak2001br" <cepak2001br@ > wrote:
> >
> > ...N entendi muito bem, seriam conceitos paralelos no XPnismo e em Qumran?
> >
> > paulo dias=
> >
> >
> -----
>
> Sim, esse era o plano... tratar sobre certos conceitos que estao em Qumran e no Cristianismo nascente, para ver ate onde vai a originalidade do Movimento de Jesus ou ate que ponto depende dos docs de Qumran.
> Penso que devemos desconsiderar os esseus, ja que vc nao estah de acordo que tenham sido qumranitas. Que tal passarmos diretamente para os docs de Qumran?
> Mas vou avisando que vou postar apenas quando tiver tempo, sem me sobrecarregar e que nao vou ficar falando sozinha, ok? Isto aqui nao eh sala de aula em universidade federal. Nao estou dizendo isto para voce Prof. estou dizendo para outros a quem a carapu'ca servir.
>
> Aila
>



Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes



__________ Informa磯 do NOD32 IMON 4589 (20091109) __________

Esta mensagem foi verificada pelo NOD32 sistema antiví²µs
http://www.eset.com.br


E-mail verificado pelo Terra Anti-Spam.
Para classificar esta mensagem como spam ou não spam, clique aqui.
Verifique periodicamente a pasta Spam para garantir que apenas mensagens
indesejadas sejam classificadas como Spam.


Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.
Atualizado em 09/11/2009


#11197 From: DanielFL <danielfl@...>
Date: Sat Nov 7, 2009 11:09 pm
Subject: Re: O pai do céu.
daniel_flima
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Texto interessante e parece muito plausível.

A não ser que tenha havido uma mudança abrupta na personalidade de Jeova se tratam de deuses diferentes.


Daniel



2009/10/31 Juarez Prata <juarezpal@...>
 

O linke a baixo é uma interesante leitura sobre Jeova não ser o "pai do céu" que Jasus propalava.
 
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes



--
--
Daniel Ferreira de Lima

#11196 From: "johanna_kelton" <johanna_kelton@...>
Date: Mon Nov 9, 2009 3:59 pm
Subject: Reaping the Whirlwind ...and then some!
johanna_kelton
Offline Offline
Send Email Send Email
 
It looks like the comfy place Christians have created with their imaginations is
now reaping the worst imagined things of God.

http://www.theamericannightmare.org/DISCERNMENT__GOD_BLESS_AMERICA-DDD.html

Johanna

#11195 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Tue Nov 10, 2009 2:00 pm
Subject: Re: Qumran e o NT
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
...hmmm nao sou eu quem acha e sim Golb; diz que Qumran nao pode ser vista como
um compartimento fechado.

Bom, a meu ver o ineditismo de Jesus permanece, com ou sem Qumran. Esse
ineditismo consiste no rearranjo do contexto, eu diria. Mesmo porque em Qumran
achamos sinais de todas as correntes judaicas de hoje, e do que não é mais
considerado judaísmo, sendo portanto difícil classificar.

Mas tambem nao acho que isso invalide o estudo, pq agora parece claro q JC
partiu de algum lugar, se fosse completamente novo nao seria escutado.

paulo dias=

--- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "Aila" <ailapinheiro@...> wrote:
>
>
> --- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "cepak2001br" <cepak2001br@> wrote:
> >
> > ...N entendi muito bem, seriam conceitos paralelos no XPnismo e em Qumran?
> >
> > paulo dias=
> >
> >
> -----
>
> Sim, esse era o plano... tratar sobre certos conceitos que estao em Qumran e
no Cristianismo nascente, para ver ate onde vai a originalidade do Movimento de
Jesus ou ate que ponto depende dos docs de Qumran.
> Penso que devemos desconsiderar os esseus, ja que vc nao estah de acordo que
tenham sido qumranitas. Que tal passarmos diretamente para os docs de Qumran?
> Mas vou avisando que vou postar apenas quando tiver tempo, sem me
sobrecarregar e que nao vou ficar falando sozinha, ok? Isto aqui nao eh sala de
aula em universidade federal. Nao estou dizendo isto para voce Prof. estou
dizendo para outros a quem a carapu'ca servir.
>
> Aila
>

#11194 From: Aloizio Monteiro <aloiziomonteiro@...>
Date: Mon Nov 9, 2009 8:03 pm
Subject: Re: Re: Qumran e o NT
aloiziomonteiro
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Obrigado, Sr. Moshe.
O engraçado é que todo mundo quer ir para o Paraíso, mas ninguém quer morrer.  Há mais de vinte anos que eu discuto comigo mesmo se é verdade essa história da vida eterna e, na medida em que o tempo passa, mais eu acredito nisso.  Eu cheguei até a ficar alegre para logo logo tirar essa pequena dúvida, quando recebi a notícia de que estava com câncer.  Será isso a Fé?  Não sei.  Eu só sei que muitos amigos meus estão assombrados com a meu entusiasmo.
 
Por outro lado, espero que o Senhor desista de sair da Lista.  Amigo, aqui a gente enfrenta feras, como fez Paulo, porém, o erro das feras é continuar se regendo pelo princípio do ódio, da Intolerância, da vingança, da raiva e da falta de consideração;  em suma, pela lei do talião.  Eu amo esta letra do Hino Nacional:  "Verás que um filho teu não foge à luta".  Fica, homem de Deus!  A ida de Jesus à cruz foi uma decisão, quiçá amarga, dEle mesmo, e não uma imposição de Deus.  Deus não podia obrigar Jesus a fazer qualquer coisa, pois Deus não interfere na vontade humana;  foi por isso que Deus nos deu inteligência e livre arbítrio.
 
Um grande abraço!
 
AloízioMonteiro.
 



--- Em sáb, 7/11/09, sr.moshe <morrowh@...> escreveu:

De: sr.moshe <morrowh@...>
Assunto: [JesusHistorico] Re: Qumran e o NT
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Data: Sábado, 7 de Novembro de 2009, 11:25

 
+++++

Sra.Ayla,

A carapuca me serviu perfeitamente.

Sr. Mário Porto,

Pediria ao Sr. que fizesse o favor de retirar meu nome desta lista. Não desejo mais participar. Gosto de fóruns onde as pessoas que conhecem, gostem de repassar seus conhecimentos e não guardá-los para si ou postar comentários mal educados, grosseiros e totalmente desnecessários como é costume dessa Sra.

Muito obrigado

Sr. Aloysio

Agradeço suas postagens e, por uma falha minha, esqueci de lhe desejar melhoras e uma rápida recuperacao.

Um abraço.

+++++

--- In JesusHistorico@ yahoogroups. com, "Aila" <ailapinheiro@ ...> wrote:
>
>
> --- In JesusHistorico@ yahoogroups. com, "cepak2001br" <cepak2001br@ > wrote:
> >
> > ...N entendi muito bem, seriam conceitos paralelos no XPnismo e em Qumran?
> >
> > paulo dias=
> >
> >
> -----
>
> Sim, esse era o plano... tratar sobre certos conceitos que estao em Qumran e no Cristianismo nascente, para ver ate onde vai a originalidade do Movimento de Jesus ou ate que ponto depende dos docs de Qumran.
> Penso que devemos desconsiderar os esseus, ja que vc nao estah de acordo que tenham sido qumranitas. Que tal passarmos diretamente para os docs de Qumran?
> Mas vou avisando que vou postar apenas quando tiver tempo, sem me sobrecarregar e que nao vou ficar falando sozinha, ok? Isto aqui nao eh sala de aula em universidade federal. Nao estou dizendo isto para voce Prof. estou dizendo para outros a quem a carapu'ca servir.
>
> Aila
>



Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

#11193 From: Gildemar Gomes dos Passos Junior <gildemar@...>
Date: Mon Nov 9, 2009 8:01 pm
Subject: Re: Qumran, o NT e a carapuça
gildemargpj
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Oi Sr. Moshe,

Lamento que você tenha vestido a carapuça, mas num deveria ter servido não...
Você é novo nas discussões... A coisa tem como endereço os mais antigos, que
lêem, bebem na fonte e não contribuem para construção dos conceitos...

O que a Ayla deseja é um debate construtivo, que ajude a formar os cenários que
servirão para um melhor entendimento de quem foi o Jesus Histórico... E até onde
eu perceba, sua participação, com perguntas, tem contribuído pra isso...

E contribui bem mais do que aquelas que pretendem "elucidar" os acontecimentos
narrados nos canônicos com técnicas forenses... Essas técnicas forenses não
funcionam aqui, simplesmente porque não dá para tratar a literatura do século I
como depoimentos e sim como um fenômeno cultural de um povo de uma época... a
questão é mais antropológica e sociológica do que policial... É a partir dos
cenários da época que se pode conhecer o JH... E estabelecidos os cenários aí
sim, podemos avaliar melhor as narrativas...

Por exemplo, julga-se que os canônicos transmitiram um conceito enganoso, por
tratar os fariseus pejorativamente, quando fontes históricas, leia-se Josefo, os
colocam como a seita mais avançada do judaísmo do século I. Ora, como vou fazer
esse julgamento sem olhar o contexto sócio-cultural no qual foram redigidas as
tais fontes históricas, tanto Josefo como os Canônicos?

Além disso existe a questão da participação de pessoas que são muito importantes
ao fórum e cuja a ausência nas discussões faz muita falta... O que a Ayla não
quer é virar a fomentadora das discussões na Lista e isso ninguém quer... Essa
função já tem a pessoa certa e esperamos que ela assuma isso de vez...

E outra coisa, é feio pedir assim pra sair, se num gosta da Lista é só sair, no
Yahoo Groups existe funcionalidade para isso, não precisa detonar a Lista...

Um grande abraço,
Gildemar

#11192 From: "sr.moshe" <morrowh@...>
Date: Sat Nov 7, 2009 1:25 pm
Subject: Re: Qumran e o NT
sr.moshe
Offline Offline
Send Email Send Email
 
+++++

Sra.Ayla,

A carapuca me serviu perfeitamente.

Sr. Mário Porto,

Pediria ao Sr. que fizesse o favor de retirar meu nome desta lista. Não desejo
mais participar. Gosto de fóruns onde as pessoas que conhecem, gostem de
repassar seus conhecimentos e não guardá-los para si ou postar comentários mal
educados, grosseiros e totalmente desnecessários como é costume dessa Sra.

Muito obrigado

Sr. Aloysio

Agradeço suas postagens e, por uma falha minha, esqueci de lhe desejar melhoras
e uma rápida recuperacao.

Um abraço.


+++++



--- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "Aila" <ailapinheiro@...> wrote:
>
>
> --- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "cepak2001br" <cepak2001br@> wrote:
> >
> > ...N entendi muito bem, seriam conceitos paralelos no XPnismo e em Qumran?
> >
> > paulo dias=
> >
> >
> -----
>
> Sim, esse era o plano... tratar sobre certos conceitos que estao em Qumran e
no Cristianismo nascente, para ver ate onde vai a originalidade do Movimento de
Jesus ou ate que ponto depende dos docs de Qumran.
> Penso que devemos desconsiderar os esseus, ja que vc nao estah de acordo que
tenham sido qumranitas. Que tal passarmos diretamente para os docs de Qumran?
> Mas vou avisando que vou postar apenas quando tiver tempo, sem me
sobrecarregar e que nao vou ficar falando sozinha, ok? Isto aqui nao eh sala de
aula em universidade federal. Nao estou dizendo isto para voce Prof. estou
dizendo para outros a quem a carapu'ca servir.
>
> Aila
>

#11191 From: "Liberto" <alcysb@...>
Date: Fri Nov 6, 2009 12:39 am
Subject: Re: Qumran e o NT
alcysb
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Boa noite


 Vejam a semelhença


Segam-me e eu os farei de vós pecadores de homens Mc 1.16

 A locução pescadores de homens não foi criada por Yeshua ou pelos
 escritores do Evangelho. A parece em Jeremias 16,16.Uma metáfora
 semelhante é empregada por Habacuc. Na visão dele, D'us
 transforma homens em peixes e permite os inimigos pescá-los com
 rede(1,14-15;
Cf também Amós 4,2).Mais próximo do tempo de
 Yeshua , o poeta responsável por um dos hinos de ação de
 graças de Quram repete Jeremias. Ele vê os filhos da
 iniqüidade pegos na rede de pescadores ou capturados por caçadores
(I QH 13[ anteriormente 5],8).
 
 Na imageria bíblica e dos Rolos , tanto o pescador como os
 caçadores são figuras hostis enviadas por D'US para punir os
culpados. Em contraste , os pecadores mencionados por Yeshua são
 emissários para resgatar os homens. A metáfora não é
 simples e nem direta. Como pode ser benéfico para um peixe ser
 pego numa rede? Contuto, é provável que estejamos aqui diante de
 uma nova nuança acrescentada aos ditos de Yeshua(?).A parábola
do homem da rede (Mt 13,47-50) aplica a metáfora à situação da
 era final .Nela , a tarefa dos pescadores é separa o bom peixe o
 mau em preparação para o julgamento FINAL.
 
 Como os apanhadores nas parábolas do semeador , ele são agentes
 escolhidos do futuro Reino de D'us.Dar um novo sentido a uam
 expressão comum é típico da linguagem metafórica de Yeshua.


 Alimentação de cinco mil
 
 (Mc 6,31-43;Mt 14,13-20;Lc 9,10-17)

 A multidão recebeu uma orientação para sentar-se em grupos de cem
 e de cinqüenta (Mc).Mateus especifica os números e Lucas fala de
 "grupos de uns cinquebtas". Essa unidade evocam a divisão
 bíblica tradicional das pessoas em milhares, centenas, cinqüentas
 e dezenas (Ex18,21),confirmada pelos Manuscritos de Quram (I
 QS2,21;CD13,1-2).

Fonte: O Autentico Evangelho de Jesus . Geza Vermes Editora ;Record

#11190 From: "Aila" <ailapinheiro@...>
Date: Thu Nov 5, 2009 2:33 pm
Subject: Re: Qumran e o NT
aylapinheiro
Offline Offline
Send Email Send Email
 
--- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "cepak2001br" <cepak2001br@...> wrote:
>
> ...N entendi muito bem, seriam conceitos paralelos no XPnismo e em Qumran?
>
> paulo dias=
>
>
-----

Sim, esse era o plano... tratar sobre certos conceitos que estao em Qumran e no
Cristianismo nascente, para ver ate onde vai a originalidade do Movimento de
Jesus ou ate que ponto depende dos docs de Qumran.
Penso que devemos desconsiderar os esseus, ja que vc nao estah de acordo que
tenham sido qumranitas. Que tal passarmos diretamente para os docs de Qumran?
Mas vou avisando que vou postar apenas quando tiver tempo, sem me sobrecarregar
e que nao vou ficar falando sozinha, ok? Isto aqui nao eh sala de aula em
universidade federal. Nao estou dizendo isto para voce Prof. estou dizendo para
outros a quem a carapu'ca servir.

Aila

#11189 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Thu Nov 5, 2009 1:46 pm
Subject: Re: Qumran e o NT
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
...N entendi muito bem, seriam conceitos paralelos no XPnismo e em Qumran?

paulo dias=


--- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "Aila" <ailapinheiro@...> wrote:
>
>
> Para início de Conversa
>
> 1) comunidade = Edifício santo; Templo do Senhor; as portas (ou muros)
> não se abalarão
> 1QS VIII,7-9 -> Ef 2,20-22; 1Pd 2,4-7; Mt 16,18
>
> [1QS VIII,7 => 1 = gruta; Q= Qumran; S = Serek hayyahad (Regra da
> Comunidade ou Manual de Disciplina); VIII = coluna ; 7 = linha].
>
> 2) Doze homens para representar Israel: perfeitos e fundamentos; com
> função de autoridade e ensino
> 1QS VIII,1-10 ; 11QMiqd (11Q19) LVII, 12-21-> Mt 19,21.28; Lc 24,45;
> Ap 21,14
>
> [Miqd = Miqdash (Rolo do Templo)]
>
> 3) Caminho do Senhor no deserto
> 1QS VIII, 13 -> Mc 1,2
>
> 4) Batismo com predisposição para a conversão
> 1QS III, 6-8 -> Mc 1,4
>
> 5) Ceia
> 1QS VI, 2-5 -> Lc 24,30-32
>
> 6) Excomunhão
> CD-A IX, 3-4 -> Mt 18,15-17; 1Cor 5,5-13
>
> [CD = Cairo Document = Cairo Genizah text of the Damascus Document; A
> = Primeira cópia).
>
> 7) Pobres no Espírito = pobres de acordo com o Espírito = justos que
> sofrem todo tipo de aflição por causa de sua justiça
> 1QM XIV, 7 -> Mt 5,3; Lc 6,20
>
> [M = Milhâmâh (Rolo da Guerra)]
>
> 8) obras a serem realizados pelo Messias
> 4Q 521 (frag 2) II, 1-13 -> Mt 11,5; Lc 7,22
>
> [4Q521 = Apocalipse Messiânico da gruta 4 de Qumran; frag = fragmento]
>
> 9) Maldito pelo povo = suspenso no madeiro
> Parece que as palavras de Jesus sobre a destruição do templo em Mc
> 13,2 e Mc 14,58 foram entendidas como uma traição do povo.
> Neste caso a pena para Ele seria a suspender no madeiro ou crucificação:
>
> 11QMiqd (11Q19) LXIV, 7-11
>
> 10) Filhos da luz e filhos da luz
> 1QS III, 20-21; 1QM XIII, 10-11; 1QM XVI, 11-13a; 4QAmramb frag. 3 ->
> 1Tss 5,4-5; Rm 13,2; 2Cor 6,14-15; Ef 5,8; Jo 1,5; 3,19-21; 12,35-36
>
>
>
> Aíla
>
>
> --- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "Mario Porto" <mphp@> wrote:
> >
> > Tenho a certeza que esse tópico vai ser mutoi bom. Boa escolha Aíla
> >
> > Mário Porto
> >
> > --- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "Aila" <ailapinheiro@> wrote:
> > >
> > >
> > > Oi
> > > e que tal se estudássemos os essênios e os Documentos do Mar Morto? Hoje
se sabe que há muita dependência do NT em relação a esses textos, parece que o
próprio Jesus se apoiou muito em algumas coisas dos essênios. A gente poderia
ver alguns aspectos. Que acha?
> > > Aíla
> > >
> > > --- In JesusHistorico@yahoogroups.com, "CanalMPHP" <mphp@> wrote:
> > > >
> > > > Olá Todos
> > > >
> > > > Mais uma vez se comprova o fato de que quando o moderador se afasta um
pouco parece que os listeiros se escondem.
> > > >
> > > > Há algum tempo que não tenho incentivado as postagens e mais uma vez a
lista reduziu suas atividades e desta vez repetindo algo que não acontecia por
sete anos: um mês inteiro (setembro) sem postagens. Íamos tão bem em 2009 e
agora esta parada?
> > > >
> > > > Aonde estão nossos polêmicos membros?
> > > >
> > > > Gildemar, Paulo, Aíla, Juarez, Aloízio, Heldan, Farouk. Até parece que
as "briguinhas" fazem bem à Lista. Sem "briguinhas" sem postagens. É isso?
> > > >
> > > > Desmintam-me.
> > > >
> > > >
> > > > Mário Porto
> > > >
> > >
> >
>

#11188 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Wed Nov 4, 2009 10:14 am
Subject: ESSEUS HOJE
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Qumran

Os esseus ainda existem. Retiraram-se para a Caldeia no ano 70 e
ali combateram o nascimento do Talmude, chegaram mesmo a exercer forte
influência no governo local; apenas depois, os califas árabes apoiaram o
Talmude, que acabou predominando [Talmude, i.e., a tradição oral; os esseus não
aceitam essa tradição].

A partir do ano 900, chamam-se Carahitas. Mas ainda são os mesmos esseus.

paulo dias=

[da wikipedia]

A palavra Caraíta (do hebraico QARA'YM ou BNEY MIQRA - Seguidores das
Escrituras), designa o ramo do Judaísmo que defende apenas a autoridade das
Escrituras Hebraicas como fonte de Revelação Divina.

O Caraísmo defende a Crença Única e Absoluta em D-us e que sua Revelação Única
foi dada através de Moshê (Moisés) na Torá (que não admite adições ou
subtrações) e nos profetas da Tanakh. Confiam na Providência divina e esperam a
vinda do Messias e a Ressureição dos Mortos. Seguem um calendário baseado no
Abib e com ínicio de mês na lua nova vísivel.

Rejeitam o judaísmo rabínico como por exemplo o Talmud e a Mishná (aceitos pelo
judaísmo rabínico). Não seguem costumes judaicos rabínicos como o uso de kipá,
peiot, tefilin e afins.

História do Caraísmo

Desde a época do Segundo Templo existiam seitas do Judaísmo que defendiam a
autoridade única e exclusiva da Torá escrita, em oposição aos que seguiam também
as tradições posteriores conhecidas como a Torá oral. Entre as seitas que
seguiam unicamente a Torá escrita estavam os tzadokim (saduceus) e os
betusianos. Esses opunham-se aos perushim (Fariseus) que defendiam ter D-us lhes
revelado com junto a Torá escrita uma Torá oral, que era passada de geração em
geração pelos estudiosos, mestres e profetas.

Essas seitas continuaram a existir mesmo depois da destruição do Templo no ano
de 70 d.C., mas com a queda de Jerusalém, a autoridade central representada pelo
Templo deixou de existir, fortalecendo as comunidades locais e seus centros de
estudo (sinagogas), que eram majoritariamente farisaicas. Esses fariseus
posteriormente dariam origem ao judaísmo rabínico, compilando suas leis e
tradições em sua obra conhecida como Talmud.

O Talmud no entanto não foi aceito por parcela da comunidade judaica, que opôs
forte resistência ao judaísmo rabínico. No séc. VIII d.C., Anan ben David
organizou os diversos elementos antitalmúdicos e conseguiu convencer o Califado
a estabelecer um segundo exilarcado para aqueles que não seguissem as práticas
talmudistas. Os seguidores de Anan foram conhecidos como "ananitas" e
posteriormente misturando-se a outras seitas anti-rabínicas constituíram o
Caraísmo.

O Caraísmo obteve grande influência, chocando-se contra o Judaísmo Rabínico, mas
este conseguiu sobressair-se no século X com Gaon Saadia. Mas o Caraísmo ainda
continuou existindo principalmente na Espanha, Rússia, Egito, Império Bizantino
e Israel. Hoje ainda sobrevive em comunidades espalhadas pelo mundo, inclusive
em Israel, onde conta com um departamento governamental que cuida dos seus
interesses.

paulo dias=


--- Em ormenorah@..., "cepak2001br" <cepak2001br@...> escreveu
>
> Quem são os judeus caraítas?
>
> O nome "caraíta" vem do hebraico Mikrá, que significa "Escrituras". Os
caraítas são o "Povo das Escrituras", porque para eles somente a Bíblia é a
fonte da lei religiosa. Assim sendo, eles negam categoricamente a tradição oral,
isto é, talmúdico-rabínica.
>
> A doutrina caraíta é altamente conservadora, caracterizando-se pela
austeridade e ascetismo. Por exemplo, devido à lei bíblica de não acender o fogo
no Shabat, os caraítas observam o dia de descanso em total escuridão. Eles não
comemoram Chanuká, por ser um feriado pós bíblico.
>
> A partir do século VIII, surgiram importantes centros caraítas na Síria,
Chipre, Espanha, Criméia, e principalmente no Egito e em Israel. Hoje é uma
seita pouco numerosa.
>
> http://www.cip.org.br
>
> =======================
>
> Quando o governo judeu já tinha deixado de existir e o judaísmo havia ficado
somente nas esferas ético-religiosas, foram muitas as controvérsias havidas
entre os judeus, não só sobre assuntos particulares, mas também sobre o assunto
básico que foi a admissão da Lei Oral ao lado da Lei Escrita.
>
> Antes da queda do Segundo Templo já existia esta divergência entre os saduceus
e os fariseus. Os caraítas seguem os saduceus e aceitam somente a Bíblia como
base da vida religiosa.
>
> O caraísmo foi iniciado por Anan ben David no século VIII EC e desenvolveu-se
por obra de Benjamin de Nahawend na Pérsia ocidental. Com ele, seus sectários
tomam o nome de "Benei Micrá", "Filhos da Bíblia", que depois passou para
"caraim", o mesmo que "biblistas".
>
> Esta seita desenvolveu-se de tal forma que começou a constituir uma ameaça
para o hebraísmo rabínico. No século X, chega-se finalmente à vitória do
judaísmo rabínico, com o Gaón Saadiá. Mas o caraísmo não havia terminado. Nos
séculos XI-XII propagou-se pela Espanha e no império bizantino, onde ficou até
depois da conquista turca. Ao mesmo tempo difundia-se na Rússia; no século XIII
é encontrado na Criméia e dali se difundiu por Wolhinia e Galizia. Houve entre
os caraítas personalidades destacadas nos séculos XVI e XVIII. No século XIX o
sábio Kikowtsh conseguiu demonstrar que os caraítas se encontravam na Criméia
desde o século VIII. Baseado nisto foi concedida aos caraítas no ano 1863 a
plenitude dos direitos cívicos. Em 1910 havia na Rússia 13.000 caraítas e fora
da Rússia, no Cairo, Constantinopla, Jerusalém e Galizia, de 2.000 a 3.000.
>
>
> colecao.judaismo.tryte.com.br/livro2/caraitas.htm
>
> =====================
>
> ESTUDO DE UMA MINORIA NA EX-URSS
>
>
>
>
> "Mais profunda do que a curiosidade humana em relação a seu passado é a
inquietude em relação ao futuro."
> Aron Barth
>
>
> Edição 31 - Dezembro de 2000
>
>
> A Ucrânia é hoje um dos Estados soberanos mais novos do mundo. Sua população
apresenta importantes diferenças culturais, religiosas e étnicas. Apesar dessa
heterogeneidade, a minoria judaica conseguiu transpor barreiras de todos os
tipos e conquistar uma posição de destaque no contexto ucraniano. Os judeus se
mantiveram em ascensão na ex-URSS, onde o passado de lutas e conquistas
fortaleceu o seu espaço e consolidou uma identidade forte, com base em seus
rígidos princípios.
>
> A invasão de Bizâncio por Oleg, em 907, constituiu o ponto de partida dos
conflitos futuros contra as comunidades judaicas. O governo de Lênin (1917-1923)
amenizou relativamente tais conflitos. Porém, a partir da década de 30, com a
instalação dos pogroms, houve um recuo na expansão das comunidades que se
desenvolviam em regiões ao sul, leste, oeste e centro da Ucrânia. Ao mesmo
tempo, diminuíram os intercâmbios comerciais constantes com outras comunidades
judaicas da Europa Ocidental (Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Países
Baixos e Itália), que investiam elevadas somas para melhorar economia da
Ucrânia. As regiões onde se encontravam os maiores aglomerados judaicos recebiam
a maior parte desse montante.
>
> A formação do território da Ucrânia se caracteriza por conquistas territoriais
e aquisições, o que inclui a famosa política de "casamento". A atual Ucrânia
corresponde à antiga região da Valáquia, Criméia, Lituânia, Podólia e Volínia.
>
> Em 1266, a costa meridional da Criméia passou ao domínio de Gênova (porto
italiano com forte influência na Europa Mediterrânea). A sede do Bispado
Católico Romano instalou-se em Kaffa, o que chocou os judeus e também a
comunidade cristã ortodoxa. Com o auxilio da comunidade judaica, os ortodoxos
eliminaram a soberania da Criméia, em meados do século XV. Do século XV ao
século XVIII, foram conquistados territórios a leste (no Rio Donetz) e outras
regiões, como as conquistadas por Catarina II (Criméia, Rio Dniepr, Rio Dnietr e
a Varégia). Essas conquistas territoriais poderiam estimular os exércitos
invasores a novas aventuras, tanto na Europa Oriental como na Ásia Menor.
>
> Em algumas áreas da Criméia os judeus eram tão numerosos que certas cidades
eram conhecidas por outros nomes, a exemplo de Kerch, que era denominada pelos
árabes e turcos de Samarkerch-al-yehuda, Samarkerch-a-judia.
>
> Estes judeus eram conhecidos como krimchaki ou caraítas. Estas comunidades não
se misturavam com os tártaros, russos e outros povos da região, apesar de
falarem o mesmo idioma, e nem com outros judeus vindos da Rússia e Turquia.
Deve-se destacar que a contribuição dos caraítas deu grande estímulo às
atividades econômico-financeiras da Criméia. Parte dessa comunidade desapareceu
no século XX, exterminada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial; outros
judeus escaparam em direção às montanhas do Cáucaso, onde seus remanescentes,
chamados de Dagh Chufuti (judeus da montanha), hoje estimados em algumas mil
almas, abandonaram os idiomas nativos (tártaro, russo e ídiche), e falam o
partsi-tat e o persa moderno.
>
> As comunidades judaicas viviam em bairros proprios, divididos em tres partes:
uma habitada por cazares e outros povos convertidos ao judaísmo, a outra
hospedava ricos comerciantes vindos da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, e
uma terceira parte era habitada pelos "verdadeiros" judeus. A divisão dos
bairros, porém, não deve ser entendida como uma experiência de gueto.
>
> A divisão interna dos bairros dos judeus ucranianos, especificamente de Kiev,
uma cidade com estrutura medieval, decorria de circunstâncias comunitariamente
normais. Cada comunidade regrava-se por regulamentos locais denominados de
Teknot ou Tekana, que eram formulados pelas lideranças congregacionais e
proclamados nas sinagogas espalhadas pela Ucrânia. Cada comunidade pertencia a
um grande grupo judaico: ashkenazim, sefaradim, gruzim, caraítas, cazares e
outros grupos menores.
>
> http://www.morasha.com.br

#11187 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Sat Oct 31, 2009 6:42 pm
Subject: O pai do céu.
juarezpal
Offline Offline
Send Email Send Email
 
O linke a baixo é uma interesante leitura sobre Jeova não ser o "pai do céu" que Jasus propalava.
 
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

#11186 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Fri Oct 30, 2009 11:36 am
Subject: Centenas de bibliotecas mundiais...
juarezpal
Offline Offline
Send Email Send Email
 

Colaborando com nosso amigo e administrador Mário, segue referencias de bibliotecas virtuais inclusive com acervo teólogo.

 



 Centenas de bibliotecas mundiais...

Um magnífico email, com bibliotecas online de todo o mundo, e que nos oferecem milhares de textos, documentos, fotos, etc... Uma potente ferramenta de estudo e consulta, que aborda temas tão diferentes, que vão desde a Poesia, à Informática, à Teologia, à Medicina, ao Espaço, etc, etc... A não perder sem dúvida.

 


 

BIBLIOTECAS MUNDIAIS

 

Biblioteca Apostólica Vaticana

Possui um arquivo secreto

 

Biblioteca Central

Localize os livros das bibliotecas da UFRGS


Biblioteca del Congreso

Item Expo Virtual mostra alguns tesouros dessa biblioteca argentina


Biblioteca Digital Andina

Bolívia, Colômbia, Equador e Peru estão representados


Biblioteca Digital de Obras Raras

Livros completos digitalizados, como um de Lavoisier editado no século 19


Biblioteca do Hospital do Cancro

Índice desse acervo especializado em oncologia


Biblioteca do Senado Federal

Sistema de busca nos 150 mil títulos da biblioteca


Biblioteca Mário de Andrade

Acervo, eventos e história da principal biblioteca de São Paulo


Biblioteca Nacional de Portugal

Apresenta páginas especiais com reproduções relacionadas a Eça de Queirós e a Giuseppe Verdi, entre outros


Biblioteca Nacional de España

Entre as exposições virtuais, uma interessante coleção cartográfica do século 16 ao 19


Biblioteca Nacional de la República Argentina

Biblioteca, mapoteca e fototeca


Biblioteca Nacional de Maestros

Biblioteca argentina voltada para a comunidade educativa


Biblioteca Nacional del Perú

lguns livros electrónicos, mapas e imagens


Biblioteca Nazionale Centrale di Roma

Expõe detalhes de obras antigas de seu catálogo


Biblioteca Româneasca

Textos em romeno e dados sobre autores do país


Biblioteca Virtual Galega

Textos em língua galega, parecida com o português


Bibliotheca Alexandrina

Conheça a instituição criada à sombra da famosa biblioteca, que desapareceu há mais de 1.600 anos


California Digital Library

Imagens e e-livros oferecidos pela Universidade da Califórnia


Celtic Digital Library

História e literatura celtas


Círculo Psicanalítico de Minas Gerais

Acervo especializado em psicanálise


Cornell Library Digital Collections

Compilações variadas, sobre agricultura e matemática, por exemplo


Corpus of Electronic Texts

História, literatura e política irlandesas

 

Crime Library

Histórias reais de criminosos, espiões e terroristas


Educar Biblioteca Digital

Em espanhol, apresenta livros e revistas de todas as disciplina


Gallica - Bibliothèque Numérique

olumes da Biblioteca Nacional da França digitalizados


Human Rights Library

Mais de 14 mil documentos relacionados aos direitos humanos


IDRC Library

Textos e imagens desse centro de estudos do desenvolvimento internacional


Internet Ancient History Sourcebook

Página dedicada à difusão de documentos da Antiguidade


Internet Archive

Guarda páginas da internet nos seus diversos estágios de evolução


Internet Public Library

Indica páginas em que se podem ler documentos sobre áreas específicas do conhecimento


John F. Kennedy Library

Sobre o presidente americano John F. Kennedy, morto em 1963


LibDex

Índice para localizar mais de 18 mil bibliotecas do mundo todo e seus sites


Lib-web-cats

Enumera bibliotecas de mais de 60 países, mas o foco são os EUA e o Canadá


Libweb

Outro site de busca de instituições, com 6.600 links de 115 países


Mosteiro São Geraldo

Livros e periódicos sobre história e literatura húngara, filosofia, teologia e religião


National Library of Australia

Divulga periódicos australianos da década de 1840


Oxford Digital Library

Centraliza acesso a projectos digitais das bibliotecas da Universidade de Oxford


Perseus Digital Library

Dedicado a estudos sobre os gregos e romanos antigos


Servei de Biblioteques

Bibliotecas da Universidade Autónoma de Barcelona


The Aerial Reconnaissance Archives

Recém lançado, site promete divulgar 5 milhões de fotos aéreas da Segunda Guerra Mundial


The British Library

Além de busca no catálogo, tem colecções virtuais separadas por região geográfica


The Digital Library

Diversas coleções temáticas, como a de escritoras negras americanas do século 19


The Digital South Asia Library

Periódicos, fotos e estatísticas que contam a história do Sul da Ásia


The Huntington

Grande quantidade de obras raras em arte e botânica


The Math Forum

Textos que se propõem a auxiliar no ensino da matemática


The New Zealand Digital Library

Destaque para os arquivos sobre questões humanitárias


Treasures of Keyo University

Um dos destaques é a reprodução da Bíblia de Gutenberg

BIBLIOTECAS VIRTUAIS

Alexandria Virtual

Acervo variado, de literatura a humor


Bartleby.com

Importantes textos, como os 70 volumes da "Harvard Classics" e a obra completa de Shakespeare


Bibliomania

2.000 textos clássicos e guias de estudo em inglês


Biblioteca dei Classici Italiani

Literatura italiana, dos "duecento" aos "novecento"


Biblioteca Electrónica Cristiana

Teologia e humanidades vistas por religiosos


Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro

Especializada em literatura em língua portuguesa:

Biblioteca Virtual

Reune grandes obras literárias


Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes

Cultura hispano- americana


Biblioteca Virtual Universal

Textos infanto-juvenis, literários e técnicos


Machado de Assis

Mais de 200 contos de Machado de Assis


Cultvox

Serviço que oferece alguns e-livros gratuitamente e vende outros


Dearreader.com

Clube virtual que envia por e-mail trechos de livros


eBooksbrasil

Livros electrónicos gratuitos em diversos formatos


iGLer

Acesso rápido a duas centenas de obras literárias em português


International Children's Digital Library

Pretende oferecer e-livros infantis em cem línguas


IntraText

Textos completos em diversas línguas, entre elas o latim

 

Jornal da Poesia

Importante acervo de poesia em língua portuguesa, com textos de mais de 3.000 autores


Net eBook Library

Biblioteca virtual com parte do acervo restrito a assinantes do site


Nuovo Rinascimento

Especializado em documentos do Renascimento italiano


Online Literature Library

Pequena colecção para ler directamente no navegador


Progetto Manuzio

Textos em italiano para download, incluindo óperas


Project Gutenberg

Mantido por voluntários, importante site com obras integrais disponíveis gratuitamente


Proyecto Biblioteca Digital Argentina

Obras consideradas representativas da literatura argentina


Romanzieri.com

Livros eletrónicos em italiano compatíveis com o programa Microsoft Reader


Sololiteratura. com

Textos sobre autores hispano-americanos


Textos de Literatura Galega Medieval

Pequena selecção de poesias e histórias medievais


The Literature Network

Poemas, contos e romances de aproximadamente 90 autores


The Online Books Page

Mais de 20 mil livros on-line


The Online Medieval and Classical Library

Obras literárias clássicas e medievais


Usina de Letras

Divulga a produção de escritores independentes


Virtual Book Store

Literatura do Brasil e estrangeira, biografias e resumos


Virtual Books Online

E-livros gratuitos em português, inglês, francês, espanhol, alemão e italiano

 

BIBLIOTECAS CIÊNTIFICAS

Banco de Teses

Resumos de teses e dissertações apresentadas no Brasil desde 1987


Biblioteca Digital de Teses e Dissertações

Textos integrais de parte das teses e dissertações apresentadas na USP


Biblioteca Virtual em Saúde

Revistas científicas e dados de pesquisas sobre adolescência, ambiente e saúde


Digital Library of MIT Theses

Algumas teses do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. A mais antiga é de 1888


Great Images in Nasa

Imagens históricas da agência espacial americana


ProQuest Digital Dissertations

Sistema para pesquisar resumos de teses e de dissertações


Public Health Image Library

Fotos, ilustrações e animações voltadas para o esclarecimento de questões de saúde pública


PubMed

Referências a 14 milhões de artigos biomédicos


SciELO

Biblioteca eletrónica com periódicos científicos brasileiros


ScienceDirect

Mais de 1.800 revistas, de Current Journal Review" a Zoological Journal.


Universia Brasil

Busca teses nas universidades públicas paulistas e na PUC-PR

 

UOL Biblioteca

Dicionários, guias de turismo e especiais noticiosos


UT Library Online

Possui uma ampla coleção de mapas

 

Unesco Libraries Portal

Informações sobre bibliotecas e projetos voltados para a preservação da memória

BIBLIOTECAS CIÊNTIFICAS

Banco de Teses

Resumos de teses e dissertações apresentadas no Brasil desde 1987


Biblioteca Digital de Teses e Dissertações

Textos integrais de parte das teses e dissertações apresentadas na USP


Biblioteca Virtual em Saúde

Revistas científicas e dados de pesquisas sobre adolescência, ambiente e saúde


Digital Library of MIT Theses

Algumas teses do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. A mais antiga é de 1888


Great Images in Nasa

Imagens históricas da agência espacial americana


ProQuest Digital Dissertations

Sistema para pesquisar resumos de teses e de dissertações


Public Health Image Library

Fotos, ilustrações e animações voltadas para o esclarecimento de questões de saúde pública


PubMed

Referências a 14 milhões de artigos biomédicos


SciELO

Biblioteca eletrónica com periódicos científicos brasileiros


ScienceDirect

Mais de 1.800 revistas, de Current Journal Review" a Zoological Journal.


Universia Brasil

Busca teses nas universidades públicas paulistas e na PUC-PR

 

Bibliotecas virtuais do sistema MCT/CNPq/Ibict

Grande referência na área de bibliotecas virtuais, é o site mais importante no Brasil de informação e comunicação sobre ciência e tecnologia.


Bibliotecas das universidades públicas paulistas

O consórcio Cruesp/Bibliotecas interliga Unesp, Unicamp e USP, e o internauta pode consultar as mais importantes bibliotecas universitárias do país, referências para diferentes campos da pesquisa.

BIBLIOTECAS ASSOCIATIVAS
 

American Library Association

Sobre o sistema de bibliotecas dos EUA.

Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas

Publicações indicadas e agenda de eventos da área.


Association des Bibliothécaires Français

Dossiês sobre o sistema francês de bibliotecas e temas correlatos.


Conselho Federal de Biblioteconomia

Atualidades e links de interesse da área.


Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo

Legislação e eventos da biblioteconomia.


Council on Library and Information Resources

Organização que se preocupa com a preservação de informações.


European Bureau of Library, Information and Documentation Associations

Entidade européia dedicada à promoção da ciência da informação


International Federation of Library Associations and Institutions

Associação com membros em mais de 150 países.


Sociedad Española de Documentación e Información Científica

Oportunidades, como cursos virtuais


Biblioteca do Congresso americano

Considerada a maior e uma das melhores bibliotecas do mundo, é referência
internacional, com conteúdos trabalhados e relacionados.


Biblioteca Nacional (Brasil)

O site é referência para todas as bibliotecas do país, com farta documentação e imagens
digitalizadas, além de informações e serviços


Bibliotecas da cidade de São Paulo

A cidade tem a maior rede de bibliotecas públicas do país, e uma visita ao site é imprescindível para conhecer suas colecções e serviços, com destaque para as obras e imagens digitalizadas da Biblioteca Mário de Andrade.



.



Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

#11185 From: Juarez Prata <juarezpal@...>
Date: Fri Oct 30, 2009 12:22 am
Subject: Qumran-Livros de cobre
juarezpal
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Sabias palavras amigo. Só para responder, por alto, o conteudo dos livros de cobre e aguçando os demais, principalmente nossa amiga Shirlei, para o estudo dos documentos de Qumran neles estão gravado em caracteres hebraicos quadrados o local em que estão escondidos um grande tesouro e um segundo exemplar detalhado do local e de mais tesouros. Na realidade o "Livro de Cobre" é um grande inventário não contendo normas de conduta, dos livros da lei ou religiosos.
Este tesouro estava na Palestina e abrangia: 4632 talentos de ouro e prata (entre  7,5 e 10 ton. de ouro e 60 e 80 ton. de prata), mais 179 lingotes de ouro e de prata alem de vasos de ouro e prata que conteriam substâncias odoríferas, utencílios destinados ao culto e vestimentas sagradas.
Seria este o Santo Graal que tanto os Templarios procuravam?
As salam`aleco          
 
Juarez Prata de Almeida
Belém; Pará



De: Aloizio Monteiro <aloiziomonteiro@...>
Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
Enviadas: Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009 22:01:18
Assunto: Re: [JesusHistorico] Lula e Judas

 

Olá, Juarez!
 
Eu continuo achando, desde muito tempo, que não se pode ditar para os participantes o que deve ou o que não deve ser discutido em determinada ocasião na Lista;  tampouco acho que se deva considerar determinados assuntos como "encerrados" .

 

.



Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

#11184 From: "Mario Porto" <mphp@...>
Date: Thu Oct 29, 2009 4:53 pm
Subject: Dia Nacional do Livro
msplporto
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Olá
Fiquei sabendo que hoje é o Dia Nacional do Livro.

No Twitter está rolando uma campanha #DOEUMLIVRONONATAL que acho uma boa
iniciativa.

Que tal se cada um aqui indicasse um livro que considera relevante para o nosso
tema central, fugindo obviamente daqueles clássicos que a maioria conhece e até
possui?

A idéia seria desenterrar livros importantes e nem tão conhecidos. Depois
tentaríamos consolidar em uma lista. Importante citar todos os dados do livro.

Eu começo com um que acho até que já indiquei:

The Cynics - The Cynic Movement in Antiquity and its Legacy.
Edited by: R. Bracht Branham and Marie-Odile Goulet-Cazé
University of California Press,1996

Mário Porto

#11183 From: "sr.moshe" <morrowh@...>
Date: Thu Oct 29, 2009 1:41 pm
Subject: Re: Lula e Judas
sr.moshe
Offline Offline
Send Email Send Email
 
+++++

Juarez e Aloizio,

Obrigado pelas "dicas" e pelos textos postados. Meu parco conhecimento sobre
essênios resume-se aos escritos por Charlesworth, em jesus dentro do judaísmo.
Obs.: Gosto das tuas indagações Aloízio, e acho interessante as hipóteses
levantadas como por exemplo, essa de o costume dos médicos usarem roupa branca
ter origem por lá....rs
Vamos ver como serão esclarecidos os pontos daqui pra frente, pelos que
conhecem. Numa outra lista, o Paulo já começou a falar sobre essa fortaleza e
sua importância na economia da rota da seda. Assunto bem interessante.
Mais uma vez, obrigado
Moshe

+++++

--- In JesusHistorico@yahoogroups.com, Aloizio Monteiro <aloiziomonteiro@...>
wrote:
>
> Olá, Juarez!
>  
> Eu continuo achando, desde muito tempo, que não se pode ditar para os
participantes o que deve ou o que não deve ser discutido em determinada ocasião
na Lista;  tampouco acho que se deva considerar determinados assuntos como
"encerrados".
>  
> A tradução dos manuscritos do Mar Morto  --  nos quais está a misteriosa e
pertinente questão sobre os essênios e a sua possível relação com Jesus e João
Batista  --  já dura mais de 60 anos e sequer foi encerrada por aqueles que se
encarregaram de traduzi-los.  Por que, então, nós deveríamos encerrá-la?  Quem
defende a idéia de encerramento da questão está no time dos que não querem que a
verdade histórica seja revelada, como parece ter sido o caso do padre Roland de
Vaux, que segurou essas traduções por décadas.
>  
> Portanto, a abertura e a reabertura de qualquer questão que busque as raízes
do Jesus histórico deve ser sempre bem vinda e eu acho que a discussão sobre os
essênios deve ser feita a qualquer tempo, sob o peculiar ponto de vista da
Lógica pura que pode ser extraída desses documentos, e sob a atenta leitura dos
Evangelhos e dos escritos deixados por Flávio Josefo, que são as únicas fontes
originais.  (O único livro que aborda o assunto com seriedade e lógica é o de
Shonfeld).
>  
> Em termos dos Evangelhos, o cerne da questão está no "jovem, vestido de
roupas brancas", como relatado pelo Primeiro Evangelista (Mc 16, 5), referência
que o sempre exagerado Segundo Evangelista (ou um devoto seguidor seu) converteu
em "anjo" e, ainda por cima, disse que sua roupa "resplandescia como relâmpago"
(Mt 28, 2-3).  Já o Terceiro Evangelista, que pouco conhecia sobre a Judéia e a
Galiléia (e talvez nunca tenha ouvido falar do desfiladeiro de Qumram), entrou
na maionese e, num verdadeiro passe de mágica comum no esoterismo, multiplicou o
anjo, transformado-o em "dois personagens com roupas resplandescentes" (Lc 24,
4).  O corregedor Quarto Evangelista (que não é o guarda-costa analfabeto João
Zebedeu, mas, possivelmente, o discípulo amado João Marcos) manteve a conversa
de que eles eram "dois anjos vestidos de branco" (Jo 20, 12), mas não fez as
suas roupas brilhassem tanto.  É possível que esse (s) personagem (ns)
>  tenha (m) sido membro (s) da seita dos essênios que, como verdadeiros
médicos, também se dedicavam a curas.  (Aliás, quem sabe se não está aí a origem
do costume dos médicos em usarem roupas brancas?).  Além do mais, o aloés (a
nossa babosa) é uma planta medicinal que não tem a mínima utilidade em
embalsamentos, mas sim, em revigoramento orgânico, reforçando-se, assim, a tese
de que Nicodemos e José de Arimatéia, ao levarem esta leguminosa para o
sepulcro, junto com a mirra, tentaram reanimar o corpo de Jesus logo após a
crucificação  --  e certamente contaram com a ajuda dos essênios que se fizeram
presentes ao "sepultamento".  Eu exploro essa versão e penso na possibilidade de
que Jesus tenha sido ressuscitado no mesmo dia em que foi crucificado.  Mas,
falar nisso deixa muitos fiéis, que não são intérpretes pelo ângulo da
Lógica, achando que sou um louco!. . .
>  
> Outros aspectos estão na coincidência da doutrina de Jesus com as teses
religiosas encontradas nos manuscritos do Mar Morto, e na possível assimilação
de Caifás como o Mestre das Trevas e de João Batista como o Mestre da Luz.  Aí,
que não gosta dessa conversa são os sionistas. . .
>  
> Não se pode ir à essência das descobertas sem se levantar ângulos polêmicos de
qualquer questão.
>  
> Só existe um Caminho:  o do Conhecimento;  o resto são veredas e labirintos.
>  
> Abraços.
>  
> AloízioMonteiro.
>  
>
> --- Em qua, 28/10/09, Juarez Prata <juarezpal@...> escreveu:
>
>
> De: Juarez Prata <juarezpal@...>
> Assunto: [JesusHistorico] Lula e Judas
> Para: JesusHistorico@yahoogroups.com
> Data: Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009, 20:28
>
>
>  
>
>
>
>
>
>
>
> Então Sr. Moshe devemos reconsiderar o banimento e a total falta de interesse
sobre o tema pelo demais listeiros. Eu tambem acho que os documentos do
Mar Morto é importante para a construção do Cristianismo. É muito estudo sobre o
assunto e gostaria de saber se o restante do grupo vai colaborar nesta pesquisa
ou somente eu e a Ayla debateremos.
> Você fez muitas perguntas, mas como já disse, interessa responde-las se não há
interesse dos demais?  
>  
> Juarez Prata de Almeida
> Belém; Pará
>
>
>
>
>
>
> De: sr.moshe <morrowh@hotmail. com>
> Para: JesusHistorico@ yahoogroups. com
> Enviadas: Qua, Outubro 28, 2009 1:02:07 PM
> Assunto: [JesusHistorico] Re: Lula e Judas
>
>  
>
> +++++
>
> Ayla, desculpe-me mas não concordo com vc. Acho o tema sobre a comunidade
essenia e os manuscritos de qumran extremamente importante na busca de um jesus
histórico (se é que realmente existiu). Quer me parecer que a seita cristã tem
vários pontos em comum com os essênios. Eu, particularmente, gostaria de ler o
que vcs, estudiosos, tem a expor sobre este tema. Por exemplo, gostaria de
saber:
> . Qumran era um monastério?
> . Quantas variáveis de essenios existiam?, se não me engano, Josefo fala em
cerca de 4mil espalhados pela palestina. Hoje se sabe que em Qumran viviam cerca
de 300;
> . Qual a relação dos essênios com os zelotes?
> . Por que esse grupo deixou jerusalém para formar esta comunidade no deserto?
> . Como aquela comunidade interpretava os textos da torah?
> . Como era a organização daquela comunidade, uma vez que, ao que me parece,
deixaram por escrito;
> . Em que data a comunidade essenia escreveu os documentos encontrados? foi
utilizado a datação pelo carbono 14? quando? onde? quem datou?
> . Sabe-se que foram encontradas diversos textos com comentários sobre a torah
e também livros como o apócrifo de genesis, de enoc, de noah, lamec,livro dos
jubileus, etc. Onde se encontram tais textos, como ter acesso a eles, por que
eles não constam na biblia crista?
> . Qual a relacao do mestre da justica, com jesus?
> . Na recepçao de qumran, há um filme que mostra que um personagem esteve lá,
mas foi expulso por não se adaptar. É identificado como joao batista;
> . Robert Eisenman afirma que tiago, o "irmão de jesus", seria na verdade o
mestre da justiça dos essenios. Outros dizem que tiago tinha ligacoes com a
comunidade. Sao corretas tais afirmacoes?
> . Me parece que mulheres não eram aceitas na comunidade, outro ponto em comum
com o cristianismo;
> . A preparacao para a guerra apocaliptica, pregada pelos essenios, também é
outro ponto em comum aos cristaos.
> . John Allegro, se retirou da equipe de pesquisa e a acusou de estar
escondendo textos da gruta 4. Segundo ele, tais textos prejudicariam o
cristianismo e houve uma conspiracao para impedir sua publicacao. Procede?
> . Quais pontos há em comum entre os essenios e o cristianismo?
> . Quais pontos são divergentes?
> Enfim, eu realmente gostaria de aprender mais com voces, sobre este tema.
> Obrigado
> Moshe
>
>
> .
>
>
>
>
> Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 -
Celebridades - Música - Esportes
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>      
________________________________________________________________________________\
____
> Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados
> http://br.maisbuscados.yahoo.com
>

#11182 From: "cepak2001br" <cepak2001br@...>
Date: Thu Oct 29, 2009 12:18 pm
Subject: Esseus
cepak2001br
Offline Offline
Send Email Send Email
 
Oi.

Alguns pontos (estou resumindo diversos autores):

1. "Qumran é mais complexo do que poderia parecer. Interessa tanto ao judaísmo
quanto ao cristianismo".

2. "Qumran era importante entreposto comercial e um grande centro económico.
Sede do cultivo de tamareiras e abrigo de caravanas importantes que demandavam a
Síria vindas do Iemen. Era um lugar estratégico na linha de defesa de
Israel-Palestina".

3. "Antes de tudo Qumran foi uma fortaleza. Começou como fortaleza, continuou
fortaleza e como fortaleza caiu. No seu percurso histórico ficou em mãos dos
saduceus, a importante parentela de Sadoque, uma prestigiada família judaica, a
mais poderosa de todas".

4. "Esseus é outra coisa, diferente de Qumran".

Os ESSAYA (palavra do idioma caldeu) eram os curadores. Da mesma raiz que hebr.
aram. *jesus*. Depoimentos antigos sobre os esseus do tempo herodiano bem
entendido:

Flávio Josefo: "Existem, com efeito, entre os judeus, três escolas filosóficas:
os adeptos da primeira são os fariseus; os da segunda, os saduceus; os da
terceira, que apreciam justamente praticar uma vida venerável, são denominados
essênios: são judeus pela raça, mas, além disso, estão unidos entre si por uma
afeição mútua maior que a dos outros"  (Guerra, Antiguidades).

Fílon de Alexandria: "A Síria Palestina, que ocupa uma parte importante da
populosa nação dos judeus, não é, também ela, estéril em virtude. Alguns deles,
que somam mais de quatro mil, são denominados essênios" (Apologia; e outros
textos).

Plínio, o Velho: "Na parte ocidental do mar Morto os essênios se afastam das
margens por toda a extensão em que estas são perigosas. Trata-se de um povo
único em seu gênero e admirável no mundo inteiro, mais que qualquer outro: sem
nenhuma mulher e tendo renunciado inteiramente ao amor; sem dinheiro e tendo por
única companhia as palmeiras. Dia após dia esse povo renasce em igual número,
graças à grande quantidade dos que chegam; com efeito, afluem aqui em grande
número aqueles que a vida leva, cansados das oscilações da sorte, a adotar seus
costumes" (História Natural).

Mais: [abaixo desses ficava a cidade de Engaddi, cuja importância só era
inferior à de Jericó por sua fertilidade e seus palmeirais, mas que se tornou
hoje um montão de ruínas. Depois vem a fortaleza de Massada, situada num
rochedo, não muito distante do mar Morto] (obs. nomes modernos).


Solino, séc. III: "O interior da Judéia que se estende para o ocidente é ocupado
pelos essênios. Estes, seguidores de rígida disciplina, se separaram dos
costumes de todos as outras nações, tendo sido destinados a este modo de vida
pela divina providência. Nenhuma mulher se encontra entre eles e eles
renunciaram ao sexo completamente. Eles desconhecem o dinheiro e vivem entre
palmeiras. Ninguém nasce entre eles, entretanto seu número não diminui. O local
é destinado à castidade. Ali reúnem-se pessoas de várias nações; entretanto,
ninguém que não tenha uma reputação de castidade e inocência é ali admitido.
Aquele que cometer a menor falta, embora faça o maior esforço para ser admitido,
é mantido afastado por ordem divina. Assim, ao longo de tantas eras (é difícil
de se crer), uma raça onde não há nascimentos vive para sempre. Logo abaixo dos
essênios existia a cidade de Engaddi, mas ela foi arrasada" (Coisas Memoráveis).

Josefo e Fílon: [os essênios] "repudiam os prazeres como um mal e consideram
como virtude a continência e a resistência às paixões. Eles desprezam, para si
mesmos, o casamento; mas adotam os filhos dos outros numa idade ainda bastante
tenra para receberem seus ensinamentos: eles os consideram como se fossem de sua
família e os moldam de acordo com os seus costumes".

Fílon: [entre os essênios] "existem apenas homens de idade madura e inclinados
já para a velhice, que não são mais dominados pelo fluxo do corpo nem arrastados
pelas paixões, mas que gozam da liberdade verdadeira e realmente única"
(Apologia).

Fílon: "Por outro lado, prevendo com perspicácia o obstáculo que ameaçaria, seja
por si só, seja de modo mais grave, dissolver os laços da vida comunitária, eles
baniram o casamento, ao mesmo tempo em que prescreveram a prática de uma
perfeita continência" (Apologia).
Flávio Josefo: [os bens são divididos igualmente, sem pobres e ricos] "com
efeito, trata-se de uma lei: aqueles que entram para o grupo entregam seus bens
à comunidade, de tal forma que entre eles não se vê absolutamente nem a
humilhação da pobreza nem o orgulho da riqueza, já que as posses se encontram
reunidas, não existindo para todos senão um único haver, como ocorre entre
irmãos" (Guerra).


paulo dias=

#11181 From: Farouk Habib Silva <eurochembr@...>
Date: Thu Oct 29, 2009 1:02 am
Subject: Re: Sobre os essenios
eurochembr
Offline Offline
Send Email Send Email
 
--- Em qua, 28/10/09, Farouk Habib Silva <eurochembr@...> escreveu
 
Senhores,
 
Um livro importante para quem quer conhecer melhor os manuscritos do mar morto.
Primeiro segue uma introdução do livro, e posteriormente os seus capitulos:
 

"Os Pergaminhos do Mar Morto são a mais antiga versão já descoberta da Bíblia do Velho Testamento e foram uma das maiores descobertas arqueológicas do Século 20. Eles foram escritos há dois mil anos, aproximadamente entre o ano 200 antes da Era Comum (AC) até a destruição do Segundo Templo, no ano 70 da Era Comum (DC). Além de serem contemporâneos a Jesus, essa foi uma época de acontecimentos cruciais para o Judaísmo e o Cristianismo. Entre as escrituras, destacam-se os textos bíblicos, que mostram que os textos lidos atualmente são os mesmos de mais de dois milênios, e vários textos sobre a vida comunitária dos Essênios, uma seita que se isolou nas proximidades do Mar Morto e cujas práticas foram absorvidas pelo nascente Cristianismo.

O acervo foi encontrado casualmente por beduínos, nas cavernas de Qumram, próximos ao Mar Morto, em Israel, em 1947. Eles foram preservados devido ao clima peculiar do Mar Morto, que está localizado a cerca de 25 quilômetros de Jerusalém. Na região, as temperaturas médias são altas, entre 30 e 40º C; a umidade relativa do ar é baixíssima; é extremamente salgada; e o alto grau de evaporação produz uma espécie de vapor.

Entre agosto de 2004 e fevereiro de 2005, a Calina Projetos Culturais e Sociais, em conjunto com o Instituto de Antiguidades de Israel, apresentou a Exposição Pergaminhos do Mar Morto: Um Legado Para a Humanidade, em São Paulo e Rio de Janeiro. A Exposição trouxe pela primeira vez à América Latina fragmentos originais dos Pergaminhos do Mar Morto e diversos artefatos arqueológicos do mesmo período, como vasos, potes e utensílios em pedra e cerâmica, moedas, objetos em couro, tecidos, entre outros.

Durante a Exposição, foram esgotadas as duas primeiras edições do Livro, no total de dez mil exemplares. Para quem visitou ou não, mas se interessa por arqueologia, história e cultura, essa terceira edição é uma oportunidade para adquirir uma obra que contém a história de objetos tão importantes para a humanidade e belíssimas fotos dos objetos e da região do Mar Morto.

O livro é apresentado em papel couché de alta qualidade, capa dura, possui cerca de 80 páginas e seu valor é de R$ 50,00. Para pedir, entre em contato com o email info@.... Em São Paulo, o livro está sendo vendido em algumas livrarias e na banca de jornais da Rua Indiana, 204, esquina com Av. Portugal, no Brooklin. O telefone é (11) 5042-0303.

A edição da Terceira Edição do livro contou com o patrocínio do Grupo Haganá Segurança e apoio da Secretaria Municipal de Cultura - SP, através da Lei Mendonça (incentivo à Cultura)."

Capítulos:

I.      Introdução: A Região do Mar Morto
II.     A Descoberta
III.    As Pesquisas Arqueológicas de Qumran
IV.    Linha do Tempo
V.     Os Essênios
VI.    Os Pergaminhos de Qumran
VII.   Conservação dos Pergaminhos do Mar Morto
VIII.  Publicação dos Pergaminhos
:


> ____________ _________ _________ _________ _________ _________ _
> Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados
> http://br.maisbusca dos.yahoo. com
>



Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes


Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Messages 11181 - 11210 of 11210   Newest  |  < Newer  |  Older >  |  Oldest
Advanced
Add to My Yahoo!      XML What's This?

Copyright © 2009 Yahoo! Inc. All rights reserved.
Privacy Policy - Terms of Service - Guidelines - Help